Domingo, 19 de Julho de 2009

Shy - Excess All Areas (1987)


Sabe aquele disco que você já sai balançando a cabeça e tocando air drums (ou air guitar) pela sala já nos primeiros acordes? Pois esse Excess All Areas é assim, pura energia, contagiante, hard rock ganchudo, vocais agudos, cheio de back vocals e solos no melhor estilo "fritador" típico dos anos 80. Apesar de tudo isso, o grande mérito da banda é que o som não é meloso e bastante agradável de se escutar.

Se você não conhece o Shy, pode sair atrás da discografia completa (12 álbuns de estúdio, sendo que esse é o terceiro), por que tudo é muito bom. Esses ingleses conhecem muito bem o que fazem. Som perfeito para um passeio de carro em um domingo de sol.

Down aqui e aumente o volume que isso aqui é rock and roll!

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

13 de julho - Dia Mundial do Rock

Todo ano é assim. No dia 13 de julho a mídia lembra que existe um movimento cultural chamado rock. Só que além de sugerir que o mesmo acabou nos anos 70, coloca numa mesma panela Michael Jackson, Blitz, Lulu Santos, e muitos outros. É um festival de asneiras sem fim, e ao invés de trazerem novas bandas que mantém o rock vivo, trazem um sósias de quinta categoria que só servem para fazer os "homenageados" se revirarem no túmulo.

Nunca vi nada que prestasse nessas "homenagens", nem mesmo a simples informação de porque o dia 13 de julho. Respondo: começou a ser comemorado nesse dia desde o Live Aid, realizado em 1985. Mais sobre esse festival...

O Live Aid foi um festival que aconteceu simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra) e trouxe nomes como Black Sabbath (com Ozzy), Status Quo, INXS, Loudness, Mick Jagger, David Bowie, Dire Straits, Queen, Judas Priest, Bob Dylan, Duran Duran, Santana, The Who e Phil Collins entre muitos outros. Aliás, Phil Collins abriu o show nos EUA e na sequência, voou para Londres para fechar o festival...

Sábado, 11 de Julho de 2009

Ring of Fire - Lapse of Reality (2004)


Para comemorar o 13 de julho, Dia Internacional do Rock, resolvi tirar um tempinho para postar, depois de um longo e tenebroso inverno, problemas com acesso à Grande Rede (Ave Net), problemas de hardware, problemas de saúde, etc, etc,...

Como ninguém tem nada a ver com meus problemas, aí vai a dica: Ring of Fire!

Projeto de altíssimo gabarito capitaneado pelo golden-throat Mark Boals (ex-Malmsteen e zilhões de projetos paralelos), auxiliado pelos chatos-de-tão-rápidos Vitalij Kuprij ( teclados) e George Bellas (guitarra), ambos ex-integrantes do Artension (bandaça, por sinal) e pelos competentes Phillip Bynoe (baixo) e Virgil Donati (bateria), o Ring of Fire é uma mistura do som que o Malmsteen faz com fortes cacoetes de metal progressivo.

Apesar da levada progressiva, o som é empolgante e repleto de refrões grudentos, mérito absoluto de Boals, que continua cantando muito! O cara realmente não brinca em serviço. O instrumental é primoroso, com destaque para os duelos guitarra versus teclado, simplesmente alucinantes.

Lapse of Reality é o quarto e (por enquanto) último trabalho dos caras, e as faixas que mais gosto são Saint Fire e The Key. Os outros dois trabalhos de estúdio também são muito bons. O terceiro foi uma gravação ao vivo. Pode baixar na fé!

Vida longa ao nosso querido rock and roll!!!

Down!

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Within Temptation - Black Symphony (2008)


A onda de bandas de metal gótico ou sinfônico com vocal feminino teve o seu auge na segunda metada da década de 90. Parecia uma praga, pior que a gripe suína, alastrando-se pelo mundo todo, inclusive pelo Brasil. Uma das bandas pioneiras do gênero foi o The Gathering, vindo da Holanda, e, apesar de não ser exatamente metal, influenciou quase todas que vieram depois, devido principalmente ao carisma da vocalista Anneke van Giersbergen.

Recentemente Anneke deixou sua banda, e abriu espaço para Sharon den Adel e o Within Temptation assumirem o posto de maior representante do metal gótico da Holanda, quiçá do mundo. Black Symphony, lançado ano passado, é uma demonstração poderosíssima do profissionalismo da banda, que mobilizou uma orquestra completa, coros masculinos e femininos (eu contei 10 homens e 10 mulheres), um palco assustadoramente grande, luzes, e efeitos especiais, aliados a muita, muita energia e entrosamento por parte dos integrantes da banda. A ex-vocalista do The Gathering participa em uma faixa.

Black Symphony na minha humilde concepção, inaugura um novo sub-estilo do metal, o symphonic gothic metal, já que a banda continua fazendo seu metal gótico, enquanto a orquestra executa arranjos sofisticados, próprios do metal sinfônico de ícones do estilo como Nightwish.

O Within Temptation lançou seu primeiro disco em 1997 e com exatos 11 anos de estrada atingiu a maturidade sem perder o peso, a agressividade e principalmente o prazer de tocar. Isso fica evidente no dvd.

Impressione-se você também. Eu fiquei de cara com a produção do show.

Down!! [rapidshare] [megaupload]

Sábado, 23 de Maio de 2009

Wolf Hoffmann - Classical (1997)


Quem conhece o Accept, grande expoente do metal tradicional alemão da década de 80, provavelmente conhece a música Metal Heart, do álbum homônimo de 1985. Pois bem, então você deve estar lembrado do pequeno trecho de Fur Elise (Beethoven) no solo dessa música, Saiba que isso se deve ao fato do guitarrista da banda na época, Wolf Hoffmann, ser fã de música clássica.

Com o encerramento das atividades do Accept, Hoffmann chutou o balde geral e dedicou-se totalmente a fotografia, abandonando a guitarra. Mas como esse negócio é igual cachaça, resolveu voltar depois a tocar e gravar algo bastante diferente, calmo e tranquilo, nada parecido com a aspereza do metal de sua antiga banda.

Classical apresenta uma seleção de temas clássicos, repaginados e remodelados, não necessariamente transformados em rock, como seria esperado para um guitarrista de rock. Dessa forma, temos levadas de guitarra para temas de Bizet, Grieg, Ravel, Tchaikovsky e como não poderia faltar, para Fur Elise, que passou a se chamar Blues for Elise, um tremendo blues, sensacional.

Para os headbangers que querem dar uma refrescada no tímpano, sem abrir mão da qualidade jamais, eis aqui uma boa pedida.

Listen!