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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Deep Purple - Now What?! (2013)


O que se pode dizer sobre o Deep Purple que já não tenha sido dito? Mestres? Monstros? Feras? Dinossauros? Qualquer elogio soa óbvio demais para uma das mais ativas e criativas bandas do cenário roqueiro de todos os tempos, responsável pela criação de canções memoráveis, riffs e solos "assoviáveis" e companheira de três, quatro ou até quem sabe, cinco gerações de fãs, músicos e admiradores em geral.

Now What?!(2013) é o primeiro trabalho da banda em oito anos, desde Rapture of the Deep, lançado em 2005, e só esse fato já despertaria o interesse de qualquer um em ouvir o que esses caras ainda tem para falar, ou melhor, para tocar. É o segundo trabalho com Don Airey à frente dos teclados, substituindo o imortal Jon Lord (o disco inclusive é dedicado a ele).

Vou dar minha opinião aqui. Pra ser bem sincero, não achei que eles conseguiram fazer algo diferente do que já fizeram no passado e se reinventar com esse álbum...mas quer saber de uma coisa? Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Steve Morse e Don Airey já transcenderam a categoria dos simples mortais que ainda precisam provar alguma coisa para alguém. Se ficassem 50 minutos tocando uma mesma nota fora de rítmo e ainda por cima semitonando, ainda haveria muita gente disposta a dizer "genial!". Eu seria um deles. 

Bora ouvir os mestres?



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pretty Maids - Future World (1987)


 [In English]

Whenever we need to resort to two styles to define the sound of a band as blues / rock, gothic / symphonic, hard / heavy, etc., there is one that prevails. But in the case of Pretty Maids, Future World and more specifically of that, I'm in doubt every time I hear ... it's heavy? is hard rock?

Well, regardless of classification problems, which are in fact a big mistake, the sound of Danish is far, far above average. The voice of Ronnie Atkins is the embodiment of this duality heavy / hard because the way it sounds very melodic and smooth, it is ripped and powerful few seconds later.

 
Highlighting the work of guitar bands in the suit of Pretty Maids is rain in the wet. Every good band of hard or heavy has a good guitarist, otherwise it would not be good! I will then highlight the work of keyboards in the band, headed by Alan Owen. The guy knows the right place to put the keys,  and the final result of mixing with the guitars are loud and powerful!
Down!

[In Portuguese]
Sempre que precisamos lançar mão de dois estilos para definir o som de uma banda, como blues/rock, gótico/sinfônico, hard/heavy, etc, existe um que prevalece. Mas no caso do Pretty Maids, mais especificamente desse Future World, fico em dúvida toda vez que escuto...é heavy? é hard rock?

Bem, independente desses problemas classificatórios, que no fundo são uma grande besteira, o som desses dinamarqueses é muito,  muito acima da média. O vocal de Ronnie Atkins é a encarnação dessa dualidade heavy/hard, pois da mesma forma que soa bem melódico e suave, torna-se rasgado e poderoso alguns segundos depois.

Destacar trabalhos de guitarra em bandas do naipe do Pretty Maids é chover no molhado. Toda boa banda de hard ou de heavy tem um bom guitarrista, do contrário não seria boa!  Vou destacar então o trabalho de teclados da banda, a cargo de Alan Owen. O cara sabe colocar muito bem a tecladeira, e o resultado final da mixagem com as guitarras é um som alto e poderoso! 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Europe - Secret Society (2006)


O rock é próprio dos jovens, por sua natureza inovadora e contestadora, de forma que o amadurecimento, em geral, faz mal para a maioria das bandas no cenário hard/metal. Vejam o triste fim do Metallica, outrora uma máquina de moer ossos, e que agora se reduziu a uma máquina de fazer caretas e muito dinheiro.

Eis uma honrosa exceção: os suecos do Europe. Quando resolveram "dar um tempo" em 1992, os caras tinham conquistado o mundo com seu glam-farouf-chic, de forma que uma possível reunião não surpreenderia ninguém se eles ficassem fazendo covers de sim mesmos, como é muito comum por sinal. Mas, ao contrário, Start From the Dark (2004), o álbum que marcou o retorno oficial da banda e Secret Society, o segundo álbum da nova fase, me deixaram de queixo caído. O segundo inclusive não sai do som do meu carro há duas semanas.

Unindo peso com melodias menos evidentes e menos "apelativas", a banda conseguiu fazer algo que considero muito difícil: um hard consistente, coeso, seguro de si e, acima de tudo, maduro. Vale a pena conferir a nova fase de Joey Tempest, John Norum e companhia. Eles são a prova que é possível fazer rock de qualidade sem perder a classe.

domingo, 7 de março de 2010

Rock Sugar - Reimaginator (2010)


Costumo dizer que ouço qualquer tipo de música, dependendo do meu estado de espírito. Pela segunda vez em menos de dois anos, passei um longo período de tempo sem ouvir música, simplesmente por que não conseguia me concentrar em nada, devido a angústia de ter um filho internado num hospital, passando por um tratamento muito doloroso.

Passando por momentos malucos, encontrei esses caras, igualmente malucos. Vejam se não tenho razão. O play é composto totalmente por covers, mas não executados na íntegra, a idéia principal é misturar, e eles vão fundo nessa idéia fazendo misturas nada convencionais, como Journey com Metallica, Queen com Motley Crue, Ozzy com Rick Springfield, Guns 'N' Roses com 'Til Tuesday (banda de pop, boa por sinal), Bon Jovi com Annie Lennox, Supertramp com Led Zeppelin e o mais inusitado (e por isso mesmo mais bacana!), Madonna com AC/DC.

Acreditem, é muito legal, e o melhor de tudo, os caras tocam e fazem vocais impressionantes. Qualidade acima de qualquer suspeita. E a batalha pela vida continua...

Down!

P.S.: Post em homenagem ao Paulo, fã (talvez o único?) número 1 do blog.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Silver Samurai - Back to the 80's (2009)


Já faz algum tempo, um clima de revival dos anos 80 veio com força total. Teve gente desenterrando o Genius, o Pogo Bol, as miniaturas de Coca-Cola (e seus respectivos engradados, meu Deus...), o Cara de Batata, etc, etc. Pois bem, com esse movimento, uma turma que já deve estar próxima da casa dos 40 também começou a sentir saudade do rock daquela época, da purpurina, do laquê, dos panos esvoaçantes (credo), das garotas peitudas com shortinhos curtos, e de todos os excessos possíveis e imagináveis.

O Silver Samurai embarcou nessa onda e trouxe os anos 80 de volta, não apenas no som, que mistura várias bandas da época, como Bon Jovi e Dokken (sim, eles vão por esse lado mais pesado e menos farouf, mas nada assim que vá te assustar) mas também na parte gráfica, começando pela capa, mais anos 80 impossível!

E, antes que me esqueça, aproveite para acrescentar mais uma língua a já extensa lista de bandas-que-cantam-em-línguas-improváveis. Dessa vez, terá que frequentar aulas de polonês...sim, isso mesmo, o Silver Samurai vem da Polônia e teve a felicidade de gravar a maioria das músicas na sua língua materna! Existem 3 em inglês, mas, é claro, não têm graça nenhuma. É o 7th Son contribuindo para o incremento da sua cultura, estimado frequentador!

Down!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hot Leg - Red Light Fever (2009)


Lembram do The Darkness? Aquela banda inglesa cujo vocalista, Justin Hawkins, exagerava nos agudos e na performance pra lá de espalhafatosa, e que trouxe de volta o clima roqueiro/festeiro dos anos 70/80? Pois é, o cara está de volta com um novo projeto.

Hot Leg traz uma mistura que é pura nitroglicerina. As bases lembram as bandas de hard rock dos anos 80, com pitadas de AC/DC aqui e ali, enquanto o vocal lembra muito a teatralidade de Freddy Mercury (R.I.P.). Bem, definir o som é o menos importante, aumenta aí que isso é puro rock and roll!!!

Down!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Gotthard - Need to Believe (2009)


O hard rock das purpurinas, paetês e lenços esvoaçantes ficou pra trás, precisamente nos anos 80, onde bandas como Bon Jovi, Dokken, Europe e Whitesnake dominavam. Embora esses caras ainda estejam por aí, se você acompanha a cena hard-roqueira internacional, sabe que eles já não sustentam a mesma atitude poser, muito pelo contrário, são respeitáveis tiozinhos agora, e diria que até estão bem contidos, inclusive no visual.

O Gotthard, originário da Suíça, modernizou o hard rock e, livre do brilho e do glamour excessivos de 20 anos atrás, praticam a nata do estilo na atualidade. Need to Believe é o mais novo lançamento dos caras, e a julgar pelo álbum anterior, o estupendo Domino Effect, este também promete.

Bem, agora vou ouvir. Em breve minha avaliação nos comentários.

Down! (link da Combe do Iommi, não tenho nada a ver com isso hein!)

domingo, 19 de julho de 2009

Shy - Excess All Areas (1987)


Sabe aquele disco que você já sai balançando a cabeça e tocando air drums (ou air guitar) pela sala já nos primeiros acordes? Pois esse Excess All Areas é assim, pura energia, contagiante, hard rock ganchudo, vocais agudos, cheio de back vocals e solos no melhor estilo "fritador" típico dos anos 80. Apesar de tudo isso, o grande mérito da banda é que o som não é meloso e bastante agradável de se escutar.

Se você não conhece o Shy, pode sair atrás da discografia completa (12 álbuns de estúdio, sendo que esse é o terceiro), por que tudo é muito bom. Esses ingleses conhecem muito bem o que fazem. Som perfeito para um passeio de carro em um domingo de sol.

Down aqui e aumente o volume que isso aqui é rock and roll!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Johnny Lima - Livin' Out Loud (2009)



Não, não é nenhum parente da Família Lima aqui do Brasil. O cara é descendente de portugueses mas mora nos EUA, e sinceramente, foi uma das maiores surpresas (musicalmente falando) que tive esse ano.

Se você curte um hard rock estilo Bon Jovi (anos 80), Poison, Def Leppard e congêneres, e baixar isso aqui, com certeza você não vai parar de ouvir tão cedo. Bem tocado demais, com solos de guitarra alucinantes e todo aquele clima oitentista, porém, remodelado e revigorado.

Enquanto houverem caras como o Joãozinho Lima, meu camarada, o rock and roll não vai morrer!

Down! (Link da Combe)

sábado, 14 de março de 2009

Guns 'N' Roses - GN'R Lies (1988)


Desculpem-me os fãs mais ardorosos, mas o Guns N' Roses de hoje é uma piada e não é nem sombra do que já foi no passado. Resolvi ouvir o álbum GN'R Lies depois de muito tempo, e bateu um saudosismo forte, que me levou inclusive a escrever essas palavras.

Responsável pelo último suspiro do hard rock na década de 80 antes do fenômeno grunge exterminar por um bom tempo as bandas do estilo, (com honrosas exceções, como Winger, que resistiu bravamente nessa época difícil), o Guns foi um fenômeno como poucas vezes se viu na história do rock.

Não se faz uma grande banda sem grandes sacadas, e esse GN'R Lies foi uma delas. Aproveitando o estrondoso sucesso do álbum anterior, que marcou a estréia oficial, o multi-platinado Appetite For Destruction (1987), esse álbum trouxe de volta o primeiro disco da banda, Live?!*@ Like a Suicide, que fora lançado de forma independente em 1986, acrescido de quatro faixas no formato acústico, entre elas a mega-balada-açucarada Patience.

Excelentes músicas como Reckless Life, Mama Kin, Nice Boys e Move to the City mostram uma fase bem legal da banda, bem roqueira e ainda pouco afetada (Axl canta sem se esgoelar tanto!), além, é claro, do lance do acústico, uma verdadeira premonição do futuro. Resultado, esse álbum vendeu aproximadamente 23 milhões de cópias, uma marca impressionante para um disco com apenas 8 músicas.

Hoje, infelizmente, o que vemos é um Axl Rose gordo e fora de forma, tentando reerguer uma banda que já morreu há muito tempo. Chinese Democracy é o retrato disso, deprimente, inclusive pela novela que foi o seu lançamento. A banda, além de Axl, só conta com o tecladista Dizzy Reed, que nem fez parte da formação original.

O título GN'R Lies seria mais apropriado para a atual fase da banda, uma verdadeira mentira. E tome saudosismo...

Download (link original da Combe do Iommi)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009



O guitarrista norte-americano Chris Impellitteri formou o Impellitteri em 1987 e Stand In Line é o segundo trabalho. Chris é conhecido como o Malmsteen dos EUA, tamanha a semelhança do seu estilo de tocar com o do sueco voador. O vocal ficou por conta de nada menos que Graham Bonnet (ex-Alcatrazz, Rainbow, etc) e em carreira solo naquela época.

O álbum apresenta uma mistura nada convencional de hard/heavy/AOR, e por isso mesmo, sensacional. Bonnet confere uma dramaticidade às suas interpretações com uma garra impressionante em faixas memoráveis como Stand in Line, Since You´ve Been Gone (cover do cover do Rainbow) e Tonight I´ll Fry. Não precisa dizer que Chris arrasa também, inclusive e principalmente na instrumental Somewhere Over the Rainbow, imortalizada na voz de Jude Garland no filme O Mágico de Oz. A batera ficou a cargo de Pat Torpey, que futuramente integraria o Mr. big.

Clássico indispensável em qualquer coleção!!!

Baixando!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Have a Good Metal Xmas!!!

Fonte: http://hardblog.kanak.fr/power-heavy-metal-f2/we-wish-a-metal-xmas-and-a-headbanging-new-year-2008-metal-t12143.htm?highlight=hairy+xmas

Algumas datas e suas respectivas trilhas sonoras são difíceis de aturar por quem tem um mínimo de senso musical e cujo ouvido não tolera determinadas baboseiras. Refiro-me a coisas como carnaval, mas, principalmente o Natal. Noite Feliz, Jingle Bells & Cia já deram tudo o que tinham que dar e ninguém aguenta isso mais. E quando a Simone resolveu revirar John Lennon no túmulo assassinando Happy Xmas (War is Over)? Ninguém merece tamanha tortura com requintes de crueldade.

Pensando na nação roqueira em geral, resolvi postar aqui algumas sugestões para tornar sua noite de natal menos doída. Vamos pintar de preto aquela roupinha ridícula do bom velhinho...e pixar umas caveiras nela também, heehheehe.


Brian Setzer Orchestra - Dig That Crazy Christmas (2002)

Versões animadas com arranjos de Big Band para os clássicos do Natal. Ideal para começar a festa.











Jordan Rudess - Christmas Sky (2004)

O tecladista careca do Dream Theater desfila todo o seu talento interpretando canções tradicionais de Natal ao piano.












Twisted Sister - A Twisted Christmas (2006)

Dee Snider empresta sua estupenda voz para gravar os clássicos do Natal. Versões sujas e bem rasgadas, repletas da tradicional energia das Sisters, ou seja, sensacional!











Various Artists - Merry Axemas vol. 1 (1997)

Grandes nomes da guitarra interpretando as músicas tradicionais do Natal. Aqui apreciamos Steve Vai, Erick Johnson, Jeff Beck entre outros.










Various Artists - Merry Axemas vol. 2 (1998)

A seleção de all stars continua pesadíssima. Neste volume 2 temos Zakk Wylde, Steve Lukather, Neal Schon, Steve Stevens, Trevor Rabin, John Sykes, etc.










Various Artists - We Wish You a Hairy Christmas (2003)


Versões hard rock para os hinos natalinos.












Monster Balladas Xmas (2007)

Um verdadeiro all-star reunindo para saudar a chegada do bom velhinho: Skid Row (sem Sebastian Bach), Winger, Twisted Sister, Danger Danger, Queensryche, Dokken, Stryper, etc.










We Wish You a Metal Xmas and a Headbanger New Year (2008)

Essa é pra fechar o ano com chave de ouro. Lemmy Kilmister, Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geoff Tate, Alice Cooper entre outros, pessoas tão delicadas, interpretando singelas canções de Natal em versões porrada? É isso mesmo, um presente do 7th Son pra vocês!








Espero que curtam! Keep rockin big fat Santa Claus!!!!!!!

P.S.: Os links não foram verificados, tenho mais o que fazer. Se não funfar, o véio gúgol tá aí pra isso mesmo! Fui.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Slaughter - Stick It To Ya (1990)


Após sairem da banda Vinnie Vincent Invasion, Mark Slaughter e Dana Strum formaram o Slaughter. Em 1990, o glam rock não estava mais no auge, mas ainda exsistia um espaço muito bom na mídia para bandas do estilo, e de fato tivemos o surgimento das fantásticas Poison, Skid Row, Winger, entre outras.

Aproveitando-se muito bem da situação, lançaram o petardo de estréia, Stick It To Ya, que atingiu disco de ouro nos Estados Unidos em apenas dois meses, e posteriormente, chegaria à impressionante marca de platina tripla.

E não é pra menos, afinal, trata-se de um biscoito muito fino. Recheado de canções extremamente empolgantes como Up All Night, Burning Bridges e Mad About You e baladas de arrancar lágrimas como Spend My Life e o mega-hit Fly to the Angels, Stick It To Ya é a trilha sonora perfeita para uma festa à beira de uma piscina regada a muita bebida e com muitas garotas peitudas.

Sobre a faixa Fly to the Angels, existe um fato no mínimo curioso. A banda chegou a ser processada por que uma pessoa teria se suicidado supostamente após ouvir essa música. Não é para tanto, mas eu mesmo quase bati meu carro quando ouvi essa música pela primeira vez.

Sobre Mark Slaughter, tenho que dizer que o cara é um desses casos de raro talento. Além do seu vocal magnífico de hard rock (meio afetado, mas maravilhoso, ehehehe), possui inúmeros outros talentos. Toca guitarra e piano, além de emprestar sua voz para animações como Animaniacs, Batman Beyond, Freakazoid, Rocket Power, para comerciais de Tv (Toyota, Hot Wheels, etc) e até trailers de filmes e da Fox Sports.

Sobre Stick It To Ya, tenho que dizer: BAIXEM AQUI E AGORA!!!

Up all night, sleep all day. Esse é o lema!


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Europe - Live From the Dark (2005)

Já comentei neste blog sobre as reunions de vários dinossauros do rock e suas respectivas intenções nem sempre sinceras (leia-se caça-níqueis). Porém, eis aqui uma honrosa exceção que vale muito a pena ser citada: a volta do Europe.

Ícone do hard/hair/poser dos anos 80 e responsável por mega-sucessos como The Final Countdown, Carrie, Cherokee, dentre muitos outros, as músicas do Europe eram presença sempre garantida nas vitrolas das festinhas americanas, aquelas em que meninos levavam bebidas e meninas levavam comida.

Dissolvida no começo dos anos 90, a banda retornou em 2004 com o excelente álbum Start From the Dark e o registro dessa turnê deu origem ao dvd Live From the Dark, gravado ao vivo no lendário Hammersmith em Londres.

Um longo set passeia por toda a carreira da banda, com todos os clássicos incluídos, desde Seven Doors Hotel, do primeiro disco, passando por Wings of Tomorrow do segundo e Rock the Night do terceiro, além de praticamente todas as faixas do novo álbum.

É latente que a banda se renovou, mostrando agora músicas mais maduras, com riffs bastante pesados de John Norum (até um pouco desproporcionais para o hard rock) e a bela voz de Joey Tempest, que apesar de um pouco desgastada pelo tempo e pelos excessos de outrora, ainda é capaz de emocionar e embalar muitas histórias de amor por aí afora.

Baixe aqui o áudio do dvd e sinta o poder de fogo que a banda ainda tem pra mostrar! (Créditos do link para a Combe do Iommi).

domingo, 4 de maio de 2008

H.E.A.T. (2008)

Vem da Suécia um sopro de vida chamado H.E.A.T. Para quem achou que o glam/hard/aor estava morto, precisa ouvir urgentemente esta banda simplesmente magnífica. O timbre do vocalista Kenny Leckermo lembra muito o de Joey Tempest do Europe nos áureos tempos de Out of This World, os backing vocals são perfeitos, o trabalho de guitarra é algo de deixar qualquer um de boca aberta e queixo caído.

As composições são fortemente inspiradas nas grandes canções do gênero das décadas de 70 e 80, porém, com um punch incacreditável. A qualidade da gravação/produção é impressionante. Simplesmente perfeito para ouvir com a sua garota ao lado. Duvida? Baixe aqui então. Aguardo os comentários.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Dr. Sin - Discografia Comentada


Em 1993, houve um grande evento musical no Brasil, o Hollywood Rock, que contou com atrações nacionais como Engenheiros do Hawaii e Biquini Cavadão, além de grandes atrações internacionais como Alice in Chains, L7, Red Hot Chili Peppers e Nirvana, a mais esperada de todas. Tinha o costume de gravar esse tipo de evento em VHS, e por incrível que pareça, a Rede Globo fez uma cobertura razoável dos shows, mostrando alguns ao vivo, como o do Nirvana e o do Red Hot, e nos intervalos, alguns compactos de outros shows.

Revendo a fita logo depois de gravada, foi num desses compactos que vi pela primeira vez o Dr. Sin, um power-trio brazuca que cantava em inglês. As músicas deles, apesar de desconhecidas, eram muito boas, mas fiquei impressionado mesmo com o cover de Whole Lotta Rosie do Ac/Dc, principalmente com a coesão vocal-backing vocal e com o solo de guitarra, devidamente cortado pela excelentíssima emissora supracitada.

Bem, não precisa dizer que saí atrás de algum disco dessa banda, e qual não foi minha surpresa ao descobrir que eles ainda não tinham lançado nada! Foi nesse mesmo ano que Andria Busic (vocal e baixo), Ivan Busic (bateria e backing vocals) e Eduardo Ardanuy (guitarras) embarcaram com a cara e a coragem (além da experiência adquirida como músicos de apoio de artistas como Supla, Ultraje a Rigor e Wander Taffo) para os Estados Unidos para gravar o seu tão festejado debut. O resto é lenda.


Dr Sin (1993)
Se cd furasse, o meu estaria mais esburacado do que queijo suíço. Hard rock malicioso, ganchudo, com vocais agradáveis (nada de gritinhos!), refrões brilhantes e instrumental coeso, com destaque para o monumental trabalho de guitarras de Eduardo Ardanuy, que se tornou uma lenda-viva imediatamente após o lançamento desse disco. Canções para a eternidade: Emotional Catastrophe, Dirty Woman, Stone Cold Dead, The Fire Burns Cold, Howling in the Shadows, You Stole My Heart e Valley of Dreams, além do cover definitivo para Have You Ever Seen the Rain, do Creedence. Brilhante!


Nota: 10,0 (com louvor!)



Brutal
(1995)

Como o próprio nome sugere, a banda resolveu deixar de lado o hard rock festeiro do primeiro disco e investiu em generosas doses de peso e agressividade, sem perder a qualidade! Além disso, o trio apurou ainda mais sua técnica, mas, principalmente suas composições, que se tornaram mais complexas. Faixas como Silent Scream, Isolated, Down in the Trenches e Fire demonstram bem essa evolução. O sucesso alcançado por esse disco foi arrebatador, rendendo inclusive abertura de shows para Bon Jovi, AC/DC, Joe Satriani e Steve Vai, além de arrancar elogios do sueco voador Yngwie Malmsteen. O cover escolhido para esse disco foi Holy Man, do Deep Purple.

Nota: 10,0.


Insinity (1998)


Em 1998, a banda voltou aos Estados Unidos para gravar o terceiro disco, mais precisamente ao estúdio de Michael Vescera (ex-Loudness, Obsession, Malmsteen). O peso do disco anterior não se faz tão presente aqui, mas, em compensação, melodias fluíram com extrema facilidade através de todas as canções, mantendo o espírito do rock and roll. Ouçam, por exemplo, Sometimes, Revolution, No Rules (com Vescera nos vocais), Living and Learning e Zero (belíssima). Um disco mais complicado de se ouvir do que os primeiros, devido à complexidade de algumas passagens, mas, que no geral, é muito bem construído e executado. Destaque para a única música gravada em português pela banda até hoje, Futebol, Mulher & Rock and Roll, que se tornou uma espécie de hino da banda e contou com a participação especial do narrador Sílvio Luís. "Olho no lance..."

Nota: 9,5.



Alive
(1999)


Primeiro registro ao vivo da banda, mas que deixou a desejar em relação a qualidade da gravação e ao número muito pequeno de músicas, 8 ao vivo e 2 inéditas de estúdio. O altíssimo padrão já alcançado pela banda mereceria um lançamento de igual nível.

Nota: 7,0



Dr Sin II
(2000)


Antes da pirataria tomar conta do mercado fonográfico, o Dr Sin copiou a ideia do Lobão, apresentando uma alternativa que poderia ter sido copiada por muitos artistas: lançou o seu disco de forma independente, vendido nas bancas de jornais por um preço bastante acessível. Quanto ao disco, a principal novidade é que, pela primeira vez, um quarto integrante se juntou ao power trio Andria-Ivan-Edu, e tratava-se de nada mais nada menos que mr. Michael Vescera. O resultado foi um disco bastante cru, com uma sonoridade na cara, ou seja, com os instrumentos bem altos e com um clima de gravação ao vivo. Vescera manda muito bem e juntamente com os solos de Edu, lembrou-me um pouco dos seus tempos de frontman de Yngwie Malmsteen. As composições se apresentam mais acessíveis e mais pesadas do que em Insinity. Destaque para as faixas Time After Time, Fly Away, Gates of Madness, entre outras.

Nota: 9,5.



10 Anos Ao Vivo
(2003)


Para comemorar os dez anos de estrada, a banda preparou um cd/dvd ao vivo com um padrão compatível com a importância da data. Produção impecáel e o principal: todos os grandes sucessos foram incluídos, inclusive com a participação especial de alguns músicos, como Marco Sérgio (Anjos da Noite) e André Matos (ex-Shaaman), que cantou Fire do álbum Brutal e abrilhantaram ainda mais aquela noite memorável. Bem, o que dizer sobre a performance do Dr. Sin ao vivo? BRUTAL!!! MAGNÍFICA!!! BRILHANTE!!! Ao contrário de um post que li em um blog esta semana, cujo autor colocava o Dr. Sin um degrau abaixo do Sepultura e do Angra, este dvd ao vivo prova que, no momento, a banda encontra-se no mesmíssimo nível das supracitadas. O destaque desse registro é ver/ouvir Andria cantando as músicas gravadas por Michael Vescera, e perceber que, apesar de genial, o referido cantor americano é totalmente dispensável para a banda. Andria rules!!!

Nota: 10,0




Listen to the Doctors
(2005)


Confesso que ainda não parei para ouvir esse disco. Para não ficar uma discografia incompleta, vou me limitar a dizer que o disco contém apenas covers de músicas que apresentam a palavra doctor no título. Assim, fazem parte do disco: Calling Dr. Love (Kiss), Doctor Doctor (UFO), Dr. Roberts (Beatles), Dr. Feelgood (Motley Crue), entre outros.



Bravo
(2007)


Sete anos após o lançamento de Dr Sin II, a banda volta aos estúdios para lançar um trabalho com 16 músicas. É uma espécie de meio termo entre o Brutal e o Insinity, ou seja, tem o peso do segundo disco aliado a melodia do terceiro disco e uma produção impecável a cargo de Andria Busic. Destaques? Difícil, mas até o momento, destaco as faixas Celebration Song (homenagem ao Led Zeppelin cuja letra contém apenas nomes de músicas da referida banda inglesa), C'est la Vie, Life is Crazy, Full Throttle e Welcome to the Show. Sem nenhuma dúvida, o trabalho mais maduro da banda, que encontrou equilíbrio sem perder a pegada, está com sua carreira absolutamente sobre controle, sabe muito bem o que quer, e, justamente por isso, está pronta para ganhar o mundo!

Nota: 10,0




P.S.: O Dr Sin é um caso raro no meio artístico. Se for pra lançar um trabalho meia boca, só pra cumprir contrato, eles preferem não fazer, afinal, o que levaria uma banda composta de músicos tão talentosos e criativos a ficar sete anos sem lançar nenhum material inédito? Um absoluto compromisso com a qualidade e um enorme respeito pelos fãs!

domingo, 20 de abril de 2008

Bon Jovi - Bon Jovi (1984)

Acho que grande parte das pessoas conheceu o Bon Jovi a partir do multi-platinado disco Slippery When Wet (1986), especialmente os mega-sucessos You Give Love a Bad Name, Living on a Prayer e Never Say Goodbye, que agitavam as festinhas americanas dos anos 80. Mas, pouca gente sabe que Slippery When Wet foi o terceiro disco de estúdio da banda, que começou em 1983 e lançou o seu debut auto-intitulado no ano seguinte.

Bon Jovi, o disco de estréia, apresenta uma banda bem diferente daquela que viria ser o maior expoente do hard rock dos anos 80. Podemos encontrar aqui o embrião de uma super banda, com muita garra e sem grande parte das frescuras que adquiririam com o passar do tempo. A voz de Jon já se destacava, juntamente com os solos inspirados de Ritchie Sambora e a pegada segura de Tico Torres. A estrada fez muito bem para a banda como um todo, e o interessante é exatamente observar o crescimento que eles alcançaram em menos de dois anos.

Trata-se de um bom disco, recomendável para todos, mas, principalmente para os fãs, que apreciarão entender o processo de construção de uma super banda hit-maker e money-maker!!! Moral da história: ninguém nasce pronto, mas já tem o DNA!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Whitesnake - Good To Be Bad (2008)

David Coverdale saiu do Deep Purple em 1976, levando na bagagem os clássicos Burn, Stormbringer e Come Taste the Band. Logo em seguida, lançou seu primeiro trabalho solo, batizado de Coverdale’s Whitesnake. O segundo álbum desse projeto, Northwinds (1977), foi produzido por Roger Glover (Deep Purple) e contou com a participação de Ronnie James Dio nos ‘backing vocals’ (que coisa!). Em 1979, John Lord se juntou à banda e em 1981 foi a vez de Ian Paice, mas, apesar de ser praticamente o Deep Purple, o Whitesnake dessa época se manteve fiel ao seu estilo hard rock de fazer baladas, sempre com muito "love" nas letras.

Em 1982, Paice deixa a banda e é substituído por ninguém menos que Cozy Powell (ex-Rainbow). Daí em diante, muitas mudanças aconteceram, na imagem da banda, que assumiu o estilo poser muito em alta naquela década, no som, que se tornou mais farouf e também na formação, principalmente nas guitarras, que passaram pelas mãos de grandes nomes como John Sykes, Adrian Vandenberg e Steve Vai.

No final da turnê de Slip of The Tongue, em 26 de setembro de 1990, Coverdale anunciou que o Whitesnake ficaria na geladeira. Em 1993, juntamente com Jimmy Page, lançou o projeto Coverdale-Page e brincou um pouquinho de ser Robert Plant. No ano seguinte, Coverdale reformulou o Whitesnake que, em 1996, lançou o álbum Restless Heart, cuja turnê passou inclusive pelo Brasil. Mas, a energia de antes parecia não estar mais presente nas músicas e nas apresentações da banda.

Em 2003, para delírio dos fãs, o Whitesnake resolveu colocar os pés na estrada novamente, e para tal empreitada, Coverdale recrutou uma formação matadora: Reb Beach (ex-Winger) e Doug Aldrich (ex-Dio) nas guitarras, Tommy Aldridge (ex-Ozzy e mais um monte de coisas) na batera, Marco Mendoza no baixo e Timothy Drury nos teclados. Essa reunião rendeu um excelente registro chamdo Live...In The Shadow of the Blues (2006). A energia estava de volta, e em altas doses!


O sucesso alcançado por essa nova formação do Whitesnake merecia ser coroado com um novo trabalho, com novas canções. Um disco só com músicas inéditas se tornou então o objeto de desejo dos fãs, que aguardaram ansiosamente por esse dia, que enfim chegou. Após 11 anos de espera, desde Restless Heart, vai ser lançado no dia 21 de abril na Europa e no dia 22 nos EUA, Good To Be Bad, o novo disco de estúdio do Whitesnake. A formação que gravou esse álbum, infelizmente, não foi a mesma que gravou Live...In The Shadows of the Blues: Doug Aldrich e Reb Beach nas guitarras, Uriah Duff no baixo, Timothy Drury nos teclados e Chris Frazier na bateria.


Minhas primeiras impressões ao ouvir cada faixa foram as seguintes:

Best Years - moderna e pesada.

Can You Hear The Wind Blow - moderna e pesada, com a cara dos novos guitarristas, principalmente de Aldrich, que toca bem sujo.

Call On Me - riff lembra Still of the Night.

All I Want All I Need - baladinha açucarada para tocar nas Fms, refrão grudento, onde Coverdale abusa de sua voz grave e rouca. Super interpretação.

Good To Be Bad - lembra um pouco a fase com John Sykes que passou pelo Brasil no lendário Rock in Rio em 1985, mas, com um leve toque de modernidade também. Empolgante refrão: "Sometimes is good to be bad, bad to the bone!"

All For Love - boa pegada, elementos oitentistas.

Summer Rain - super balada, essa música é séria candidata a hit, apesar de fortemente comercial, é muito boa, com a interpretação marcante de Coverdale.

Lay Down Your Love - outro petardo oitentista com um super refrão grudento, com direito a backing vocals estilo gospel.

A Fool In Love - pegada blueseira com um bom peso, característica do Whitesnake.

Got What You Need - rock bem energético, lembra muito a fase Moody-Marsden do final dos anos 70, início dos anos 80, porém, com muito mais peso.

´Till the End of Time - balada densa, profunda, para arrancar lágrimas dos fãs. Graaaande interpretação. Coverdale realmente é insuperável!!!

Segundo o site whiplash, o disco estará disponível também em edição dupla, contendo um CD extra, pôster, fotos, adesivos e uma faixa multimídia com o clipe de "Ready To Rock". Se você não aguentar esperar, pode baixar a versão simples mesmo no Believing (excelente blog de hard rock!), mas lembre-se, após 24 horas você deve apagar os arquivos do seu computador.

No geral, gostei do trabalho e achei que a banda ainda é relevante. É natural para quem curtiu muito outras épocas, comparar um trabalho novo com os discos dos áureos tempos da banda. Modernizações são quase inevitáveis, mesmo por que, o único remanescente é Coverdale, e os novos integrantes sempre colocarão o seu estilo nas músicas que fizerem. Mas, o principal é que David Coverdale, que nasceu em 22 de setembro de 1951, entrou no Deep Purple aos 22 anos, ainda está ready to rock aos 57 anos de idade. Deus proteja essa garganta de ouro!


P.S.: Considera-se Trouble (1978) o primeiro trabalho de fato do Whitesnake, e se repararmos bem, Restless Heart vem assinado por David Coverdale & Whitesnake. Sendo assim, Good To Be Bad é o décimo álbum de estúdio da banda, o que esclareceria o X na capa desse álbum.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Graham Bonnet rules!!!

Todos vocês haverão de concordar comigo que não é pra qualquer um cantar ao lado de ícones como Ritchie Blackmore, Michael Schenker, Yngwie Malmsteen, Steve Vai e Chris Impellitteri. Pois o inglês Graham Bonnet realizou essa proeza, trabalhou com todos eles ao longo de sua brilhante carreira.

Graham sempre será lembrado como o homem que substituiu Ronnie James Dio no Rainbow, gravando, em 1979, o excelente Down to Earth, onde sua interpretação para Since You´ve Been Gone ficará imortalizada em nossos corações. Infelizmente, Ritchie não ficou satisfeito com a performance de Bonnet ao vivo (eu hein!) e ele foi prontamente chutado da banda.

Em seguida, Graham retomou sua carreira solo e gravou Rock Legends em 1980 e Line Up em 1981. No ano seguinte, entrou para o Michael Schenker Group e gravou o clássico Assault Attack, produzido por Martin "the farmer" Birch, que no mesmo ano também produziu The Number of the Beast, mas esse é um disco pouco conhecido...

Bonnet embarcou logo em seguida no Alcatrazz, onde cantou ao lado de Yngwie Malmsteen no excelente No Parole From Rock and Roll, e ao lado de Steve Vai, no igualmente fantástico Disturbing the Peace.


O próximio passo na já brilhante carreira foi substituir Rob Rock no recém formado grupo americano Impellitteri, banda capitaneada pelo virtuoso guitarrista Chris Impellitteri. Lançado em 1988, Stand In Line é o segundo trabalho da banda, um clássico do hard rock com leves toques de AOR e generosas doses de complexos malmsteeneanos... Como podem ver abaixo, o batera era Pat Torpey, hoje no Mr. Big. Graham ainda voltaria para gravar System X em 2002.

Se reparmos bem, em todas as fotos acima, o estilo de se vestir de Graham Bonnet estava sempre destoando do restante da banda. Porém, imagem não é tudo, por que o cara tem um dos vocais mais poderosos da história do rock, e por todas as bandas pelas quais passou, deixou sua marca, sua forma ímpar de cantar. Atingia agudos, sem abusar deles, de uma forma limpa, sem falsetes, algo muito difícil de conseguir, além da emoção transmitida ao cantar. Eu não sei o que esse Blackmore tinha na cabeça quando demitiu esse cara...


Para quem se interessar, aqui vai a discografia completa do cara :

1977 - Graham Bonnet (solo)
1979 - Down to Earth (Rainbow)
1980 - Rock Legends (solo)
1981 - Line Up (solo)
1982 - Assault Attack (Michael Schenker Group)
1983 - No Parole From Rock and Roll (Alcatrazz)
1984 - Live Sentence (Alcatrazz)
1985 - Disturbing the Peace (Alcatrazz)
1986 - Dangerous Games (Alcatrazz)
1988 - Stand in Line (Impellitteri)
1991 - Here Comes the Night (solo)
1997 - Underground (solo)
1999 - The Day I Went Mad (solo)
2002 - System X (Impellitteri)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Sebastian Bach - Angel Down (2007)

Skid Row e Guns N´Roses foram, sem dúvida, os principais representantes do hard rock nos anos 90, e apesar do rolo compressor chamado grunge, conseguiram se manter vivos ainda por um bom tempo. Coincidentemente (ou não), Slave to the Grind (Skid Row), Use Your Illusion I e II (Guns) e Nevermind (Nirvana) foram todos lançados em 1991, ou seja, a vida desses caras não foi fácil.
Bach gravou seu primeiro trabalho solo em 1999, Bach´em Live e o segundo, Bach to Basics, uma seleção de covers, em 2001. Isto significa que foram seis anos até Angel Down, lançado no final do ano passado, e tanto tempo assim só poderia ser justificado por uma mudança no direcionamento musical da carreira, o que de fato ocorreu.
É natural que as expectativas girassem em torno da semelhança (ou não) do novo trabalho com o antigo trabalho de Sebastian no Skid Row, e quem esperava que o cara continuaria na linha hard rock levou um grande susto, principalmente com o vocal, que está mais agressivo e com as guitarras, extremamente pesadas. A banda que o está acompanhando neste trabalho já tocou com Rob Halford, então, não é preciso dizer mais nada.
A poderosa voz de Sebastian Bach continua intacta, mas, na minha opinião, mesmo quando ele a usa de forma mais agressiva, ainda não consegue fazer um vocal de metal adequado para o peso da sua nova banda. Apesar disso, é um excelente disco, com destaque para a participação de Axl Rose em três faixas. O cara continua mandando bem, pelo menos no estúdio, e o cover para Back in the Saddle do Aerosmith ficou ótimo.