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sábado, 24 de janeiro de 2009

Whitesnake - Monster of Rock Live (1990)


Em 1989 o guitarrista do Whitesnake machucou o punho pouco antes do início das gravações do álbum Slip of the Tongue. Era Adrian Vandenberg, exímio músico e compositor, e para substituí-lo, convidaram um tal de Steve Vai. Bem, o resto é História...

Pois então, assim que Vandenberg se recuperou, a banda voltou a ter dois guitarristas, e completavam a formação Tommy Aldridge na bateria, Rudy Sarzo no baixo e Dave Rosental nos teclados, além é claro, de Mr. Coverdale.

Monster of Rock Live é um bootleg que registra um show da turnê do referido álbum que a banda fez em Donnington, Inglaterra, e podemos apreciar como era o clima dos caras com essa formação, que durou muito pouco tempo, já que nesse mesmo ano Steve estaria lançando seu segundo álbum solo, Passion and Warfare, justamente o mais importante em sua carreira.

A performance da banda é de tirar o fôlego. Steve avacalha um pouco quando resolve soltar seus animais de estimação (quem não conhece seus gatos, cavalos e outras criaturas que ele faz com a guitarra?), mas, mesmo assim, o show é excelente, e não tinha como ser diferente com uma formaçao dessas. Tudo está a mil por hora, tenha isso em mente, era ainda a época forte do laquê e da purpurina, basta reparar nos cabelos da foto abaixo.


Steve dá um show à parte e mostra duas músicas do seu mais recente trabalho solo (naquela época), For the Love of God (clássica!) e The Audience is Listening. Coverdale baba bastante o ovo dele, mas acho que não é novidade pra ninguém a atração que este senhor tem por guitarristas jovens, cabeludos e habilidosos (que maldade, mas repare na foto acima novamente...)



quarta-feira, 5 de março de 2008

Whitesnake - Good To Be Bad (2008)

David Coverdale saiu do Deep Purple em 1976, levando na bagagem os clássicos Burn, Stormbringer e Come Taste the Band. Logo em seguida, lançou seu primeiro trabalho solo, batizado de Coverdale’s Whitesnake. O segundo álbum desse projeto, Northwinds (1977), foi produzido por Roger Glover (Deep Purple) e contou com a participação de Ronnie James Dio nos ‘backing vocals’ (que coisa!). Em 1979, John Lord se juntou à banda e em 1981 foi a vez de Ian Paice, mas, apesar de ser praticamente o Deep Purple, o Whitesnake dessa época se manteve fiel ao seu estilo hard rock de fazer baladas, sempre com muito "love" nas letras.

Em 1982, Paice deixa a banda e é substituído por ninguém menos que Cozy Powell (ex-Rainbow). Daí em diante, muitas mudanças aconteceram, na imagem da banda, que assumiu o estilo poser muito em alta naquela década, no som, que se tornou mais farouf e também na formação, principalmente nas guitarras, que passaram pelas mãos de grandes nomes como John Sykes, Adrian Vandenberg e Steve Vai.

No final da turnê de Slip of The Tongue, em 26 de setembro de 1990, Coverdale anunciou que o Whitesnake ficaria na geladeira. Em 1993, juntamente com Jimmy Page, lançou o projeto Coverdale-Page e brincou um pouquinho de ser Robert Plant. No ano seguinte, Coverdale reformulou o Whitesnake que, em 1996, lançou o álbum Restless Heart, cuja turnê passou inclusive pelo Brasil. Mas, a energia de antes parecia não estar mais presente nas músicas e nas apresentações da banda.

Em 2003, para delírio dos fãs, o Whitesnake resolveu colocar os pés na estrada novamente, e para tal empreitada, Coverdale recrutou uma formação matadora: Reb Beach (ex-Winger) e Doug Aldrich (ex-Dio) nas guitarras, Tommy Aldridge (ex-Ozzy e mais um monte de coisas) na batera, Marco Mendoza no baixo e Timothy Drury nos teclados. Essa reunião rendeu um excelente registro chamdo Live...In The Shadow of the Blues (2006). A energia estava de volta, e em altas doses!


O sucesso alcançado por essa nova formação do Whitesnake merecia ser coroado com um novo trabalho, com novas canções. Um disco só com músicas inéditas se tornou então o objeto de desejo dos fãs, que aguardaram ansiosamente por esse dia, que enfim chegou. Após 11 anos de espera, desde Restless Heart, vai ser lançado no dia 21 de abril na Europa e no dia 22 nos EUA, Good To Be Bad, o novo disco de estúdio do Whitesnake. A formação que gravou esse álbum, infelizmente, não foi a mesma que gravou Live...In The Shadows of the Blues: Doug Aldrich e Reb Beach nas guitarras, Uriah Duff no baixo, Timothy Drury nos teclados e Chris Frazier na bateria.


Minhas primeiras impressões ao ouvir cada faixa foram as seguintes:

Best Years - moderna e pesada.

Can You Hear The Wind Blow - moderna e pesada, com a cara dos novos guitarristas, principalmente de Aldrich, que toca bem sujo.

Call On Me - riff lembra Still of the Night.

All I Want All I Need - baladinha açucarada para tocar nas Fms, refrão grudento, onde Coverdale abusa de sua voz grave e rouca. Super interpretação.

Good To Be Bad - lembra um pouco a fase com John Sykes que passou pelo Brasil no lendário Rock in Rio em 1985, mas, com um leve toque de modernidade também. Empolgante refrão: "Sometimes is good to be bad, bad to the bone!"

All For Love - boa pegada, elementos oitentistas.

Summer Rain - super balada, essa música é séria candidata a hit, apesar de fortemente comercial, é muito boa, com a interpretação marcante de Coverdale.

Lay Down Your Love - outro petardo oitentista com um super refrão grudento, com direito a backing vocals estilo gospel.

A Fool In Love - pegada blueseira com um bom peso, característica do Whitesnake.

Got What You Need - rock bem energético, lembra muito a fase Moody-Marsden do final dos anos 70, início dos anos 80, porém, com muito mais peso.

´Till the End of Time - balada densa, profunda, para arrancar lágrimas dos fãs. Graaaande interpretação. Coverdale realmente é insuperável!!!

Segundo o site whiplash, o disco estará disponível também em edição dupla, contendo um CD extra, pôster, fotos, adesivos e uma faixa multimídia com o clipe de "Ready To Rock". Se você não aguentar esperar, pode baixar a versão simples mesmo no Believing (excelente blog de hard rock!), mas lembre-se, após 24 horas você deve apagar os arquivos do seu computador.

No geral, gostei do trabalho e achei que a banda ainda é relevante. É natural para quem curtiu muito outras épocas, comparar um trabalho novo com os discos dos áureos tempos da banda. Modernizações são quase inevitáveis, mesmo por que, o único remanescente é Coverdale, e os novos integrantes sempre colocarão o seu estilo nas músicas que fizerem. Mas, o principal é que David Coverdale, que nasceu em 22 de setembro de 1951, entrou no Deep Purple aos 22 anos, ainda está ready to rock aos 57 anos de idade. Deus proteja essa garganta de ouro!


P.S.: Considera-se Trouble (1978) o primeiro trabalho de fato do Whitesnake, e se repararmos bem, Restless Heart vem assinado por David Coverdale & Whitesnake. Sendo assim, Good To Be Bad é o décimo álbum de estúdio da banda, o que esclareceria o X na capa desse álbum.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Martin "Live Animal" Birch - este é O cara !!!

A figura do produtor musical nem sempre é reconhecida ou mesmo valorizada, mas é esse profissional que transforma as idéias das bandas, muitas vezes extremamente malucas, em música. É ele o responsável por "extrair" o melhor de cada um, mesmo que para isso, tenha que levar o músico à loucura, que o diga Bruce Dickinson, que teve que repetir dezenas de vezes o grito da introdução de The Number of The Beast, até Martin Birch achar que estava bom.

Muitos produtores fizeram seu nome produzindo discos de rock, mas, provavelmente, nenhum se igualou a Martin Birch, responsável por grande parte dos sucessos de Deep Purple, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath e Iron Maiden, só para citar os principais.

Uma história envolvendo Martin Birch merece ser contada aqui. Estava ele dirigindo o seu carro numa folga das gravações de The Number of the Beast quando se envolveu num acidente. Dias depois, recebeu a conta da oficina mecânica: 666 libras esterlinas. Recusou-se a pagar este valor, pagando 667 libras.

ALGUNS discos produzidos por Martin Birch, veja se você conhece algum:


1969 - Then Play One (Fleetwood Mac)

1970 - In Rock (Deep Purple), Wishbone Ash (Wishbone Ash)

1971 - Fireball (Deep Purple)

1972 - Machine Head (Deep Purple)

1973 - Who Do We Think We Are (Deep Purple)

1974 - Burn e Stormbringer (Deep Purple)

1975 - Ritchie Blackmore´s Rainbow (Rainbow), Come Taste the Band (Deep Purple)

1976 - Rising (Rainbow), Made in Europe (Deep Purple)

1977 - Last Concert in Japan (Deep Purple)

1978 - Long Live Rock and Roll (Rainbow), Snakebite (Whitesnake)

1979 - Lovehunter (Whitesnake)

1980 - Heaven and Hell (Black Sabbath), Live... in the Heart of the City (Whitesnake)

1981 - Mob Rules (Black Sabbath), Killers (Iron Maiden)

1982 - The Number of the Beast (Iron Maiden), Assault Attack (Michael Schenker Group), Saints & Sinners (Whitesnake)

1983 - Piece of Mind (Iron Maiden)

1984 - Slide It In (Whitesnake), Powerslave (Iron Maiden)

1985 - Live After Death (Iron Maiden)

1986 - Somewhere in Time (Iron Maiden)

1988 - Seventh Son of a Seventh Son (Iron Maiden)

1990 - No Prayer For the Dying (Iron Maiden)

1992 - Fear of the Dark (Iron Maiden)

Em seguida, não sei por que, resolveu se aposentar. O mundo do rock nunca mais foi o mesmo. Mas, o que podemos dizer? Thanks Martin!