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domingo, 11 de março de 2012

Charlie Parra - Procrastinacion (2011)


E seguimos descobrindo coisas na Net, garimpando aqui e ali, separando pedras sem valor de verdadeiras pepitas de ouro, e de vez em quando somos surpreendidos com trabalhos como Procrastinacion, do guitar hero peruano (isso mesmo, você não ouviu errado!).
Conheci Charlie Parra nos youtubes da vida (veja os vídeos abaixo) e posteriormente nos gúgols, encontrei esse trabalho autoral. O estilo é difícil de definir, alterna-se entre o rock clássico e o metal melódico, com toques satrianescos aqui e ali, sempre com destaque total para a guitarra e para o bom gosto nas melodias. 
O cara realmente sabe o que faz. Curtam no volume máximo e aterrorizem seus vizinhos funqueiros/pagodeiros/delícia delícia e companhia limitada!


sábado, 31 de julho de 2010

George Lynch - Orchestral Mayhem (2010)


Postei algumas semanas atrás um disco do Marcos De Ros, apenas com músicas classicas em versões guitarrísticas. Pois bem, pra quem gostou daquele som, vai pirar nesse aqui. Pelo menos eu pirei.

No quesito talento, considero que o citado guitar-hero dos pampas não deixa nada a desejar para o ex-atual-Dokken George Lynch. Considerando que a proposta foi praticamente a mesma, qual a principal diferença então?

PRODUÇÃO!!!!!!!!!!!

Enquanto De Ros encarou no peito e na raça uma produção independente, com todas as restrições que podemos imaginar, o que vemos em Orchestral Mayhem é justamente o contrário. Som limpo, muitíssimo bem gravado e claro, uma orquestra de verdade acompanhando o cara! Sabem quanto custa isso? Nem eu, mas imagino que não deve ser baratinho...

Enfim, baixem sem pensar, pois clássicos da música clássica estão transbordando aqui, com peças de Mozart, Bizet, Carl Off (Carmina Burana), Rossini, Mendelssohn, Tchaikovsky, Debussy, entre outros, devidamente enguitarradas!!!. Achei também que Lynch foi mais feliz na escolha do repertório, pensando num público menos acostumado com música clássica, e que só conhece aquelas principais obras de cada um dos grandes mestres.

Down!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Marcos De Ros - Masterpieces 2 (2004)


Marcos de Ros é um virtuoso guitarrista de Caxias do Sul, e entre dezenas de projetos, é integrante da banda de prog metal Akashic. O play em questão pertence a sua carreira solo, e é a continuação de um projeto anterior, apenas com interpretações de músicas clássicas. Masterpieces foi lançado em 1999, e naquela ocasião, ouvia-se apenas guitarras debulhando clássicos de Bach, Beethoven e Cia Ltda. Agora, a novidade é que uma banda acompanha De Ros nessa empreitada, e o resultado ficou animal. Os baixistas Gustavo Viegas e Fábio Alves dão aula do começo ao fim.

Estão presentes no disco interpretações guitarrescas de Schubert, Bizet, Vivaldi, Bach, Beethoven, Tchaikowisky, Mozart entre outros. Se você curte música clássica ou toca algum instrumento ou é doido como eu, vai gostar disso aqui com certeza.

Down!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Heróis da Guitarra (2009)


A gente descobre cada coisa na internet...se muitas vezes encontramos lixo, de vez em quando nos surpreendemos com verdadeiras pérolas. Eis um diamante que descobri hoje.

Trata-se de um projeto de música instrumental, reunindo grandes feras das 6 cordas brazucas, desde nomes consagrados como Edu Ardanuy, Ricky Furlani, Alex Martinho e Sydney Carvalho, até grandes revelações como Ozielzinho, Fábio Kufa e Daniel Piquê.

O mais interessante é que o cd pode ser baixado gratuitamente dos site do projeto, bastando apenas fazer um cadastro bem simples. A qualidade das músicas é excepcional, e isso era o mínimo que eu podia esperar de um time de pesos pesados desses!

Down!

domingo, 10 de maio de 2009

Kiko Loureiro - Fullblast (2009)


Terceiro trabalho solo de Kiko Loureiro, guitar-hero do Angra e ícone da guitarra da minha geração. Dono de uma técnica invejada pela maioria dos guitarristas mortais, aproveitou a parada de quase dois anos de sua banda principal e investiu mais fortemente nos seus trabalhos autorais.

O cara não tem que provar mais nada pra ninguém, e acho que se ele se aposentasse depois de gravar o Holy Land, segundo e mais poderoso álbum da referida banda paulista de metal, já entraria para a história do rock como um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Apesar disso, ele não pára de produzir boas músicas.

Kiko passeia pelo rock e pelo metal com extrema facilidade, e por isso, acho natural que ele não tenha se prendido a esses estilos, até pela sua formação como músico. Ele foi aluno de Mozart Melo, um grande guitarrista brasileiro, que provavelmente o deve ter influenciado no gosto pela música brasileira.

Fullblast mostra toda a complexidade de uma mistura explosiva da pegada do metal com a harmonia da música brasileira. Indicado para pessoas de mente aberta e que buscam novos horizontes. Se você prima pela qualidade do que houve, pode ficar tranquilo, Kiko Loureiro entende do riscado como poucos.

Down!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Have a Good Metal Xmas!!!

Fonte: http://hardblog.kanak.fr/power-heavy-metal-f2/we-wish-a-metal-xmas-and-a-headbanging-new-year-2008-metal-t12143.htm?highlight=hairy+xmas

Algumas datas e suas respectivas trilhas sonoras são difíceis de aturar por quem tem um mínimo de senso musical e cujo ouvido não tolera determinadas baboseiras. Refiro-me a coisas como carnaval, mas, principalmente o Natal. Noite Feliz, Jingle Bells & Cia já deram tudo o que tinham que dar e ninguém aguenta isso mais. E quando a Simone resolveu revirar John Lennon no túmulo assassinando Happy Xmas (War is Over)? Ninguém merece tamanha tortura com requintes de crueldade.

Pensando na nação roqueira em geral, resolvi postar aqui algumas sugestões para tornar sua noite de natal menos doída. Vamos pintar de preto aquela roupinha ridícula do bom velhinho...e pixar umas caveiras nela também, heehheehe.


Brian Setzer Orchestra - Dig That Crazy Christmas (2002)

Versões animadas com arranjos de Big Band para os clássicos do Natal. Ideal para começar a festa.











Jordan Rudess - Christmas Sky (2004)

O tecladista careca do Dream Theater desfila todo o seu talento interpretando canções tradicionais de Natal ao piano.












Twisted Sister - A Twisted Christmas (2006)

Dee Snider empresta sua estupenda voz para gravar os clássicos do Natal. Versões sujas e bem rasgadas, repletas da tradicional energia das Sisters, ou seja, sensacional!











Various Artists - Merry Axemas vol. 1 (1997)

Grandes nomes da guitarra interpretando as músicas tradicionais do Natal. Aqui apreciamos Steve Vai, Erick Johnson, Jeff Beck entre outros.










Various Artists - Merry Axemas vol. 2 (1998)

A seleção de all stars continua pesadíssima. Neste volume 2 temos Zakk Wylde, Steve Lukather, Neal Schon, Steve Stevens, Trevor Rabin, John Sykes, etc.










Various Artists - We Wish You a Hairy Christmas (2003)


Versões hard rock para os hinos natalinos.












Monster Balladas Xmas (2007)

Um verdadeiro all-star reunindo para saudar a chegada do bom velhinho: Skid Row (sem Sebastian Bach), Winger, Twisted Sister, Danger Danger, Queensryche, Dokken, Stryper, etc.










We Wish You a Metal Xmas and a Headbanger New Year (2008)

Essa é pra fechar o ano com chave de ouro. Lemmy Kilmister, Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geoff Tate, Alice Cooper entre outros, pessoas tão delicadas, interpretando singelas canções de Natal em versões porrada? É isso mesmo, um presente do 7th Son pra vocês!








Espero que curtam! Keep rockin big fat Santa Claus!!!!!!!

P.S.: Os links não foram verificados, tenho mais o que fazer. Se não funfar, o véio gúgol tá aí pra isso mesmo! Fui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Steve Vai - Alien Love Secrets (1995)

Disco de guitarrista virtuoso, em geral, só agrada aos guitarristas. Essa é uma afirmação praticamente infalível, afinal de contas, o ouvinte comum não está interessado em saber se o cara faz ligados, bends, hammer ons, pull offs, se faz escalas maiores, menores, harmônicas, pentatônicas e tudo mais. Ao contrário, o ouvinte comum está interessado em ouvir boa música, e na grande maioria das vezes, disco de guitarrista virtuoso tem muito mais firulas do que feeling, principalmente aqueles lançados na década de 80.

Pois bem, entre os virtuosos mais famosos oriundos da década de 80 temos: Yngwie Malmsteen, Joe Satriani, Vinnie Moore, Tony Macalpine, Steve Morse, Steve Vai, entre outros. Poderia destacar qualquer um desses por que gosto de todos, mas, hoje vou falar do último, o mestre das 6 cordas, Steve Vai.


Com a chegada dos anos 90, a maioria dos fritadores de escalas redirecionaram o seu trabalho, já que os novos tempos exigiam mais dos músicos, e era necessário demosntrar criatividade e musicalidade além do virtuosismo. Steve Vai gravou seu primeiro disco solo em 1984 e o segundo apenas em 1990, já que nesse meio tempo esteve totalmente ocupado com as bandas em que tocou: Frank Zappa, Alcatrazz, David Lee Roth e Whitesnake.

Pois bem, podemos dizer então que ele pegou uma fase de transição, e é exatamente assim que o definiria: um guitarrista da geração dos fritadores mas que entrou em uma viagem de pesquisa e exploração das possibilidades de som que podem ser retirados da guitarra, aliada a muita sensibilidade.

Uma bela exceção à regra de que todo disco de guitarrista virtuoso é chato é o maravilhoso Alien Love Secrets. São apenas 7 músicas, onde o mestre destila todo o seu veneno em canções pesadas como Bad Horsie e na eletrizante Juice, e até se diverte com seu filho pequeno que participa da faixa Ya-Yo Gakk. Se for ouvir apenas uma música, comece pela última, Tender Surrender, uma balada de arrancar lágrimas onde Vai consegue transmitir paixão, fúria, ternura, agressividade e muita, muita sensibilidade. Prestem bastante atenção no solo dessa música! Eu não conheço nada igual.

Eu honestamente não acredito em extra-terrestres, mas quando ouço Steve Vai tocando, eu tenho sérias dúvidas.

Confira!

domingo, 29 de junho de 2008

Hudson Cadorini - Turbination (2008)


Quem já foi a algum show da dupla sertaneja Edson & Hudson, ou mesmo os assistiu pelo youtube, sabe que lá pelas tantas o Hudson pega sua guitarra e faz um solo onde se percebem fartas influências roqueiras.

Bem, até aí, nada demais. Vários sertanejos tocam algum instrumento (e alguns fingem também, ehehe), outros já se declararam fãs de rock (Christian e Ralf se amarram em Pantera!) mas esse cara foi além, gravou um disco de rock. O trabalho chama-se Turbination, e é mezzo instrumental mezzo cantado e conta com convidados de peso: Andria e Ivan Busic no baixo e bateria e Andreas Kisser participando na guitarra.

Ao terminar de ouvir o trabalho do cara tive uma certeza: o cara não toca guitarra apenas, ele é guitarrista mesmo, e dos bons. Quanto às composições, algumas empolgam, com uma pegada bem legal, enquanto outras ficam muito presas ao formato base-solo, ou seja, falta o desenvolvimento de um tema. Tentando explicar de outra forma: mesmo quando a música é instrumental, ela tem uma parte cantada por algum instrumento, no caso dele, seria a guitarra mesmo.

Apesar disso, qualquer iniciativa no sentido de elevar o rock and roll no Brasil é louvável, e quando se trata de um trabalho bem feito, bem gravado e acima de tudo honesto, temos que tirar o chapéu. Agora, como cantor o cara se revelou um excelente guitarrista.

Para quem quiser conferir, aí vai o link. Agradecimentos ao Ulires do Ziunanet.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Resultado da enquete solo de guitarra

Chegou ao final mais uma enquete do blog, e, mais uma vez, tivemos uma boa participação, considerando que grande parte das pessoas não tem paciência de ficar lendo e votando em enquetes. Contabilizamos 84 votos e quanto ao resultado, mais uma vez, nenhuma surpresa, com Jimmy Page levando a medalha de ouro pelo solo de Stairway to Heaven. Confira o resultado completo da enquete e em seguida, de uma pesquisa semelhante realizada pela revista Guitar World!


Stairway to Heaven (Jimmy Page) - 19%


November Rain (Slash) - 17%


Comfortably Numb (David Gilmour) - 13%


Eruption (Edward Van Halen) - 13%


Carry On (Kiko Loureiro e Raphael Bittencourt) - 9%


All Along the Watchtower (Jimi Hendrix) - 8%


Sultans of Swing (Mark Knopfler) - 4%


Crazy Train (Randy Rhoads) - 4%

Highway Star (Ritchie Blackmore) - 4%


Floods (Dimebag Darrell) - 2%


Bohemian Rhapsody (Brian May) - 1%


Emotional Catastrophe (Eduardo Ardanuy) - 1%


A edição norte-americana da revista Guitar World fez uma eleição entre seus leitores para escolher qual o melhor solo de guitarra em todos os tempos. O resultado foi o seguinte:

1º - Stairway to Heaven (Jimmy Page)
2º - Eruption (Edward Van Halen)
3º - Freebird (Collins/Rossington)
4º - Comfortably Numb (David Gilmour)
5º - All Along the Watchtower (Jimi Hendrix)
6º - November Rain (Slash)
7º - One (Kirk Hammet)
8º - Hotel California (Don Felder/Joe Walsh)
9º - Crazy Train (Randy Rhoads)
10º - Crossroads (Eric Clapton)


Até a próxima enquete!!!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Guiarras, guitarras e mais guitarras

Desculpem-me os bateristas e baixistas de plantão, mas guitarra foi e sempre será o símbolo maior da rebeldia e do rock and roll. Quantos moleques, e por que não dizer também marmanjos, já não sonharam em ser um grande guitarrista ao ver os seus ídolos debulharem a madeira sem dó nem piedade?

Pois é, o mundo foi povoado por muitos Jimies e Steves, no tempo em que guitarra era Fender ou Gibson (eu particularmente ainda prefiro essas!). Hoje, até por uma questão de querer ser diferente, os músicos e principalmente os luthiers (aquele cidadão que constrói os instrumentos) estão com a imaginação à flor da pele, e soltando a criatividade com força. Vejam só o que preparei para vocês.


1) Guitarras com mais de um braço:

Guitarras com dois braços não são novidade pra quem acompanhou o planeta Roquenrol nos últimos 30 anos. Fartamente utilizada nos anos 70 por guitarristas como Jimmy Page e Alex Lifeson (Rush), e nos anos 80 e 90 por Slash, Ritchie Sambora (Bon Jovi) entre outros, a guitarra double neck ficou famosa.















Agora, guitarras com 3, 4 ou até 5 braços não são muito comuns. "Ah, isso não existe não!" diria o leitor mais incrédulo. Pois existe sim caro amigo!

Com três braços convocamos Steve Vai, que apresenta dois modelos para essa mini-aberração. Repare que uma é em forma de coração. Que fofo...













Com quatro braços, o mais famoso frankstein pertence ao nosso amigo ambidestro (sim, ele toca duas guitarras ao mesmo tempo) Michael Angelo Batio, ex-C4 e endorser da Dean, que não ficou satisfeito só com dois...ai ai ai

Apresentando sua guitarra com cinco braços, temos o maluco de plantão Rick Nielsen, do Cheap Trick.



2) Guitarras exóticas

Algumas guitarras fogem um "pouco" dos padrões, com pequenas esquisitices, como misturar bandolins com craviolas com violões com não sei mais o que. Até o nosso amigo John Paul Jones resolveu aparecer aqui. Confiram.


Pra tocar essa tem que ser contorcionista!



Quantas cordas tem isso?



Por favor, alguém pode me dizer o que é isso?



Olha o John Paul Jones atacando de guitarrista!


3) Guitarras muuuuuuito estranhas:



Um pouco de viagem não faz mal a ninguém, mas viagem demais pode causar danos irreversíveis. Algumas peças são verdadeiras obras de arte, enquanto outras, beiram a total insanidade. Olhem só!


Contrabaixo double neck, sendo que um é fretless, ambos com 7 cordas!


Para guitarristas vascaínos.


Baixo 5 cordas do tio Sam. Achou a águia?


Isso é que é paixão pelo rock.



Perfeita para tocar reggae, mas atenção, não tentem fumá-la!


Que maravilha! Já vem com harpa!


Para fã-náticos por Van Halen.


Perfeitos para tocar AOR!


Essa mulher é literalmente um violão.


Lego Guitar (contribuição de Ulires do Ziunanet)



Essa meu filho vai adorar!


Moto e rock tem tudo a ver!


Ficaria muito bem na coleção particular de Glenn Danzig (ex-Misfits).


Essa ficou uma bela M...



Agora fique à vontade, escolha o modelo que mais combina com você e manda bala! Long Live Rock and Roll!!!


P.S.: Este post deu muito trabalho pra fazer, vê se comenta aí ô !!!