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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Silver Samurai - Back to the 80's (2009)


Já faz algum tempo, um clima de revival dos anos 80 veio com força total. Teve gente desenterrando o Genius, o Pogo Bol, as miniaturas de Coca-Cola (e seus respectivos engradados, meu Deus...), o Cara de Batata, etc, etc. Pois bem, com esse movimento, uma turma que já deve estar próxima da casa dos 40 também começou a sentir saudade do rock daquela época, da purpurina, do laquê, dos panos esvoaçantes (credo), das garotas peitudas com shortinhos curtos, e de todos os excessos possíveis e imagináveis.

O Silver Samurai embarcou nessa onda e trouxe os anos 80 de volta, não apenas no som, que mistura várias bandas da época, como Bon Jovi e Dokken (sim, eles vão por esse lado mais pesado e menos farouf, mas nada assim que vá te assustar) mas também na parte gráfica, começando pela capa, mais anos 80 impossível!

E, antes que me esqueça, aproveite para acrescentar mais uma língua a já extensa lista de bandas-que-cantam-em-línguas-improváveis. Dessa vez, terá que frequentar aulas de polonês...sim, isso mesmo, o Silver Samurai vem da Polônia e teve a felicidade de gravar a maioria das músicas na sua língua materna! Existem 3 em inglês, mas, é claro, não têm graça nenhuma. É o 7th Son contribuindo para o incremento da sua cultura, estimado frequentador!

Down!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Johnny Lima - Livin' Out Loud (2009)



Não, não é nenhum parente da Família Lima aqui do Brasil. O cara é descendente de portugueses mas mora nos EUA, e sinceramente, foi uma das maiores surpresas (musicalmente falando) que tive esse ano.

Se você curte um hard rock estilo Bon Jovi (anos 80), Poison, Def Leppard e congêneres, e baixar isso aqui, com certeza você não vai parar de ouvir tão cedo. Bem tocado demais, com solos de guitarra alucinantes e todo aquele clima oitentista, porém, remodelado e revigorado.

Enquanto houverem caras como o Joãozinho Lima, meu camarada, o rock and roll não vai morrer!

Down! (Link da Combe)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Steve Vai - Alien Love Secrets (1995)

Disco de guitarrista virtuoso, em geral, só agrada aos guitarristas. Essa é uma afirmação praticamente infalível, afinal de contas, o ouvinte comum não está interessado em saber se o cara faz ligados, bends, hammer ons, pull offs, se faz escalas maiores, menores, harmônicas, pentatônicas e tudo mais. Ao contrário, o ouvinte comum está interessado em ouvir boa música, e na grande maioria das vezes, disco de guitarrista virtuoso tem muito mais firulas do que feeling, principalmente aqueles lançados na década de 80.

Pois bem, entre os virtuosos mais famosos oriundos da década de 80 temos: Yngwie Malmsteen, Joe Satriani, Vinnie Moore, Tony Macalpine, Steve Morse, Steve Vai, entre outros. Poderia destacar qualquer um desses por que gosto de todos, mas, hoje vou falar do último, o mestre das 6 cordas, Steve Vai.


Com a chegada dos anos 90, a maioria dos fritadores de escalas redirecionaram o seu trabalho, já que os novos tempos exigiam mais dos músicos, e era necessário demosntrar criatividade e musicalidade além do virtuosismo. Steve Vai gravou seu primeiro disco solo em 1984 e o segundo apenas em 1990, já que nesse meio tempo esteve totalmente ocupado com as bandas em que tocou: Frank Zappa, Alcatrazz, David Lee Roth e Whitesnake.

Pois bem, podemos dizer então que ele pegou uma fase de transição, e é exatamente assim que o definiria: um guitarrista da geração dos fritadores mas que entrou em uma viagem de pesquisa e exploração das possibilidades de som que podem ser retirados da guitarra, aliada a muita sensibilidade.

Uma bela exceção à regra de que todo disco de guitarrista virtuoso é chato é o maravilhoso Alien Love Secrets. São apenas 7 músicas, onde o mestre destila todo o seu veneno em canções pesadas como Bad Horsie e na eletrizante Juice, e até se diverte com seu filho pequeno que participa da faixa Ya-Yo Gakk. Se for ouvir apenas uma música, comece pela última, Tender Surrender, uma balada de arrancar lágrimas onde Vai consegue transmitir paixão, fúria, ternura, agressividade e muita, muita sensibilidade. Prestem bastante atenção no solo dessa música! Eu não conheço nada igual.

Eu honestamente não acredito em extra-terrestres, mas quando ouço Steve Vai tocando, eu tenho sérias dúvidas.

Confira!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Europe - Live From the Dark (2005)

Já comentei neste blog sobre as reunions de vários dinossauros do rock e suas respectivas intenções nem sempre sinceras (leia-se caça-níqueis). Porém, eis aqui uma honrosa exceção que vale muito a pena ser citada: a volta do Europe.

Ícone do hard/hair/poser dos anos 80 e responsável por mega-sucessos como The Final Countdown, Carrie, Cherokee, dentre muitos outros, as músicas do Europe eram presença sempre garantida nas vitrolas das festinhas americanas, aquelas em que meninos levavam bebidas e meninas levavam comida.

Dissolvida no começo dos anos 90, a banda retornou em 2004 com o excelente álbum Start From the Dark e o registro dessa turnê deu origem ao dvd Live From the Dark, gravado ao vivo no lendário Hammersmith em Londres.

Um longo set passeia por toda a carreira da banda, com todos os clássicos incluídos, desde Seven Doors Hotel, do primeiro disco, passando por Wings of Tomorrow do segundo e Rock the Night do terceiro, além de praticamente todas as faixas do novo álbum.

É latente que a banda se renovou, mostrando agora músicas mais maduras, com riffs bastante pesados de John Norum (até um pouco desproporcionais para o hard rock) e a bela voz de Joey Tempest, que apesar de um pouco desgastada pelo tempo e pelos excessos de outrora, ainda é capaz de emocionar e embalar muitas histórias de amor por aí afora.

Baixe aqui o áudio do dvd e sinta o poder de fogo que a banda ainda tem pra mostrar! (Créditos do link para a Combe do Iommi).

domingo, 20 de abril de 2008

Bon Jovi - Bon Jovi (1984)

Acho que grande parte das pessoas conheceu o Bon Jovi a partir do multi-platinado disco Slippery When Wet (1986), especialmente os mega-sucessos You Give Love a Bad Name, Living on a Prayer e Never Say Goodbye, que agitavam as festinhas americanas dos anos 80. Mas, pouca gente sabe que Slippery When Wet foi o terceiro disco de estúdio da banda, que começou em 1983 e lançou o seu debut auto-intitulado no ano seguinte.

Bon Jovi, o disco de estréia, apresenta uma banda bem diferente daquela que viria ser o maior expoente do hard rock dos anos 80. Podemos encontrar aqui o embrião de uma super banda, com muita garra e sem grande parte das frescuras que adquiririam com o passar do tempo. A voz de Jon já se destacava, juntamente com os solos inspirados de Ritchie Sambora e a pegada segura de Tico Torres. A estrada fez muito bem para a banda como um todo, e o interessante é exatamente observar o crescimento que eles alcançaram em menos de dois anos.

Trata-se de um bom disco, recomendável para todos, mas, principalmente para os fãs, que apreciarão entender o processo de construção de uma super banda hit-maker e money-maker!!! Moral da história: ninguém nasce pronto, mas já tem o DNA!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Kotipelto - Serenity (2007)

Timo Kotipelto apareceu para o mundo em 1995, ocasião em que foi lançado o quarto álbum do Stratovarius, Fourth Dimension (veja matéria aqui). Daí em diante, a banda começou uma escalada em direção ao topo, chegando até mesmo a ser chamada de sucessora do Iron Maiden ao posto de maior banda de metal do mundo. É claro que naquela época, Blaze Bailey contribuiu com essa história...ehehehe.

O fato é que após o álbum Elements (2003), Timo Tolki, faz-tudo e manda chuva da banda teve seus sérios problemas de saúde ainda mais agravados, dando um tempo na banda e abrindo espaço para a consolidação dos trabalhos paralelos dos outros integrantes.

Serenity é o terceiro trabalho de Kotipelto, que continua fazendo uma linha heavy-hard, bem anos 80 e bem diferenciada da que ele fazia no Stratovarius. Os músicos que participaram desse disco foram Janne Wirman (tecladista do Children Of Bodom), Lauri Porra (baixista-palavrão do Stratovarius), Mirka Rantanen e Tuomas Wainölä (baterista e guitarrista do Thunderstone, respectivamente).

Particularmente, senti falta dos solos alucinados de Michael Romeo (guitarrista do Symphony X) que gravou os dois primeiros álbuns com Kotipelto, apesar de Wainölä ter uma pegada parecida com a de Romeo. Mas, como tudo tem sua compensação, Wirman detona nos teclados e Porra também manda bem (que sobrenome horrível...).

O que mais me incomodava no Stratovarius eram as notas altíssimas que o pobre Kotipelto tinha que alcançar. Além de serem perigosas por causa da afinação, essas notas não favoreciam muito sua voz, tanto que em sua carreira solo, ele opta por um tom médio, muito mais adequado para a sua voz, valorizando sua interpretação.

Waiting for the Dawn (2002) ainda é o trabalho mais inspirado, e, apesar de nenhuma música se destacar na primeira audição, é possível passar minutos agradáveis ouvindo este Serenity do começo ao fim.