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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Deep Purple - Now What?! (2013)


O que se pode dizer sobre o Deep Purple que já não tenha sido dito? Mestres? Monstros? Feras? Dinossauros? Qualquer elogio soa óbvio demais para uma das mais ativas e criativas bandas do cenário roqueiro de todos os tempos, responsável pela criação de canções memoráveis, riffs e solos "assoviáveis" e companheira de três, quatro ou até quem sabe, cinco gerações de fãs, músicos e admiradores em geral.

Now What?!(2013) é o primeiro trabalho da banda em oito anos, desde Rapture of the Deep, lançado em 2005, e só esse fato já despertaria o interesse de qualquer um em ouvir o que esses caras ainda tem para falar, ou melhor, para tocar. É o segundo trabalho com Don Airey à frente dos teclados, substituindo o imortal Jon Lord (o disco inclusive é dedicado a ele).

Vou dar minha opinião aqui. Pra ser bem sincero, não achei que eles conseguiram fazer algo diferente do que já fizeram no passado e se reinventar com esse álbum...mas quer saber de uma coisa? Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Steve Morse e Don Airey já transcenderam a categoria dos simples mortais que ainda precisam provar alguma coisa para alguém. Se ficassem 50 minutos tocando uma mesma nota fora de rítmo e ainda por cima semitonando, ainda haveria muita gente disposta a dizer "genial!". Eu seria um deles. 

Bora ouvir os mestres?



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Deep Purple - Live at Montreux (2011)


O fôlego desses caras me impressiona. Lá se vão mais de quarenta anos de carreira (o primeiro álbum é de 1968!), muita água rolou por baixo da ponte, muitas bandas surgiram e desapareceram como meteoros, muitos modismos passaram (como todo modismo, aliás), e eles permaneceram firmes ao estilo que os consagrou: um hard rock cru, mas com toques de música clássica (principalmente devido a Sir Jon Lord) e virtuoses por vezes até exageradas (mr Blackmore), mas que nós fãs adoramos!

Hoje Lord e Blackmore não pertencem mais à banda, mas seus substitutos souberam impor seus estilos e, pelo menos para mim, são tão talentosos quanto seus antecessores: Steve Morse e Don Airey.

O disco em questão, além de mostrar vitalidade, traz um toque a mais, uma orquestra por trás dos caras (eita!)!!! Destaco também a presença no setlist de Knockin at Your Back Door (há muito tempo não ouvia essa ao vivo!), When a Blind Man Cries (sempre boa de ouvir, mas igualmente rara) e solo de teclado do Don Airey.

É isso aí, depois é só colocar para ouvir e deixar as pedras (de gelo) rolarem!

Down! (parte 1)
Down! (parte 2)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Blackmore´s Night - Secret Voyage (2008)


Ritchie Blackmore fez sua fama e se tornou uma lenda-viva da guitarra já no início da década de 70, devido ao seu maravilhoso trabalho no Deep Purple. Na metade da década, porém, insatisfeito com o swing introduzido na banda pelos igualmente lendários Glenn Hughes e David Coverdale, saiu e montou o Rainbow, aproveitando os músicos de uma banda nova-iorquina chamada Elf.

Até meados da década de 80 o seu trabalho no Rainbow só fez aumentar ainda mais a sua legião de fãs, guitarristas ou não. Em seguida, houveram mais dois retornos ao Deep Purple, além de uma tentativa em 1995 de reiventar o Rainbow, com o lançamento do fantástico Stranger in Us All (absurdamente recomendado!), com Doogie White nos vocais.

Pois bem, eis que em 1997, quando imaginávamos que mr. Blackmore penduraria as chuteiras, ele surpreende a todos mais uma vez com um novo projeto, intitulado Blackmore's Night. A proposta do trabalho, que tem como vocalista principal a sua bela esposa, Candice Night, é fazer música medieval, algo bastante diferente do rock clássico de outrora. Mas, para quem acompanha de perto o trabalho dele, sabe que seu apreço por este tipo de som vem de longa data.

Secret Voyage é o mais recente trabalho de estúdio do Blackmore's Night, e os destaques vão para a produção absurdamente cristalina (como sempre...), para a voz suave e agradável de Candice Night e, claro, para o trabalho de Blackmore nos violões, guitarra, alaúdes, bandolins, banjos, cítaras, harpas e tudo mais que tiver cordas.

Assim como em trabalhos anteriores, neste temos mais covers e uma regravação dos áureos tempos de Rainbow. O cover é I Can Help Falling In Love imortalizada na voz de Elvis Presley e a música do Rainbow escolhida desta feita foi a belíssima Rainbow Eyes, originalmente no disco Long Live Rock and Roll de 1978. Não precisa dizer que ficaram muito boas, mas, ainda prefiro a interpretação de Ronnie James Dio (fã é um problema sério...).

Ideal para relaxar e amenizar os momentos de fúria do nosso louco dia-a-dia, o (nem tão ) novo som do sr. Ricardinho Maispreto é uma excelente arma contra o stress. Experimente você também!

Baixe correndo aqui! Créditos do upload para o excelente blog Ignes Elevanium (A senha é http://igneselevanium.blogspot.com)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

mp3 n.81

O formato mp3 tem como principal vantagem a facilidade de compartilhamento graças ao tamanho reduzido, sem comprometimento significativo da qualidade. As desvantagens são várias, mas uma das principais é a localização de um álbum específico em grandes coleções.

Para resolver este problema, utilizo um programa bastante funcional chamado Music Label. Através dele, cadastro os mp3 que possuo e desta forma, posso localizar o álbum que quiser, ou até mesmo a faixa que quiser, em um universo de mais de 3200 entradas com mais de 35.000 músicas! É realmente uma necessidade para quem é colecionador ter uma ferramenta dessa natureza.

Desta forma, quando quero encontrar algum álbum, abro o programa e ele me mostra em que cd ele está gravado (os cds são apenas numerados). Verdade é que na maioria das vezes, não tenho paciência para ligar o computador e pego um cd qualquer, sem me preocupar com o seu conteúdo. É importante o fator surpresa, ehheehe, mas, se precisar localizar algo específico, sei que o programa estará pronto para fazer a sua parte.

Pois bem, numa dessas seleções "às cegas", peguei o cd de número 81 e me surpreendi com os álbuns gravados ali. Pensei: "Caramba! Poderia comentar qualquer desses álbuns no meu blog!" E por que não comentar logo todos? Ehehehe, eu e minha megalomania...


Deep Purple - The House of Blue Light (1987)


Disco que sucedeu Perfect Strangers, que marcou o retorno da formação clássica da banda. Boas músicas como Bad Attitude, Call of the Wild e Unwritten Law estão presentes.



The Cult - Sonic Temple (1989)


O que dizer sobre esta banda? Sensacional seria o mínimo, mas este disco é algo raro, pois é clássico atrás de clássico: Sun King, Fire Woman, Edie (Ciao Baby), Sweet Soul Sister, etc.



Deep Purple - Slaves and Masters (1990)


Com Joe Lynn Turner assumindo o posto deixado por Ian Gillan, este é sem dúvida, o disco que mais se distanciou do estilo que consagrou o grupo inglês. Apesar disso, trata-se de um excelente trabalho onde a banda procurou modernizar um pouco suas canções, como se pode comprovar em King of Dreams, The Cut Runs Deep e na balada pop-açucarada (mas não menos linda!) Love Conquers All.


Deep Purple - The Battle Rages On (1993)

Pela terceira vez reunida, a formação clássica da banda gravou este que seria o último trabalho de estúdio de Mr. Blackmore (em seguida teve início a fase atual, com Steve Morse), cuja turnê rendeu o excelente registro ao vivo Come Hell or High Water. Apenas por isso, deve ser ouvido obrigatoriamente.


Elegy - Lost (1995)

Último trabalho da banda com Edward Hovinga nos vocais. Como grita esse moço!!! O estilo aqui é metal melódico, mas com os dois pés fincados no prog-rock. Algumas faixas como Spirits vão remeter o ouvinte diretamente para Fates Warning, inegável influência da banda, enquanto outras, como a faixa título, lembram um pouco o Dream Theater. Ah, reparem também como a forma de cantar de James LaBrie se parece com a de Hovinga, ou seria o contrário? Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?


Pantera - The Great Southern Trendkill (1996)



O Pantera é uma das poucas bandas de thrash (o site Rock Detector os considera Neo-Thrash) que eu consigo ouvir. As outras são Metallica, Kreator, Sepultura (antigo) e mais outras poucas. Nunca ouvi muito esse disco em particular, mas é sempre bom apreciar o peso da guitarra de Dimebag Darrell (R.I.P.).


quarta-feira, 5 de março de 2008

Whitesnake - Good To Be Bad (2008)

David Coverdale saiu do Deep Purple em 1976, levando na bagagem os clássicos Burn, Stormbringer e Come Taste the Band. Logo em seguida, lançou seu primeiro trabalho solo, batizado de Coverdale’s Whitesnake. O segundo álbum desse projeto, Northwinds (1977), foi produzido por Roger Glover (Deep Purple) e contou com a participação de Ronnie James Dio nos ‘backing vocals’ (que coisa!). Em 1979, John Lord se juntou à banda e em 1981 foi a vez de Ian Paice, mas, apesar de ser praticamente o Deep Purple, o Whitesnake dessa época se manteve fiel ao seu estilo hard rock de fazer baladas, sempre com muito "love" nas letras.

Em 1982, Paice deixa a banda e é substituído por ninguém menos que Cozy Powell (ex-Rainbow). Daí em diante, muitas mudanças aconteceram, na imagem da banda, que assumiu o estilo poser muito em alta naquela década, no som, que se tornou mais farouf e também na formação, principalmente nas guitarras, que passaram pelas mãos de grandes nomes como John Sykes, Adrian Vandenberg e Steve Vai.

No final da turnê de Slip of The Tongue, em 26 de setembro de 1990, Coverdale anunciou que o Whitesnake ficaria na geladeira. Em 1993, juntamente com Jimmy Page, lançou o projeto Coverdale-Page e brincou um pouquinho de ser Robert Plant. No ano seguinte, Coverdale reformulou o Whitesnake que, em 1996, lançou o álbum Restless Heart, cuja turnê passou inclusive pelo Brasil. Mas, a energia de antes parecia não estar mais presente nas músicas e nas apresentações da banda.

Em 2003, para delírio dos fãs, o Whitesnake resolveu colocar os pés na estrada novamente, e para tal empreitada, Coverdale recrutou uma formação matadora: Reb Beach (ex-Winger) e Doug Aldrich (ex-Dio) nas guitarras, Tommy Aldridge (ex-Ozzy e mais um monte de coisas) na batera, Marco Mendoza no baixo e Timothy Drury nos teclados. Essa reunião rendeu um excelente registro chamdo Live...In The Shadow of the Blues (2006). A energia estava de volta, e em altas doses!


O sucesso alcançado por essa nova formação do Whitesnake merecia ser coroado com um novo trabalho, com novas canções. Um disco só com músicas inéditas se tornou então o objeto de desejo dos fãs, que aguardaram ansiosamente por esse dia, que enfim chegou. Após 11 anos de espera, desde Restless Heart, vai ser lançado no dia 21 de abril na Europa e no dia 22 nos EUA, Good To Be Bad, o novo disco de estúdio do Whitesnake. A formação que gravou esse álbum, infelizmente, não foi a mesma que gravou Live...In The Shadows of the Blues: Doug Aldrich e Reb Beach nas guitarras, Uriah Duff no baixo, Timothy Drury nos teclados e Chris Frazier na bateria.


Minhas primeiras impressões ao ouvir cada faixa foram as seguintes:

Best Years - moderna e pesada.

Can You Hear The Wind Blow - moderna e pesada, com a cara dos novos guitarristas, principalmente de Aldrich, que toca bem sujo.

Call On Me - riff lembra Still of the Night.

All I Want All I Need - baladinha açucarada para tocar nas Fms, refrão grudento, onde Coverdale abusa de sua voz grave e rouca. Super interpretação.

Good To Be Bad - lembra um pouco a fase com John Sykes que passou pelo Brasil no lendário Rock in Rio em 1985, mas, com um leve toque de modernidade também. Empolgante refrão: "Sometimes is good to be bad, bad to the bone!"

All For Love - boa pegada, elementos oitentistas.

Summer Rain - super balada, essa música é séria candidata a hit, apesar de fortemente comercial, é muito boa, com a interpretação marcante de Coverdale.

Lay Down Your Love - outro petardo oitentista com um super refrão grudento, com direito a backing vocals estilo gospel.

A Fool In Love - pegada blueseira com um bom peso, característica do Whitesnake.

Got What You Need - rock bem energético, lembra muito a fase Moody-Marsden do final dos anos 70, início dos anos 80, porém, com muito mais peso.

´Till the End of Time - balada densa, profunda, para arrancar lágrimas dos fãs. Graaaande interpretação. Coverdale realmente é insuperável!!!

Segundo o site whiplash, o disco estará disponível também em edição dupla, contendo um CD extra, pôster, fotos, adesivos e uma faixa multimídia com o clipe de "Ready To Rock". Se você não aguentar esperar, pode baixar a versão simples mesmo no Believing (excelente blog de hard rock!), mas lembre-se, após 24 horas você deve apagar os arquivos do seu computador.

No geral, gostei do trabalho e achei que a banda ainda é relevante. É natural para quem curtiu muito outras épocas, comparar um trabalho novo com os discos dos áureos tempos da banda. Modernizações são quase inevitáveis, mesmo por que, o único remanescente é Coverdale, e os novos integrantes sempre colocarão o seu estilo nas músicas que fizerem. Mas, o principal é que David Coverdale, que nasceu em 22 de setembro de 1951, entrou no Deep Purple aos 22 anos, ainda está ready to rock aos 57 anos de idade. Deus proteja essa garganta de ouro!


P.S.: Considera-se Trouble (1978) o primeiro trabalho de fato do Whitesnake, e se repararmos bem, Restless Heart vem assinado por David Coverdale & Whitesnake. Sendo assim, Good To Be Bad é o décimo álbum de estúdio da banda, o que esclareceria o X na capa desse álbum.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Martin "Live Animal" Birch - este é O cara !!!

A figura do produtor musical nem sempre é reconhecida ou mesmo valorizada, mas é esse profissional que transforma as idéias das bandas, muitas vezes extremamente malucas, em música. É ele o responsável por "extrair" o melhor de cada um, mesmo que para isso, tenha que levar o músico à loucura, que o diga Bruce Dickinson, que teve que repetir dezenas de vezes o grito da introdução de The Number of The Beast, até Martin Birch achar que estava bom.

Muitos produtores fizeram seu nome produzindo discos de rock, mas, provavelmente, nenhum se igualou a Martin Birch, responsável por grande parte dos sucessos de Deep Purple, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath e Iron Maiden, só para citar os principais.

Uma história envolvendo Martin Birch merece ser contada aqui. Estava ele dirigindo o seu carro numa folga das gravações de The Number of the Beast quando se envolveu num acidente. Dias depois, recebeu a conta da oficina mecânica: 666 libras esterlinas. Recusou-se a pagar este valor, pagando 667 libras.

ALGUNS discos produzidos por Martin Birch, veja se você conhece algum:


1969 - Then Play One (Fleetwood Mac)

1970 - In Rock (Deep Purple), Wishbone Ash (Wishbone Ash)

1971 - Fireball (Deep Purple)

1972 - Machine Head (Deep Purple)

1973 - Who Do We Think We Are (Deep Purple)

1974 - Burn e Stormbringer (Deep Purple)

1975 - Ritchie Blackmore´s Rainbow (Rainbow), Come Taste the Band (Deep Purple)

1976 - Rising (Rainbow), Made in Europe (Deep Purple)

1977 - Last Concert in Japan (Deep Purple)

1978 - Long Live Rock and Roll (Rainbow), Snakebite (Whitesnake)

1979 - Lovehunter (Whitesnake)

1980 - Heaven and Hell (Black Sabbath), Live... in the Heart of the City (Whitesnake)

1981 - Mob Rules (Black Sabbath), Killers (Iron Maiden)

1982 - The Number of the Beast (Iron Maiden), Assault Attack (Michael Schenker Group), Saints & Sinners (Whitesnake)

1983 - Piece of Mind (Iron Maiden)

1984 - Slide It In (Whitesnake), Powerslave (Iron Maiden)

1985 - Live After Death (Iron Maiden)

1986 - Somewhere in Time (Iron Maiden)

1988 - Seventh Son of a Seventh Son (Iron Maiden)

1990 - No Prayer For the Dying (Iron Maiden)

1992 - Fear of the Dark (Iron Maiden)

Em seguida, não sei por que, resolveu se aposentar. O mundo do rock nunca mais foi o mesmo. Mas, o que podemos dizer? Thanks Martin!