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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Symfonia - In Paradisum (2011)


Não é novidade para quem me conhece que sou fã de Stratovarius e André Matos, não necessariamente nessa ordem. Seria um sonho impossível juntar esses dois não é? Afinal, o Stratovarius está passando por uma ótima fase após a saída de seu líder e mentor Timo Tolki e do espetacular Jari Kainulauken (baixo), e André Matos tem uma sólida carreira solo, que também vai muito bem. 

Pois não é que o sonho se tornou real? Bem, na verdade não é exatamente o Stratovarius, (o símbolo é beeeeeeem parecido, rs) mas é como se fosse, pois esse projeto Symfonia conta com os dois integrantes que foram chutados da banda finlandesa, além de Uli Kusch (ex-Helloween) na bateria e o tecladista Mikko Härkin (Sonata Artica). 

O espírito das canções stratovarescas está presente nos riffs e nas levadas de faixas como Fields of Avalon, Forevermore e a faixa título, um verdadeiro épico por sinal!  Mas, um artista do quilate de André Matos não poderia deixar de impor seu estilo, o que fica claro em canções como I Walk in Neon e Santiago, que poderiam perfeitamente estar em um de seus discos solo.

Um grande começo para 2011!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Stratovarius - Elysium (2011)



Stratovarius é minha banda do coração desde longa data. Reconheço que é o tipo da banda "ame ou odeie", mas em termos de speed metal, metal melódico ou sei lá o que queiram chamá-la, acho o som original e, claro,  eu me enquadro na primeira categoria (a dos que amam). Quando ouvi o Episode nos idos de "90 e guaraná de rolha" pirei com rapidez aliada à melodia, junto com a precisão cirúrgica da parte rítmica. Depois foi clássico em cima de clássico: o soberbo Visions(1997), o melancólico (mas phodda!) Destiny(1998), o modernoso Infinite(2000), os grandiosos Elements pt 1 e 2 (2003), e ... bem, foi só. A banda ainda deu o seu canto do cisne com o auto-intitulado álbum de 2005, um fragoroso desastre! O pior disco da carreira dos caras sem nenhuma dúvida...

Daí Timo Tolkki saiu e, bem, sem o chefinho a coisa tenderia a desandar, certo? Que nada, Polaris (2009) mostrou uma banda renovada, que apesar da falta que Tolkki obviamente faz, soube se reiventar com seus novos integrantes: o competente guitarrista Matias Kupiainen e o bom baixista Lauri Porra (?!?!?!?, é isso mesm, rs). Os caras não fazem feio de forma alguma, muito pelo contrário, não senti falta dos originais ocupantes dos cargos.

Agora vem a consolidação da nova formação, Elysium (2011), a ser lançado na semana que vem no Japão. Achei uma mistura do Infinite (inclusive na capa) com o Elements (a faixa título tem 18 minutos, trocentas partes, coros, orquestra e tudo más!), e, obviamente, o Polaris. Canções fortes, levadas características de bateria (o hômi manda muito bem ainda), bastante guitarras e um pouco menos teclados do que o Polaris. Pra mim, Johansson assumiu o comando enquanto o novato estava inseguro na sua missão de substituir Tolkki. Nesse novo trabalho, o cara está muito mais solto e as guitarras estão muito mais "na cara" do ouvinte.

Ah, Kotipelto também dá o seu show à parte...mas isso ninguém duvida né? Ou será que duvida?

So, love them or leave them!

Down!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Stratovarius - Polaris (2009)


Após o fraquíssimo álbum homônimo de 2005, quando o Stratovarius tentou voltar a ativa pela enésima vez depois do enésimo problema de saúde do seu líder-mestre-criador Timo "todo-poderoso" Tolkki, a banda se reinventa novamente, contratando Matias Kupiainen para o posto de guitarrista e Lauri Porra (não estou xingando, é assim mesmo!) , que já havia entrado no lugar de Kainulaiken há um certo tempo, para o baixo, e lança o seu 13º álbum de estúdio.

No geral, Polaris, que será lançado oficialmente em 21 de maio, é bastante diferente de qualquer disco que o Stratovrius já gravou. Primeira grande diferença é que nem todas as músicas estão na velocidade da luz, e mesmo as que tem dois bumbos no talo, apresentam partes mais cadenciadas, com um toque mais moderno. A segunda é que Kotipelto não canta tão agudo mais, o que achei uma escolha acertada, por que ele derrapava legal, principalmente ao vivo.

Outra diferença que salta aos olhos, ou melhor, aos ouvidos é que, na ausência de Tolkki, o clima ficou mais alegre, e Joahansson assumiu o controle da parte instrumental nitidamente, enfiando teclados em todos os lugares possíveis (essa foi horrível...). Kotipelto por sua vez, mostra que sabe aonde pisa, e mostra que quando está sozinho para tomar decisões, dá conta do recado perfeitamente. É, desse jeito Tolkki vai se entupir ainda mais de calmantes com uísque.

Destaque para as grudentas Blind e Winter Skies, essa última um veradeiro hino do metal nórdico!

Confira!


P.S.: Considero Tolkki um gênio e nunca critiquei o seu trabalho, tanto como músico quanto como compositor. Os anos dourados da banda aconteceram sob o seu comando, e devemos principalmente a ele pelo menos umas duas dúzias de verdadeiras pérolas do metal. Acontece que nos últimos tempos o cara estava "travando" a banda com os seus sérios problemas de saúde. Agora parece que está bem e está levando o seu novo projeto Revolution Reinassance adiante.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Revolution Renaissance - New Era (2008)


Recentemente, o guitarrista, líder e faz-tudo do Stratovarius, Timo Tolkki, anunciou o fim da banda em seu site oficial. Mesmo já esperando essa notícia, principalmente por causa do fracasso total e absoluto da tentativa de retorno da banda após o longo tratamento de saúde de Tolkki (ouça Stratovarius (2005) e decepcione-se!), quem é fã da banda, como eu, ficou bastante chateado com a confirmação desse fato.

Afinal de contas, o Stratovarius chegou a ser cogitado pelos idos de 1998 como o sucessor do Iron Maiden ao posto de maior banda de heavy metal do mundo. Eu explico antes que um fã mais ardoroso da donzela de ferro se sinta ofendido. É que nessa época a referida banda inglesa não estava passando por um bom momento, tendo que suportar Blaze Bailey cantando (quanta maldade...). A banda finlandesa, ao contrário, passava por uma fase gloriosa, com álbuns magníficos já lançados, como Episode, Destiny e o espetacular, estrondoso e magnífico Visions.

Mas, quis o destino que assim terminasse a gloriosa carreira do Stratovarius, que, apesar de não ter correspondido às expectativas da mídia (principalmente por causa da saúde de Tolkki), tem uma bela história escrita no Livro de Ouro do Rock and Roll.

Antes da separação definitiva, a banda estava trabalhando naquele que seria o verdadeiro retorno triunfal. Revolution Renaissance em sua versão demo vazou na net, coisa frequente nos dias de hoje, e podemos constatar, mesmo que as músicas ainda não estivessem devidamente mixadas, que os caras não estavam de brincadeira, e que a magia parecia estar de volta. Belas canções no estilo dos referidos álbuns da época de ouro da banda me fizeram crer que agora a coisa ia andar.

Eis que brigas internas, desentendimentos, egos insuflados e toda aquela baboseira que estamos cansados de relatar aqui fizeram com que Tolkki desse uma de Justus e demitisse todo mundo. E por incrível que pareça, todos saímos ganhando muito com isso! Kotipelto é um excelente vocalista e tinha, digamos, a cara e a voz da banda, mas, devido ao desgaste de relacionamento, o clima parecia não estar mais muito agradável. Vamos continuar ouvindo a sua bela voz na sua carreira solo, com certeza.

Bem, e o que fez Tolkki? Pegou pesado!!!!!!!! Aproveitou todo o trabalho que já estava feito, batizou a nova banda de Revolution Renaissance e, de quebra, chamou um dream team para cantar: Michael Kiske (ex-Helloween), Tobias Sammet (Edguy e Avantasia) e Pasi Rantanen (alguém conhece esse? O cara canta hein!).

Os nossos ouvidos agradeceram muito! Baixem as duas versões nos links abaixo e tirem suas próprias conclusões!

Formação do Revolution Renaissance:

Timo Tolkki - guitars
Pasi Heikkilä - Bass
Joonas Puolakka - Keyboards
Mirka Rantanen - Drums
Michael Kiske - Vocals on 2, 4, 8, 9 & 10
Tobias Sammet - Vocals on 1 & 6
Pasi Rantanen - Vocals on 3, 5 & 7

Links:

http://lix.in/-2505d1 (demo com Timo Kotipelto nos vocais)

http://lix.in/-2ca610 (versão oficial com Michael Kiske, Tobias Sammet e Pasi Rantanen nos vocais)

Créditos dos links para o Power Ride!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Kotipelto - Serenity (2007)

Timo Kotipelto apareceu para o mundo em 1995, ocasião em que foi lançado o quarto álbum do Stratovarius, Fourth Dimension (veja matéria aqui). Daí em diante, a banda começou uma escalada em direção ao topo, chegando até mesmo a ser chamada de sucessora do Iron Maiden ao posto de maior banda de metal do mundo. É claro que naquela época, Blaze Bailey contribuiu com essa história...ehehehe.

O fato é que após o álbum Elements (2003), Timo Tolki, faz-tudo e manda chuva da banda teve seus sérios problemas de saúde ainda mais agravados, dando um tempo na banda e abrindo espaço para a consolidação dos trabalhos paralelos dos outros integrantes.

Serenity é o terceiro trabalho de Kotipelto, que continua fazendo uma linha heavy-hard, bem anos 80 e bem diferenciada da que ele fazia no Stratovarius. Os músicos que participaram desse disco foram Janne Wirman (tecladista do Children Of Bodom), Lauri Porra (baixista-palavrão do Stratovarius), Mirka Rantanen e Tuomas Wainölä (baterista e guitarrista do Thunderstone, respectivamente).

Particularmente, senti falta dos solos alucinados de Michael Romeo (guitarrista do Symphony X) que gravou os dois primeiros álbuns com Kotipelto, apesar de Wainölä ter uma pegada parecida com a de Romeo. Mas, como tudo tem sua compensação, Wirman detona nos teclados e Porra também manda bem (que sobrenome horrível...).

O que mais me incomodava no Stratovarius eram as notas altíssimas que o pobre Kotipelto tinha que alcançar. Além de serem perigosas por causa da afinação, essas notas não favoreciam muito sua voz, tanto que em sua carreira solo, ele opta por um tom médio, muito mais adequado para a sua voz, valorizando sua interpretação.

Waiting for the Dawn (2002) ainda é o trabalho mais inspirado, e, apesar de nenhuma música se destacar na primeira audição, é possível passar minutos agradáveis ouvindo este Serenity do começo ao fim.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Stratovarius - Discografia com Timo Kotipelto nos vocais

Metal melódico é uma denominação muito ampla hoje em dia, visto que no final dos anos 80 e principalmente nos anos 90, surgiram dezenas de subdivisões desse estilo. Apesar disso, considero que toda música rápida e pesada que não se limita a três acordes e tem algum arranjo de guitarra diferente do feijão com arroz dos power chords (aqueles que usam duas ou três cordas) ou de teclado, pode ser considerada metal melódico.

Diz a lenda que o estilo foi inventado pelo Helloween em meados dos anos 80, mais especificamente, nos discos Keeper of The Seven Keys. Se isso é verdade ou não, é difícil dizer, mas, é certo que Kai Hansen & Cia foram pioneiros no ramo, tanto que o Gamma Ray é hoje um dos principais representantes do estilo.

Gosto muito das bandas citadas acima, são verdadeiros gigantes do metal, mas, em se tratando de música rápida e pesada, o primeiro nome que me vem à mente é Stratovarius. Os caras começaram exatamente junto com o metal melódico, ou seja, final da década de 80, com o álbum Fright Night, seguido de Twilight Time (1992), Dreamspace (1994) e Fourth Dimension (1995), que marcou a entrada do vocalista Timo Kotipelto.

O reconhecimento mundial, porém, veio apenas em 1996 com o espetacular álbum Episode. Logo começaram a se destacar no cenário metálico graças a uma particular mistura de heavy metal com música clássica, principalmente no que se refere a parte das guitarras. A discografia comentada (oficial) com Kotipelto nos vocais é a seguinte:



Fourth Dimension (1995)
Estupenda estréia do nanico-vocalista Timo Kotipelto. A banda está no auge da agressividade, rapidez e todo tipo de exageros, inclusive notas vocais impossíveis de alcançar. Apesar disso, o disco é recheado de hinos: Against the Wind, Distant Skies, Stratovarius, We Hold the Key e Twilight Symphony. Altamente recomendável.

Nota: 8,0




Episode (1996)
Ainda com gás total, a banda fica mais próxima de um equilíbrio entre agressividade e melodia, pancadaria total e calmaria. Estão nesse disco: Father Time, Will the Sun Rise, Speed of Light, Season of Change e Forever, presentes em quase todos os shows que a banda faz. Kotipelto ainda exagera um pouco nos vocais, mas a banda como um todo evolui. Item obrigatório em qualquer coleção que se preze.

Nota: 9,0


Visions (1997)
O auge da maturidade. Muitas vezes, uma passagem cadenciada surte mais efeito do que milhões de notas em profusão, e indica uma mudança de direcionamento na música, formando uma colcha de retalhos mais complexa, porém, mais interessante de se apreciar. Longe de ser progressivo, o som está mais redondo, com Kotipelto cantando muito melhor, e Tolkki compondo como nunca. Todas as faixas são excelentes. Obra-prima!

Nota: 10,0


Visions of Europe: Live (1997)
Registro em álbum duplo da turnê européia do álbum Visions que mostra todo o poder de fogo do Stratovarius ao vivo, fazendo o que parecia ser impossível: aumentar ainda mais a velocidade das músicas. Kotipelto segura bem ao vivo, mas nunca podemos estar 100% certos de que o registro é 100% ao vivo...1997? Pro Tools já estava na área? Provavelmente, mas a galera cantando Forever já vale o disco...é emocionante.

Nota:9,0



Destiny (1998)
A melancolia sempre foi uma característica nas letras, nas músicas e nos arranjos de Timo Tolkki, mas dessa vez, o cara pegou pesado. O disco tem uma carga emocional bastante forte, e é considerado um disco triste, inclusive pelos integrantes da banda. Mas, porém, contudo, todavia, isto não significa de forma alguma que seja um disco ruim, muitíssimo pelo contrário, é um petardo!!! Absolutamente imperdível! Baladas inesquecíveis!!

Nota: 10,0.



Infinite (2000)
A faixa de abertura do disco, Hunting High and Low, mostra uma banda madura e segura ao ponto de arriscar em um equilíbrio ainda mais difícil de se conseguir, entre o puramente comercial e a qualidade. O restante das músicas, porém, mantêm as características da banda, um pouco mais diretas do que no disco anterior, mas mantendo o peso e a velocidade. O disco fecha com uma balada sensacional, Celestial Dream.

Nota: 9,0



Elements Pt. 1 (2003)
Disco conceitual, associando os quatro elementos da natureza a elementos humanos como ódio, medo, etc. A mesma fórmula do Infinte é mantida, ou seja, o disco abre com uma faixa mais comercial, no caso, Eagleheart, depois vem as cacetadas de costume e fecha com uma balada, A Drop in the Ocean. Receita velha, porém eficiente.

Nota: 9,0



Elements Pt 2 (2003)

Como a própria capa sugere, aqui, o clima é mais sombrio do que o início da saga, as músicas criam um certo clima de tensão, com as pitadas de melancolia características das músicas de Tolkki. Melancolia é diferente de tristeza, é um estado de espírito que te leva a refletir, a perguntar por quê, e as músicas desse disco vão mais fundo na alma do que as do primeiro. É como se fosse o outro lado da moeda, o lado escuro da lua.

Nota: 9,5


Stratovarius - 2005
A banda teria ganhado mais se tivesse encerrado a carreira no Elements Pt. 2. Desandou de vez, não dá nem para reconhecer os elementos principais que sempre fizeram parte da música do Stratovarius. Até a velocidade característica sumiu, no lugar, músicas arrastadas e mal construídas. O desastre só não foi total pela balada The Land of Ice and Snow, homenagem à Finlândia, e por United, a última faixa do disco.

Nota: 3,0


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