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terça-feira, 18 de maio de 2010

Ronnie James Dio

Faleceu no último domingo, vítima de câncer no estômago, o vocalista Ronnie James Dio (Elf, Rainbow, Sabbath), em carreira solo desde a década de 80, e um dos meus maiores ídolos. O que dizer em um momento como esses? A voz do heavy metal se calou. Ouçam o seu legado, chorem se for necessário, mas, sobretudo, apreciem com cuidado e devoção a obra de um dos maiores vocalistas que já pisou este planeta chamado Terra.

Magica to you!


Elf

1972 - Elf
1974 - Carolina County Ball
1975 - Trying to Burn the Sun


Rainbow

1975 - Rithcie Blackmore's Rainbow
1976 - Rising
1977 - On Stage
1978 - Long Live Rock and Roll



Black Sabbath


1980 - Heaven and Hell
1981 - Mob Rules
1982 - Live Evil
1992 - Dehumanizer


Dio

1982 - Holy Diver
1983 - The Last in Line
1985 - Sacred Heart
1986 - Intermission
1987 - Dream Evil
1990 - Lock Up the Wolves
1994 - Strange Highways
1996 - Angry Machines
1998 - Inferno : Last in Live
2000 - Magica
2002 - Killing the Dragon
2004 - Master of the Moon
2005 - Evil or Divine
2006 - Holy Diver Live Cd1 Cd2




Heaven & Hell

2007 - Live From Radio City Music Hall - Cd1 Cd2
2009 - The Devil You Know

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Black Sabbath - Forbidden (1995)


Execrado pela maioria como um dos piores discos que o Black Sabbath já gravou, Forbidden, último disco de estúdio gravado pela banda, apresenta uma boa qualidade, e foi muito injustiçado, inclusive por mim.


Comprei o disco assim que ele saiu, em 1995, empolgado pelo petardo Cross Purposes, lançado no ano anterior. Pois bem, assim que cheguei em casa com o cd nas mãos (sim, eu sou da época em que se compravam cds...), coloquei-o pra rodar, bastante ansioso e com grandes expectativas.


Foi pior que um balde de água fria. Achei tudo muito ruim, e com exceção das semi-açúcaradas Can't Get Close Enough e I Won't Cry For You , nada me agradou pra valer. Tentei ouvir o cd algumas vezes depois, afinal de contas, quando a gente compra um cd, a gente se esforça pra gostar, mas, foi em vão.


Hoje, quase quinze anos depois (meu Deus!), coloquei o cd pra rolar enquanto dirigia. Nada como uma década e meia para aprimorar o faro metálico, achei o cd bem constante e com músicas no mínimo interessantes. É verdade que nenhuma consegue empolgar, e fica uma sensação de sobras de estúdio do Cross Purposes.


Apesar disso, considero válido o download para aqueles que não completaram sua coleção sabbathiana, e também para aqueles que curtem o trabalho dos integrantes da banda, naquela ocasião formada por ninguém menos que Cozy Powell (R.I.P.), Neil Murray e Tony Martin, além, é claro, da figura mais misteriosa do mundo do rock, o tecladista Geoff Nichols (será que ele existe mesmo? em qual banda ele tocou além do Sabbath?).


Um outro fator que torna Forbidden um disco necessário à sua coleção é que foi o último registro (até agora) de um long play da banda no estúdio. Depois dele, Sir. Iommi envolveu-se com os Retornos das duas formações mais fuderosas da banda, a original com Ozzy e a posterior, com R. J. Dio, essa bem recentemente.


É isso galera, bom 2009 com muito rock and roll na orelha!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Martin "Live Animal" Birch - este é O cara !!!

A figura do produtor musical nem sempre é reconhecida ou mesmo valorizada, mas é esse profissional que transforma as idéias das bandas, muitas vezes extremamente malucas, em música. É ele o responsável por "extrair" o melhor de cada um, mesmo que para isso, tenha que levar o músico à loucura, que o diga Bruce Dickinson, que teve que repetir dezenas de vezes o grito da introdução de The Number of The Beast, até Martin Birch achar que estava bom.

Muitos produtores fizeram seu nome produzindo discos de rock, mas, provavelmente, nenhum se igualou a Martin Birch, responsável por grande parte dos sucessos de Deep Purple, Rainbow, Whitesnake, Black Sabbath e Iron Maiden, só para citar os principais.

Uma história envolvendo Martin Birch merece ser contada aqui. Estava ele dirigindo o seu carro numa folga das gravações de The Number of the Beast quando se envolveu num acidente. Dias depois, recebeu a conta da oficina mecânica: 666 libras esterlinas. Recusou-se a pagar este valor, pagando 667 libras.

ALGUNS discos produzidos por Martin Birch, veja se você conhece algum:


1969 - Then Play One (Fleetwood Mac)

1970 - In Rock (Deep Purple), Wishbone Ash (Wishbone Ash)

1971 - Fireball (Deep Purple)

1972 - Machine Head (Deep Purple)

1973 - Who Do We Think We Are (Deep Purple)

1974 - Burn e Stormbringer (Deep Purple)

1975 - Ritchie Blackmore´s Rainbow (Rainbow), Come Taste the Band (Deep Purple)

1976 - Rising (Rainbow), Made in Europe (Deep Purple)

1977 - Last Concert in Japan (Deep Purple)

1978 - Long Live Rock and Roll (Rainbow), Snakebite (Whitesnake)

1979 - Lovehunter (Whitesnake)

1980 - Heaven and Hell (Black Sabbath), Live... in the Heart of the City (Whitesnake)

1981 - Mob Rules (Black Sabbath), Killers (Iron Maiden)

1982 - The Number of the Beast (Iron Maiden), Assault Attack (Michael Schenker Group), Saints & Sinners (Whitesnake)

1983 - Piece of Mind (Iron Maiden)

1984 - Slide It In (Whitesnake), Powerslave (Iron Maiden)

1985 - Live After Death (Iron Maiden)

1986 - Somewhere in Time (Iron Maiden)

1988 - Seventh Son of a Seventh Son (Iron Maiden)

1990 - No Prayer For the Dying (Iron Maiden)

1992 - Fear of the Dark (Iron Maiden)

Em seguida, não sei por que, resolveu se aposentar. O mundo do rock nunca mais foi o mesmo. Mas, o que podemos dizer? Thanks Martin!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Heaven and Hell - velhinhos mas em excelente forma!


Quando Ozzy Osbourne decidiu sair definitivamente do Black Sabbath em 1979, uma grande interrogação tomou conta dos fãs e da crítica especializada: a banda vai continuar sem Ozzy? quem vai substituir o madman? Por outro lado, também se perguntavam: e quanto a Ozzy? vai seguir carreira solo? quem vai substituir Iomi, Geezer e Ward?


Ozzy de fato iniciou uma carreira solo e obteve muito sucesso, auxiliado (e empresariado) por sua esposa Sharon, e, com certeza, ganhou muito mais dinheiro e fama sozinho do que nos dez anos que passou pelo Black Sabbath. Mas, e quanto ao Sabbath? Bem, para o posto de frontman, Tony Iomi convidou Ronnie James Dio, recém saído do Rainbow, e uma nova página da gloriosa história do Sabbath estava começando a ser escrita. Entre 1980 e 1982, Dio gravou três discos, Heaven and Hell, Mob Rules e Live Evil, mudou completamente a cara do Sabbath, que passou a se apresentar de forma mais técnica e menos instintiva, mas não menos genial.



Com sérios problemas de saúde, provocados pelo abuso de drogas e álcool (não necessariamente nessa ordem), Bill Ward gravou Heaven and Hell, mas não gravou Mob Rules nem Live Evil. Quem assumiu as baquetas nesses dois discos foi Vinnie Appice, que saiu junto com Dio, acompanhando-o em sua carreira solo.


O Black Sabbath continuou sua história, e por lá passaram: Ian Gillan, Glenn Hughes, Cozy Powell, Neil Murray, Boby Rondinelli, Ray Gillen e Tony Martin, até que em 1992, dez anos após o Live Evil, Dio-Iomi-Geezer-Appice resolvem se juntar novamente e gravar um disco. O resultado foi o poderosíssimo Dehumanizer, cuja turnê passou inclusive pelo Brasil.



Para grande surpresa e alegria de todos os fãs (me incluam nessa!), eis que no ano passado, ou seja, 15 anos depois do lançamento de Dehumizer, aquela que ficou conhecida como 3ª grande formação do Sabbath resolveu se juntar novamente e escrever mais uma página de sua história. Lançaram uma coletânea contendo três músicas novas chamada The Dio Years e imediatamente colocaram os pés na estrada. Uma das apresentações da turnê foi gravada e chamada de Live From Radio City Music Hall, que agora tenho em mãos.



Bem, o que eu posso dizer sobre este show: INVEJA! A única coisa que me veio à cabeça na hora que assisti: "Que inveja de quem estava lá!" Assistir a Tony Iomi, Geezer Butler, Vinny Appice e Ronnie James Dio executarem com precisão e muita garra, principalmente por parte de Dio, petardos como After All, Computer God, Lady Evil, Falling of The Edge of The World, Voodoo, Sign of The Southern Cross, Die Young, Lonely is The Word e Neon Knights é algo de deixar qualquer fã de queixo caído, pasmo, estupefato e abobado!!!



Apesar da idade avançada, das calvícies proeminentes e de alguns quilos a mais (só por parte de Appice e Butler), o quarteto mágico ainda detona com força. A produção do dvd é fantástica, o cenário é sombrio, e a música, ah, a música...INVEJA!!!!!!!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A volta dos que não foram

No dia 10 de dezembro deste ano, ocorreu talvez a última grande reunião que faltava no mundo do rock: a do Led Zeppelin.

Robert Plant (59), Jimmy Page (63) e John Paul Jones (61) subiram ao palco novamente após 19 longos anos, desde sua última apresentação no 40º aniversário da gravadora Atlantic em 1988. Eles foram acompanhados por Jason Bonham, filho de John Bonham, falecido em 1980.

Já que o assunto são as reunions, vamos voltar um pouco no tempo e lembrar dos principais retornos. Embora alguns tenham sido atacados pela mídia e chamados de reuniões caça-níqueis, o fato é que os fãs querem ver seus ídolos dividindo o mesmo palco novamente, e não estão preocupados em saber qual foi o motivo da reunião.

Uma delas foi a tão sonhada e aguardada volta da formação original do Black Sabbath, que ocorreu em 1997, 18 anos após a saída de Ozzy, que seguiu em carreira solo.


Uma volta muito comemorada por todos nós foi a de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao Iron Maiden. Depois de se revelar um péssimo frontman, a situação de Blaze Bailey ficou insustentável após a turnê de 1998, que passou pelo Brasil, e o baixinho retornou para o seu devido lugar em 1999. Nós ganhamos dois presentes, o poderoso álbum Brave New World e o show espetacular no Brasil em 2001 no Rock in Rio III.



A reunião do Van Halen, com o primeiro vocalista, o acrobático-performático-afetadático Dave Lee Roth aconteceu este ano, após muita espera e muita especulação sobre o estado de saúde de Eddie Van Halen, cérebro da banda e lenda-viva da guitarra.


O ano de 2007 já entrou para a história do Rock and Roll como o ano dos retornos. Também neste ano, além da reunião do Led Zeppelin e do Van Halen, aconteceu o retorno de Ronnie James Dio ao Black Sabbath. Na verdade, foi o retorno da, diagamos assim, segunda formação clássica da banda, que gravou 3 discos no começo da década de 80 e o destruidor Dehumanizer em 1992.


Em terras brazucas, está sendo cogitada uma volta de Max Cavalera ao Sepultura, mas para ser sincero, a volta mais significativa para mim seria a de André Matos para o Angra, mas esta está muito longe de acontecer, visto que ambos estão seguindo firme em suas carreiras.


Bem galera, na falta de sangue novo, vai os "velhin" mesmo!!! Long Live Rock and Roll!!!



quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Black Sabbath - Cross Purposes (1994)

Falar do Black Sabbath é sempre uma responsabilidade muito grande, afinal de contas, trata-se da banda que influenciou gerações e gerações de bangers. Na verdade, podemos dividir a história do grupo em três partes, mais ou menos coincidentes com as décadas de 70, 80 e 90.

Nos anos 70 temos a formação clássica, Ozzy, Iomi, Butler e Ward. No começo dos anos 80, mais precisamente, 80-82, temos a fase Ronnie James Dio, pra mim a fase áurea da banda. A partir daí, iniciou-se uma fase de perda de direcionamento, com uma infinidade de músicos passando pela banda a cada disco, como Ian Gillan, Glenn Hughes, Cozy Powell, etc, etc. O negócio ficou mais com cara de trabalho solo de Iomi do que com cara de Black Sabbath, inclusive o próprio Iomi revelou que o nome foi mantido por exigência das gravadoras.

Eis que em 1989, a sequência de bons discos do Sabbath, porém sem direcionamento, foi quebrada com um petardo intitulado Headless Cross, trazendo o quase estreante Tony Martin nos vocais. Em 1991, com Cozy Powell comandando as baquetas, vem o competente Tyr e no ano seguinte, Dehumanizer, marcando a ferro e fogo o retorno de Dio, Geezer Butler e Vinnie Appice à banda depois de 10 anos.

Gravar um disco depois desta sequência de discos arrasadora não era uma tarefa fácil. Eis que Tony Martin aceita o desafio de retornar à banda, e juntamente com Geezer Butler e Bob Rondinelli, gravam em 1994 o sensacional Cross Purposes.

A faixa de abertura, a energética I Witness, mostra logo que Iomi e companhia não estão pra brincadeira: a fase Dio deve ser esquecida! Agora é Tony Martin! E não é que o cara detona nesse disco? Sim, você não sentirá saudades de R.J. Dio. Em seguida, a power-balada Cross of Thorns, Virtual Death, Dying For Love, The Hand That Rocks the Cradle, Cardinal Sin e Evil Eye mostram que esse disco não deve nada aos seus antecessores.

Um marco na carreira da banda, um item obrigatório pra quem quer aprender como se faz um som pesado e ao mesmo tempo comercial. Transitar nessa fronteira entre o underground e as Fm´s é algo bem difícil, mas não é impossível, pois Cross Purposes está aí pra provar isso.