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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Revolution Renaissance - New Era (2008)


Recentemente, o guitarrista, líder e faz-tudo do Stratovarius, Timo Tolkki, anunciou o fim da banda em seu site oficial. Mesmo já esperando essa notícia, principalmente por causa do fracasso total e absoluto da tentativa de retorno da banda após o longo tratamento de saúde de Tolkki (ouça Stratovarius (2005) e decepcione-se!), quem é fã da banda, como eu, ficou bastante chateado com a confirmação desse fato.

Afinal de contas, o Stratovarius chegou a ser cogitado pelos idos de 1998 como o sucessor do Iron Maiden ao posto de maior banda de heavy metal do mundo. Eu explico antes que um fã mais ardoroso da donzela de ferro se sinta ofendido. É que nessa época a referida banda inglesa não estava passando por um bom momento, tendo que suportar Blaze Bailey cantando (quanta maldade...). A banda finlandesa, ao contrário, passava por uma fase gloriosa, com álbuns magníficos já lançados, como Episode, Destiny e o espetacular, estrondoso e magnífico Visions.

Mas, quis o destino que assim terminasse a gloriosa carreira do Stratovarius, que, apesar de não ter correspondido às expectativas da mídia (principalmente por causa da saúde de Tolkki), tem uma bela história escrita no Livro de Ouro do Rock and Roll.

Antes da separação definitiva, a banda estava trabalhando naquele que seria o verdadeiro retorno triunfal. Revolution Renaissance em sua versão demo vazou na net, coisa frequente nos dias de hoje, e podemos constatar, mesmo que as músicas ainda não estivessem devidamente mixadas, que os caras não estavam de brincadeira, e que a magia parecia estar de volta. Belas canções no estilo dos referidos álbuns da época de ouro da banda me fizeram crer que agora a coisa ia andar.

Eis que brigas internas, desentendimentos, egos insuflados e toda aquela baboseira que estamos cansados de relatar aqui fizeram com que Tolkki desse uma de Justus e demitisse todo mundo. E por incrível que pareça, todos saímos ganhando muito com isso! Kotipelto é um excelente vocalista e tinha, digamos, a cara e a voz da banda, mas, devido ao desgaste de relacionamento, o clima parecia não estar mais muito agradável. Vamos continuar ouvindo a sua bela voz na sua carreira solo, com certeza.

Bem, e o que fez Tolkki? Pegou pesado!!!!!!!! Aproveitou todo o trabalho que já estava feito, batizou a nova banda de Revolution Renaissance e, de quebra, chamou um dream team para cantar: Michael Kiske (ex-Helloween), Tobias Sammet (Edguy e Avantasia) e Pasi Rantanen (alguém conhece esse? O cara canta hein!).

Os nossos ouvidos agradeceram muito! Baixem as duas versões nos links abaixo e tirem suas próprias conclusões!

Formação do Revolution Renaissance:

Timo Tolkki - guitars
Pasi Heikkilä - Bass
Joonas Puolakka - Keyboards
Mirka Rantanen - Drums
Michael Kiske - Vocals on 2, 4, 8, 9 & 10
Tobias Sammet - Vocals on 1 & 6
Pasi Rantanen - Vocals on 3, 5 & 7

Links:

http://lix.in/-2505d1 (demo com Timo Kotipelto nos vocais)

http://lix.in/-2ca610 (versão oficial com Michael Kiske, Tobias Sammet e Pasi Rantanen nos vocais)

Créditos dos links para o Power Ride!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Avantasia - The Scarecrow (2008)

Tenho que tirar o chapéu para esse rapaz, o Tobias Sammet. Já comentei aqui que não conseguia levar o Edguy muito a sério, principalmente no começo da carreira, mas, acompanhando a evolução dos caras e, principalmente o projeto paralelo de Sammet, o Avantasia, tive que reconhecer que o sujeito é muito talentoso e está cada vez melhor, tanto como cantor quanto como compositor.


Uma prova disso é Scarecrow, recém saído do forno, que mantém a fórmula metal opera, contando com muitas participações especiais. Só que desta vez o cara apelou... tá querendo o que, que a gente morra do coração? Em quatro faixas, Scarecrow, Devil in the Belfry, I Don´t Believe in Your Love e Another Angel Down, Sammet traz um monstro do metal, o mais perfeito cover de Coverdale que já pisou a face da Terra, o impecável e sempre matador Jorn Lande (ex-um monte de coisas); na terceira, Shelter From the Rain, trouxe nada menos que o insuperável Michael Kiske (ex-Helloween).


Na quarta faixa o ouvinte tomará um susto...o cara convidou o Bon Jovi? Não, ele surtou mesmo, está com complexo, mas é passageiro, haieuhaiuehaiiaeu. E daí, qual o problema em parecer com essa banda americana? Eu gostei, e além do mais, não é tão parecido assim. Na quinta faixa é a vez da suave voz de Amanda Somerville (Aina) marcar presença, num clima bem intimista e quase new age, com orquestra e tudo mais...o cara tá pegando pesado, que produção!

Em The Toy Master, Sammet coloca ninguém menos do que Alice Cooper pra cantar! Muito bom! Um clima oriental, misterioso, sensacional! A tiazona ainda detona! Além disso, como se já não fosse o bastante, ainda temos as participações de Roy Khan (Kamelot) na poderosa Twisted Mind, que abre o disco, e ainda Kai Hansen e Rudolf Schenker, que detonam nas guitarras em várias faixas.

No geral, esse disco é um pouco mais lento do que os dois anteriores, mas, isso não quer dizer que seja pior, muito pelo contrário, apenas está mais variado do que os seus antecessores, mantendo os refrões grandiosos, épicos e marcantes. Mas, o que mais me chamou a atenção desta vez foi a primorosa produção. Dá pra perceber que cada detalhe foi pensado, trabalhado e estudado. Excelente começo de ano hein!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Edguy - Theater of Salvation (1999)

Confesso que nunca levei o Edguy muito a sério. Primeiro, não conseguia aceitar que uma banda de metal melódico não contasse com um guitarrista mega-ultra-super-rápido em seu line-up. Segundo, não conseguia resistir à tentação de fazer trocadilhos sem graça com o nome da banda, como Edgay, ehehehe.

Pois bem, isso durou até ouvir este Theater of Salvation, quarto trabalho de estúdio da banda alemã liderada pelo inspirado Tobias Sammet. O negócio aqui é muito sério, belíssimas canções com amplo destaque para as vozes de Sammet (sim, num estúdio é possível colocar vozes em cima de vozes).

Não espere encontrar um grande trabalho de guitarras aqui, pois elas só dão para o gasto. Mas, pelo menos não comprometem o resultado final, que é amplamente favorecido pelas melodias vocais, muito bem construídas e executadas.