sexta-feira, 26 de abril de 2013

Deep Purple - Now What?! (2013)


O que se pode dizer sobre o Deep Purple que já não tenha sido dito? Mestres? Monstros? Feras? Dinossauros? Qualquer elogio soa óbvio demais para uma das mais ativas e criativas bandas do cenário roqueiro de todos os tempos, responsável pela criação de canções memoráveis, riffs e solos "assoviáveis" e companheira de três, quatro ou até quem sabe, cinco gerações de fãs, músicos e admiradores em geral.

Now What?!(2013) é o primeiro trabalho da banda em oito anos, desde Rapture of the Deep, lançado em 2005, e só esse fato já despertaria o interesse de qualquer um em ouvir o que esses caras ainda tem para falar, ou melhor, para tocar. É o segundo trabalho com Don Airey à frente dos teclados, substituindo o imortal Jon Lord (o disco inclusive é dedicado a ele).

Vou dar minha opinião aqui. Pra ser bem sincero, não achei que eles conseguiram fazer algo diferente do que já fizeram no passado e se reinventar com esse álbum...mas quer saber de uma coisa? Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Steve Morse e Don Airey já transcenderam a categoria dos simples mortais que ainda precisam provar alguma coisa para alguém. Se ficassem 50 minutos tocando uma mesma nota fora de rítmo e ainda por cima semitonando, ainda haveria muita gente disposta a dizer "genial!". Eu seria um deles. 

Bora ouvir os mestres?



domingo, 23 de dezembro de 2012

Bon Jovi - Inside Out (2012)


Os coroas continuam dando de dez a zero nos jovens. Em um mundo povoado por todo tipo de sub-tribos "emos", de restarts, cines e outros sub-sub-sub produtos da cultura pop, ouvir o novo lançamento dos tiozinhos do Bon Jovi faz bem demais aos ouvidos. Traz à lembrança a época em que se paquerava, em que se sonhava, em que se fazia música com melodia, enfim, em que havia inocência.

Para os já iniciados no som dos caras, a grande surpresa ficou por conta do setlist. Os mega-chavões Livin' On a Prayer e You Give Love a Bad Name continuam lá, mas algumas faixas do excepcional álbum New Jersey garantem o clima de revival sem ser piegas. Perfeito para um domingo de sol saudosista.

Lembrem-se que se baixarem as músicas ilegalmente, devem apagar em 24 horas e comprar o cd.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Vision Divine - Destination Set to Nowhere


Fabio Lione ganhou projeção mundial e nos presenteou com sua poderosíssima voz no Rhapsody, banda que tem Luca Turilli como main man, surgida no auge da onda de metal melódico que dominou os anos 1990. Posteriormente, em 1998, iniciou um trabalho paralelo chamado Vision Divine, com uma proposta de um vigoroso power metal melódico com generosos toques de progressivo, mas com pegada e temática totalmente diferente do Rhapsody. 

Lione gravou os dois primeiros discos do Vision Divine e ficou ausente no período 2003-2008, retornando em 2009 com o álbum 9 Degrees West of the Moon e agora com Destinantion Set to Nowhere, que, além das músicas novas no disco 1,  traz no disco 2 as melhores porradas regravadas por esse grande vocalista.

Recomendadíssimo! Prepare um Dorflex, seu pescoço vai doer!



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Lunatica - Fables & Dreams (2004)


Paras os fãs de Nightwish, que de vez em quando são tomados pelo saudosismo, eis uma boa opção: os suíços do Lunatica. Os caras e a moça, Andrea Dätwyler (como se pronuncia isso pelamordedeus!), iniciaram com a banda em 1998, e esse Fables & Dreams é o segundo trabalho de estúdio, e foi produzido pelo badalado produtor Sascha Paeth.
A produção é realmente de primeiríssima, todos os instrumentos audíveis e muito bem colocados. As baladas são muito boas, mas quando o negócio é colocar peso, senti um pouco de falta de pegada por parte da banda. Apesar disso, vale o download...é 0800 mesmo né? Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

domingo, 11 de março de 2012

Charlie Parra - Procrastinacion (2011)


E seguimos descobrindo coisas na Net, garimpando aqui e ali, separando pedras sem valor de verdadeiras pepitas de ouro, e de vez em quando somos surpreendidos com trabalhos como Procrastinacion, do guitar hero peruano (isso mesmo, você não ouviu errado!).
Conheci Charlie Parra nos youtubes da vida (veja os vídeos abaixo) e posteriormente nos gúgols, encontrei esse trabalho autoral. O estilo é difícil de definir, alterna-se entre o rock clássico e o metal melódico, com toques satrianescos aqui e ali, sempre com destaque total para a guitarra e para o bom gosto nas melodias. 
O cara realmente sabe o que faz. Curtam no volume máximo e aterrorizem seus vizinhos funqueiros/pagodeiros/delícia delícia e companhia limitada!