quarta-feira, 11 de junho de 2008

Kiss Symphony - the DVD (2003)


Depois da moda dos acústicos veio a moda de tocar com uma orquestra. Apesar disso não ser uma grande novidade (o Deep Purple gravou com orquestra pela primeira vez no final dos anos 60), apenas recentemente essa moda tomou corpo e vários artistas de peso como Metallica, Scorpions, Dream Theater e Deep Purple (pela segunda vez) o fizeram . Em 2003 foi a vez do Kiss embarcar nessa viagem.

Kiss Symphony - the DVD é um dvd duplo altamente indicado para fãs. No primeiro disco está o show, e, bem, o que dizer de um show do Kiss? Muita produção com fogos de artifício, maquiagem, caras e bocas e só os grandes clássicos. O que a banda exagera no visual ela economiza no som, deixando apenas a essência do rock and roll, e exatamente por isso é que Paul Stanley (56), Gene Simons (59), Peter Criss (61) e Ace Frehley (57) (substituído nesse show por Tommy Thayer), formam um time sensacional, e juntamente com a orquestra de Melbourne realizaram um espetáculo memorável.


No segundo disco estão os bastidores, as reuniões de Paul Stanley e Gene Simons com o maestro David Campbell, os ensaios com a orquestra, a produção do palco, etc. É uma excelente chance para os fãs ficarem sabendo como é complicado realizar um espetáculo dessa natureza. Ali também é possível ver os empresários Paul e Gene trabalhando, sem máscaras, é claro. Os caras têm total controle sobre as suas músicas e chegaram onde chegaram (segundo a revista Veja, a fortuna de Gene é de 250 milhões de dólares) por que encaram tudo com muito profissionalismo e seriedade. Agora, quando eles colocam as máscaras, ah, aí é hora da festa começar!

Rock and roll all night, party ev'ry day!!!!!!!


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Europe - Live From the Dark (2005)

Já comentei neste blog sobre as reunions de vários dinossauros do rock e suas respectivas intenções nem sempre sinceras (leia-se caça-níqueis). Porém, eis aqui uma honrosa exceção que vale muito a pena ser citada: a volta do Europe.

Ícone do hard/hair/poser dos anos 80 e responsável por mega-sucessos como The Final Countdown, Carrie, Cherokee, dentre muitos outros, as músicas do Europe eram presença sempre garantida nas vitrolas das festinhas americanas, aquelas em que meninos levavam bebidas e meninas levavam comida.

Dissolvida no começo dos anos 90, a banda retornou em 2004 com o excelente álbum Start From the Dark e o registro dessa turnê deu origem ao dvd Live From the Dark, gravado ao vivo no lendário Hammersmith em Londres.

Um longo set passeia por toda a carreira da banda, com todos os clássicos incluídos, desde Seven Doors Hotel, do primeiro disco, passando por Wings of Tomorrow do segundo e Rock the Night do terceiro, além de praticamente todas as faixas do novo álbum.

É latente que a banda se renovou, mostrando agora músicas mais maduras, com riffs bastante pesados de John Norum (até um pouco desproporcionais para o hard rock) e a bela voz de Joey Tempest, que apesar de um pouco desgastada pelo tempo e pelos excessos de outrora, ainda é capaz de emocionar e embalar muitas histórias de amor por aí afora.

Baixe aqui o áudio do dvd e sinta o poder de fogo que a banda ainda tem pra mostrar! (Créditos do link para a Combe do Iommi).

sábado, 7 de junho de 2008

Rush - uma banda ou uma religião? Parte 1

O Rush é uma daquelas bandas que provoca reações extremas no público. Existem aqueles que odeiam e existem aqueles que amam, não há meio termo. Não há como ficar indiferente ao som produzido pelo power trio mais talentoso do mundo! (Essa já foi uma declaração de quem se enquadra na segunda opção).

O Rush instiga esse tipo de comportamento extremo no ouvinte e mesmo para os fãs, é preciso dedicação e persistência para continuar apreciando o som da banda, que muda constantemente. Desde a década de 70, onde as calças boca-de-sino com estrelas estampadas e os bigodões e os cabelos ensebados eram o ponto alto da moda, a banda vêm modernizando o seu som, passeando por várias tendências, do hard rock ao pop rock, passando pelo rock progressivo e sobrevivendo às décadas de 80, 90 e 2000.

Acho que o primeiro disco do Rush que ouvi foi a coletânea Chronicles, ainda em fita cassete, gravada para mim por um colega de escola em 1990. No ano seguinte, assim que saiu o Roll the Bones, adquiri o vinil, mídia ainda forte naqueles dias, e ouvia praticamente sem parar. Daí surgiu a vontade de aprender a tocar contra-baixo, inspirado no mestre das quatro cordas, Geddy Lee.

Talvez o maior legado do Rush para as outras bandas foi o fato de eles terem feito, durante toda a carreira, apenas o que quiseram, da forma que quiseram, sem nenhuma interferência externa, seja de gravadora, seja da mídia, ou seja lá de quem for. Quando quiseram fazer um som intrincado, com diversas partes e músicas com mais de 15 minutos de duração eles fizeram. Quando quiseram fazer um som mais tranquilo, beirando o pop, também o fizeram.

Para comemorar um ano de blog no ar, trago esta matéria, juntamente com meus sinceros agradecimentos a todos que de uma forma ou de outra, incentivaram a constante atualização deste blog. Parabéns para todos nós e...ladies and gentleman, from Toronto, Canada...RUSH!!!



Fase roqueira:

Nesta fase, o nariz de Geddy parecia estar mais proeminente, e, ao mesmo tempo em que ele abusava de sua cara de bruxa má, sua voz estridente alcançava agudos insuportavelmente altos, capazes de incomondar até mesmo uma lontra-marinha bêbada a doze quilômetros de distância. O cabelo de Alex Lifeson fazia o estilo poodle de madame, coisa linda, enquanto Neil Peart resolveu usar fartos bigodões. Brincadeiras à parte, o som era bem cru, com fortes influências das bandas de hard rock do começo dos anos setenta, músicas curtas e diretas ao ponto.


Rush (1974)
Disco de estréia da banda e o único a contar com o baterista John Rutsey, que saiu logo em seguida dando lugar a Neil Peart. Destaques: Finding My Way e Working Man.







Fly By Night (1975)
Destaques para Anthem, By Thor and the Snow Dog (apelidos de Geddy e Alex) e a faixa título, um grande sucesso nas rádios e uma das músicas mais executadas da banda até hoje.







Caress of Steel
(1975)
O tempero do progressivo (músicas longas e com várias partes) já se fazia presente neste que é o disco mais subestimado e pouco comentado da banda.







2112
(1976)
Aqui já se percebe o novo direcionamento que o Rush estava dando à sua carreira. Partes mais intrincadas com mudanças constantes de andamento fincavam o pé no rock progressivo. Porém, aqui os sintetizadores ainda não apareciam muito. Um disco conceitual e que representou a primeira grande ruptura de estilo da banda.




All The World´s A Stage
(1976) (ao vivo)
O primeiro registro oficial da performance ao vivo da banda. Uma marca do Rush foi sempre reproduzir no palco tudo o que faziam em estúdio, e melhor, com energia contagiante! Daqui em diante, o Rush seguiria sempre a mesma fórmula: a cada 4 discos de estúdio, 1 disco ao vivo.


Continua...

domingo, 1 de junho de 2008

Winger - Live in Tokyo (1992)


A primeira vez que ouvi Winger (isso deve ter uns dez anos) eu fiquei impressionado com a qualidade e com a energia da música dos caras, e quinze minutos depois já era fã da banda. Hard rock de primeiríssima qualidade, vocal cativante (Kip Winger), trabalho de guitarras brilhante (Reb Beach) e uma cozinha bem eficiente. Todo mundo deve conhecer pelo menos uma música dos caras, a balada Miles Away, que já foi tema das famosas e saudosas propagandas da Hollywood (alguém deixou de fumar por que foram proibidos aqueles comerciais?)

Pois bem, os caras lançaram três discos de 1989 a 1993 e depois deram um tempo. Em 2006 resolveram voltar e lançaram o quarto álbum, Winger IV. Recomendo todos os discos, porém, o primeirão é bem mais roqueiro, enquanto o segundo é bem mais melódico e o terceiro já é mais moderninho, mas ainda muito bom.

O registro aqui é de um show realizado em 1992 no Japão (bootleg), onde tinham (e ainda têm) muitos fãs e onde é possível apreciar toda a energia da banda ao vivo. Kip Winger dá tudo de si, rasga os vocais com intensa paixão, enquanto Reb Beach, no auge de sua juventude (o cara está atualmente no Whitesnake) arranca lágrimas de quem tem uma mínima noção de como é difícil tocar guitarra, com solos inspiradíssimos cheios de emoção e bases poderosas.

O que posso dizer mais? Ouçam antes de morrer!!!!!! Clássicos para a sua eterna juventude! Rock and Roll never dies!

Baixe aqui! (créditos para a Combe do Iommi)

sábado, 31 de maio de 2008

Lauren Harris

O Iron Maiden passou pela terra brasilis em sua mais recente turnê (Somewhere Back in Time Tour) e trouxe a tira-colo uma banda de abertura que leva o nome de uma moça, Lauren Harris. Perae, Harris? Sim, isso mesmo, a menina é filha do homem!

Juntamente com sua banda (destaque para o excelente guitarrista), promoveu o lançamento de seu novo álbum, Calm Before the Storm. Trata-se de um pop-rock açucaradinho e bem insosso pro meu gosto, mas, temos que perder alguns minutos ouvindo, afinal de contas, trata-se da herdeira do clã dos Harris!

Melhor do que ouvi-la é vê-la! Veja se concordam comigo conferindo algumas fotos da moça!