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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Kiss - Rock and Roll Over (1976)



A minha relação com o Kiss foi interessante. Tinha uma visão que acredito que a maioria das pessoas que foram jovens na década de 80 tem: grandes concertos, maquiagem, salto alto, pirotecnia, cuspe-sangue, enfim, uma dose altíssima de "poser" passando até à frente da música.

Gostava de poucas músicas, mas no geral, Paul Stanley, Gene Simmons & Cia não me agradavam muito. Tive que conhecer o passado para apreciar o futuro, interessante isso. Descobri que a banda era bem diferente na década de 70, quando praticavam um rock and roll bastante puro, às vezes até tosco, de tão puro.

Recomendo que você, caro leitor, que também tem uma visão de que a banda prima mais pela imagem do que pela música, comece a conhecer os discos mais antigos, principalmente com a formação clássica, que ainda contava com os talentosíssimos Ace Frehley (guitarra e vocal) e Peter Criss (bateria e vocal).

Minha sugestão por hora é Rock and Roll Over, quinto trabalho de estúdio da banda, e, apesar das músicas desse álbum serem raramente tocadas pela própria banda, com exceção de Calling Dr. Love, vez ou outra eles resgatam uma que é a minha preferida nesse trabalho, a mega-ultra balada Hard Luck Woman (cantada por Peter Criss). Ouça essa música (abaixo a versão do acústico Mtv, que apesar de ter Paul Stanley nos vocais, é bem fiel à versão original) e mude o seu conceito sobre esses mascarados.



Pau na máquina! (ui, assim o Paul se apaixona...)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Kiss My Ass - Vários Artistas (1994)


Tributos se tornaram uma praga em meados da década de 90 e início dos anos 2000. Falta de criatividade dos artistas ou apenas sede de dinheiro das gravadoras? Não se sabe ao certo, mas, o fato é que foram lançados alguns tributos muito bons e outros nem tanto. Separar o joio do trigo nem sempre é fácil, e trago para vocês um tributo que descobri recentemente, e que, se não é original na questão da banda escolhida (existem dezenas de tributos ao Kiss!) , fugiram do lugar comum pelo menos na reunião dos músicos e na escolha do repertório.

Quando você sonharia em ouvir Lenny Kravitz e Stevie Wonder cantando juntos o mega-clássico Deuce? Ou Garth Brooks (artista country americano), Extreme ou Lemonheads interpretando canções lado-B da banda?

Google it!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Kiss Symphony - the DVD (2003)


Depois da moda dos acústicos veio a moda de tocar com uma orquestra. Apesar disso não ser uma grande novidade (o Deep Purple gravou com orquestra pela primeira vez no final dos anos 60), apenas recentemente essa moda tomou corpo e vários artistas de peso como Metallica, Scorpions, Dream Theater e Deep Purple (pela segunda vez) o fizeram . Em 2003 foi a vez do Kiss embarcar nessa viagem.

Kiss Symphony - the DVD é um dvd duplo altamente indicado para fãs. No primeiro disco está o show, e, bem, o que dizer de um show do Kiss? Muita produção com fogos de artifício, maquiagem, caras e bocas e só os grandes clássicos. O que a banda exagera no visual ela economiza no som, deixando apenas a essência do rock and roll, e exatamente por isso é que Paul Stanley (56), Gene Simons (59), Peter Criss (61) e Ace Frehley (57) (substituído nesse show por Tommy Thayer), formam um time sensacional, e juntamente com a orquestra de Melbourne realizaram um espetáculo memorável.


No segundo disco estão os bastidores, as reuniões de Paul Stanley e Gene Simons com o maestro David Campbell, os ensaios com a orquestra, a produção do palco, etc. É uma excelente chance para os fãs ficarem sabendo como é complicado realizar um espetáculo dessa natureza. Ali também é possível ver os empresários Paul e Gene trabalhando, sem máscaras, é claro. Os caras têm total controle sobre as suas músicas e chegaram onde chegaram (segundo a revista Veja, a fortuna de Gene é de 250 milhões de dólares) por que encaram tudo com muito profissionalismo e seriedade. Agora, quando eles colocam as máscaras, ah, aí é hora da festa começar!

Rock and roll all night, party ev'ry day!!!!!!!


sexta-feira, 7 de março de 2008

Kiss - mestres do merchandise

Todo cidadão que se interessa por rock já ouviu falar do Kiss. Aqueles mascarados, um que só fica mostrando a língua, o outro que só fica rebolando, etc, etc... e tocam aquela música: "I wanna rock and roll all night..." pois é, são eles mesmo. Qualquer um que veja uma apresentação do Kiss percebe que eles são mestres na arte de se auto-promover e de se auto-endeusar, mas, o que muitos talvez não saibam é que, além de suas performances ferozes no palco, o Kiss também vêm se mostrando feroz no licenciamento de produtos que utilizam o seu nome.

A lista de produtos é muito grande e vou mostrar aqui alguma coisa que encontrei na grande rede. Vejam só isso:

Bonecos de pano


Jogo de Damas


Camisinha



Cosméticos


Uma espécie de Banco Imobiliário


Avental


Botas do Paul Stanley



Bola de boliche


Mesa (custa apenas 500 dólares)

E pra fechar a conta e passar a régua (literalmente!), por uma bagatela de 4.000 dólares, o fã mais ardoroso pode levar a banda para a eternidade, adquirindo o caixão do Kiss, que serve também de freezer para gelar uma cervejinha enquanto o sujeito não bate as botas. Não é o máximo?