domingo, 25 de janeiro de 2009

Oficina G3 - Depois da Guerra (2008)


Todos os anos, no mês de janeiro, acontece nas areias da Praia da Costa (Vila Velha-ES), o Jesus Vida Verão, o maior evento gospel do litoral brasileiro. Já tive a oportunidade de assistir a várias edições deste festival, pela curiosidade e pelo prazer de escutar bandas ao vivo, mesmo que o gospel não seja meu estilo favorito.


Apesar disso, aprecio muito bandas que fazem o chamado rock gospel, coisa muito rara no evento acima citado, e sempre me perguntava: por que não trazem o Oficina G3? Aprecio o trabalho dos caras desde o começo, na década de 90, principalmente o talento de Juninho Afram, guitarrista da banda, e álbuns como Nada É Tão Novo Nada É Tão Velho e Indiferença, que são excelentes trabalhos, referências no estilo até hoje.


Eis que no ano passado meu desejo foi atendido, e, pela primeira vez, pude assisti-los ao vivo, na edição 2008 do Jesus Vida Verão. Confesso que não me empolguei muito com o show, mas, a culpa não foi da performance dos caras. O disco que eles estavam divulgando era muito baladeiro, meloso demais para o meu gosto. Mas, esse era o redirecionamento que eles haviam dado ao seu som, já há quase dez anos.


No encerramento da edição 2009 do evento, os caras retornam, e pra minha surpresa, com uma pancada certeira na orelha de todo mundo. Ah, e com uma grande novidade, um novo vocalista, Mauro Henrique, que tem uma pegada bastante agressiva e berra com vontade. O som foi totalmente renovado, e não só retornaram ao rock de outrora como introduziram muito mais peso, mas muito peso mesmo!
Procurei imediatamente ouvir o disco mais recente deles, chamado Depois da Guerra, e percebi que eles não estavam mesmo pra brincadeira. Juninho sola furiosamente como no passado, além de uma pegada nas bases a la Zakk Wylde, e em alguns momentos parecendo até nu-metal (devido a afinação baixa da guitarra, sensacional!), solos de teclado, enfim, porrada comendo solta!


Duvidam? Confiram aqui então!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Whitesnake - Monster of Rock Live (1990)


Em 1989 o guitarrista do Whitesnake machucou o punho pouco antes do início das gravações do álbum Slip of the Tongue. Era Adrian Vandenberg, exímio músico e compositor, e para substituí-lo, convidaram um tal de Steve Vai. Bem, o resto é História...

Pois então, assim que Vandenberg se recuperou, a banda voltou a ter dois guitarristas, e completavam a formação Tommy Aldridge na bateria, Rudy Sarzo no baixo e Dave Rosental nos teclados, além é claro, de Mr. Coverdale.

Monster of Rock Live é um bootleg que registra um show da turnê do referido álbum que a banda fez em Donnington, Inglaterra, e podemos apreciar como era o clima dos caras com essa formação, que durou muito pouco tempo, já que nesse mesmo ano Steve estaria lançando seu segundo álbum solo, Passion and Warfare, justamente o mais importante em sua carreira.

A performance da banda é de tirar o fôlego. Steve avacalha um pouco quando resolve soltar seus animais de estimação (quem não conhece seus gatos, cavalos e outras criaturas que ele faz com a guitarra?), mas, mesmo assim, o show é excelente, e não tinha como ser diferente com uma formaçao dessas. Tudo está a mil por hora, tenha isso em mente, era ainda a época forte do laquê e da purpurina, basta reparar nos cabelos da foto abaixo.


Steve dá um show à parte e mostra duas músicas do seu mais recente trabalho solo (naquela época), For the Love of God (clássica!) e The Audience is Listening. Coverdale baba bastante o ovo dele, mas acho que não é novidade pra ninguém a atração que este senhor tem por guitarristas jovens, cabeludos e habilidosos (que maldade, mas repare na foto acima novamente...)



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sirenia - The 13th Floor (2009)



Intenso. Se fosse possível resumir The 13th Floor, o novo trabalho do Sirenia em uma única palavra, esta seria a mais adequada. Metal gótico com vocal feminino se tornou algo banal, por vezes enjoativo, devido ao grande número de bandas que resolveram sair do armário e pegar o vácuo de legítimos gigantes do estilo como Nightwish e legítimas farsas (porém com toda mídia) como Evanescence (por onde anda esse povo?). Contudo, de vez em quando somos surpreendidos com trabalhos como esses, feitos com coração por quem realmente respira o gothic way of life.


Desta vez o ex-Tristania e faz-tudo-da-banda, Morten Veland, caprichou pra valer. Os climas sombrios, por vezes tétricos, criados quase sempre por vocalizações poderosas de coros masculinos e intervenções guturais contrastados pela bela voz de Ailyn (olha a foto da moça abaixo...que cintura é essa meirmão!) vão caminhando melodicamente para refrões grandiosos, conduzidos por uma guitarra bastante pesada e camas de cordas e teclados.



Um trabalho para ser apreciado no seu todo, as composições inspiradas, a execução impecável e a produção primorosa. Dá gosto de ouvir um trabalho com um nível de profissionalismo que não deixa nada a desejar aos maiores artistas de outros gêneros musicais. Metal é coisa muito séria, ainda mais na Noruega.

Baixando!


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

True Symphonic Orchestra - Concerto in True Minor (2008)


Um projeto audacioso juntando um cantor de rock, JAMES LABRIE (Dream Theater) e dois tenores mundialmente famosos (isso quer dizer, menos no Brasil), THOMAS DEWALD e VLADIMIR GRISHKO. Na verdade trata-se de uma versão roqueira dos 3 tenores, que reuniu no passado três gigantes da música clássica, Plácido Domingo, Jose Carreras e Luciano Pavarotti (R.I.P.).

Luciano era o mais pop dos três tenores, tendo participado de gravações com U2 e outros artistas, mas deve ter se virado no caixão ao ouvir isso...ehehehe. Estou dizendo que o disco é ruim? De forma alguma, caso contrário, não perderia meu tempo comentando aqui, mas, acho que para transitar nesse universo clássico é preciso ter muito cuidado. Eu explico.

As versões das músicas aqui interpretadas já tinham recebido versões praticamente irretocáveis anteriormente, por diversos artistas de peso como Andrea Bocceli, Pavarotti (esse de peso mesmo!), Frank Sinatra, entre outros, e tentar reiventá-las é uma tarefa árdua e perigosa, mas louvável ao mesmo tempo, pela coragem de quem se propõe a fazê-lo.

Os tenores não decepcionam, mandam realmente bem. LaBrie dá conta do recado, mas, dá umas deslizadinhas aqui e acolá. Temos que dar um desconto, ele está pisando em um terreno desconhecido.

À serguir, um breve comentário sobre algumas músicas:

Nessun dorma é um clássico e foi imortalizada por Luciano Pavarotti. Aqui ganhou uma versão rock meia boca, devidamente destruída pela banda, e por LaBrie, que começa bem mas dá sua escorregada clássica no final. A versão do Manowar é bem superior.

My Way é um clássico do repertório de Frank Sinatra, e aqui ganhou uma versão Dream Theater, interpretada por LaBrie. Ficou boa, mas prefiro a versão do Sex Pistols, apesar de menor em qualidade, é muito maior em personalidade.

Singing in the Rain era o tema de Fred Astaire no clássico homônimo de Hollywood. Aqui, foi devidamente destruída, como essa banda é sem noção!

Memories, do musical Cats, fica muito boa na voz de LaBrie, mas a banda f... tudo quando resolve quebrar demais o andamento. Holy shit!!! Quem contratou esses caras?

La Donna e Mobile ganhou uma versão thrash (OMG!) e...ficou literalmente um lixo!

O Sole Mio ganhou versão prog metal. Ficou interessante, mas fica a sensação de um corre pra lá e outro corre pra cá, ehehehehe. Um verdadeiro caos.

Dein Is Mein Ganzes Herz é desconhecida pra mim, mas, apesar disso, achei que foi a primeira vez no álbum que a banda e a orquestra se entenderam com os cantores. Muito boa!

Em Funiculi Funicula voltam a acertar a mão! A música naturalmente pede um andamento metal! Boa!

Brazil é outra que detona! Pena que só dura um minuto e pouco...

Enfim, vale a pena o download para os fãs de LaBrie e para os de mente aberta, bem aberta, quase um traumatismo craniano.

Download por minha conta e risco (estou avisando hein...)


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Black Sabbath - Forbidden (1995)


Execrado pela maioria como um dos piores discos que o Black Sabbath já gravou, Forbidden, último disco de estúdio gravado pela banda, apresenta uma boa qualidade, e foi muito injustiçado, inclusive por mim.


Comprei o disco assim que ele saiu, em 1995, empolgado pelo petardo Cross Purposes, lançado no ano anterior. Pois bem, assim que cheguei em casa com o cd nas mãos (sim, eu sou da época em que se compravam cds...), coloquei-o pra rodar, bastante ansioso e com grandes expectativas.


Foi pior que um balde de água fria. Achei tudo muito ruim, e com exceção das semi-açúcaradas Can't Get Close Enough e I Won't Cry For You , nada me agradou pra valer. Tentei ouvir o cd algumas vezes depois, afinal de contas, quando a gente compra um cd, a gente se esforça pra gostar, mas, foi em vão.


Hoje, quase quinze anos depois (meu Deus!), coloquei o cd pra rolar enquanto dirigia. Nada como uma década e meia para aprimorar o faro metálico, achei o cd bem constante e com músicas no mínimo interessantes. É verdade que nenhuma consegue empolgar, e fica uma sensação de sobras de estúdio do Cross Purposes.


Apesar disso, considero válido o download para aqueles que não completaram sua coleção sabbathiana, e também para aqueles que curtem o trabalho dos integrantes da banda, naquela ocasião formada por ninguém menos que Cozy Powell (R.I.P.), Neil Murray e Tony Martin, além, é claro, da figura mais misteriosa do mundo do rock, o tecladista Geoff Nichols (será que ele existe mesmo? em qual banda ele tocou além do Sabbath?).


Um outro fator que torna Forbidden um disco necessário à sua coleção é que foi o último registro (até agora) de um long play da banda no estúdio. Depois dele, Sir. Iommi envolveu-se com os Retornos das duas formações mais fuderosas da banda, a original com Ozzy e a posterior, com R. J. Dio, essa bem recentemente.


É isso galera, bom 2009 com muito rock and roll na orelha!