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terça-feira, 19 de julho de 2011

Wizards - s/t (1995)


Não é muito frequente, mas às vezes tenho orgulho de ser brasileiro. Não canso de repetir que produzimos  o melhor heavy metal do mundo, e quando pego um material um pouco mais antigo como esse primeiro petardo do Wizards, eu reforço ainda mais essa convicção.

A turma é de São Paulo, liderada pelo excelente vocalista Christian Passos e o talentoso guitarrista Cadu Averbach, as influências são variadas, mas o estilo próprio da banda sobressai sempre, ficando difícil de classificar o som, mas o mais próximo seria metal melódico, apesar da pegada hard de vários integrantes.

Recomendo toda a discografia dos caras, esse aqui é só um aperitivo, juntamente com a apresentação dos caras na abertura do Stratovarius no Brasil em 1998.



quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Wizards - Sound of Life (1996)


Celebridades no Japão, mas pouco conhecidos por aqui, os paulistanos do Wizards frequentam quase sempre aquelas famosas listas dos mais injustiçados do rock. Com toda razão, pois os caras destilam um hard/heavy primoroso e com um toque de originalidade inigualável, e não receberam até hoje o merecido destaque na mídia (mesmo na especializada).

O segredo do sucesso e do carisma do Wizards gira em torno do vocal agudo porém aveludado de Christian Passos e do timbre refinadíssimo da guitarra de Kadu Averbach, e neste Sound of Life, segundo trampo da banda, a qualidade da gravação está bem superior a do primeiro, o que deixa claro a evolução da rapaziada. Não tem como um SAMP (ser-apreciador-de-música-pesada) não se empolgar com verdadeiras pérolas de hard/heavy como Psycho Maze, I Believe, Promise of Love, etc, etc. O disco é perfeito, só tendo um único defeito: é curto demais! algo em torno de trinta minutos.

Vale muito o download. Eu tenho o cd, por que há muito tempo, existia um disco de plástico prateado chamado compact disc bla bla bla...ah, isso já virou lenda.

Down!

domingo, 4 de novembro de 2007

Wizards - Beyond the Sight (1998)

Antes de escrever alguma coisa sobre uma banda ou sobre um disco, costumo dar uma olhada no que já foi escrito à respeito. Entre as várias resenhas que pesquisei, quase todas afirmavam a mesma coisa: a banda paulistana Wizards é a mais injustiçada do metal nacional.

A injustiça a qual todos se referem se deve ao fato de que sobra talento para Christian Passos (voz) e Kadu Averbach (guitarra), principais integrantes da banda, que iniciou suas atividades em 1992, embora eles nunca tenham obtido o merecido reconhecimento. Christian é dono de uma voz bastante versátil, que passeia de médios rasgados até agudos andrematianos, enquanto Kadu é um guitarrista diferenciado, pois alia técnica a melodia em um estilo próprio, inconfundível.

O primeiro álbum, Wizards, veio em 1995, e alcançou grande sucesso no Japão. O segundo, Sound of Life, saiu em 1996 e estourou a banda no mercado nacional, devido à balada Promise of Love, muito executada nas rádios e até em programas de televisão. À essa altura, eram mega-stars no Japão. Em 1998, lançaram o fenomenal, estupendo, vigoroso, Beyond the Sight, e, mais uma vez, ironicamente, o melhor trabalho não obteve o resultado esperado, principalmente devido a péssima divulgação feita pela gravadora.

Dessa forma, passaram despercebidas do público em geral, e mesmo do público roqueiro, jóias como Thunderbolt, Shine (um tributo mais do que justo a sua principal influência, o Helloween), I don´t Give a Damn, The Play e Shadows and Light. O estilo ainda é o mesmo, metal melódico com fortes influências hard, mas o Wizards nunca lança um disco igual ao outro, sempre adicionando novos elementos, com destaque absoluto para as melodias vocais, muito bem construídas e perfeitamente executadas por Christian. Nesse álbum os teclados estão bastante presentes, crédito para Charles Dalla, figura muito conhecida no cenário nacional.

Ouça e tire suas próprias conclusões... sem querer interferir e já interferindo, quem me conhece sabe o que eu penso: o Brasil produz a música mais original e criativa do mundo, em todos os estilos, inclusive neste que ele não criou, o tal de rock and roll.

See ya!