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terça-feira, 7 de junho de 2011

Sepultura - Kairos (2011)


Olha que bonito:

Na mitologia grega, Kairos(καιρός, “o momento certo” ou “oportuno”) é filho de Khronos, que é o deus do tempo e das estações. Ao tempo existencial os gregos denominavam Kairos e acreditavam nele para enfrentar ao cruel tirano Khronos. Na filosofia grega e romana é a experiência do momento oportuno.

Enquanto Khronos refere-se ao tempo cronológico, ou seqüencial, o tempo que se mede, Kairos é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece, a experiência do momento oportuno. É usada também em teologia para descrever a forma qualitativa do tempo, o "tempo de Deus", enquanto khronos é de natureza quantitativa, o "tempo dos homens".

Legal né? Pois não espere achar nada bonito no novo trabalho do Sepultura...é pancada do início ao fim.
Mas sabe de uma coisa? É o melhor da fase Derek Green na minha modesta opinião. Deixaram de lado certos experimentalismos e acertaram a mão no thrash que os consagrou, no momento oportuno, ou seja, no seu tempo Kairos. Sacaram? Destaque para a faixa título, que vai emocionar os fãs (me incluo na lista) da fase Roots.


Down!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cavalera Conspiracy - Inflikted (2008)

Desde 2006, quando Igor Cavalera deixou o Sepultura, começaram a surgir boatos de que a maior banda de metal brasileira de todos os tempos voltaria à sua formação original. Prontamente negada pelos atuais integrantes, a reunião de fato (ainda) não foi concretizada, mas, os irmãos Igor e Max resolveram fazer um som juntos novamente. O projeto, que inicialmente seria chamado de Inflikted, foi rebatizado de Cavalera Conspiracy, pois Inflikted já estava registrado.

Inflikted ficou sendo então o nome do disco, e o mesmo apresenta uma mistura de tudo que os irmãos Cavalera já fizeram, juntos no Sepultura ou apenas por parte de Max, no Soulfly. Quem esperava muita batucada, o que seria uma continuação da tendência Chaos A.D. e Roots, assim como eu, quebrou a cara. Inflikted, Must Kill e Bloodbraw lembram Sepultura da fase Roots, enquanto Sanctuary e Terrorize parecem com a fase Arise. Já Ultra-violent e Nevertrust têm um toque de Korn inegável.

No geral, o trabalho é bastante cru, isto é, passa a impressão que os caras se reuniram e disseram: "Então, vamos fazer um som? Bora! Um, dois, um, dois, três, quatro!" As músicas, com honrosas exceções, estão bem relaxadas, isto é, descompromissadas e direto ao ponto, sem rodeios, introduções, longos solos, passagens acústicas, etc. A guitarra está muito pesada, com uma afinação muito baixa, como já estava sendo utilizada no Roots.

No mais, Max continua berrando como um louco, Igor continua batendo esquizofrenicamente e é isso aí, esperamos um dia poder ouvir o Andreas junto com eles também, solando como um alucinado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Overdose - de Belo Horizonte para o mundo!

Na alvorada do metal nacional, impulsionado fortemente pelo show do Kiss em 1982 e pelo grande sucesso do Rock in Rio em 1985, foi criada em Belo Horizonte aquela que viria a ser a maior gravadora underground do Brasil, a Cogumelo. Para o disco de estréia, a gravadora convidou o Overdose, a esta altura com um certo prestígio no cenário metal, mas, que não possuía músicas suficientes para gravar um disco inteiro. A solução foi chamar o Sepultura e o resultado foi o lendário split Século XX (lado A)/Bestial Devastation (lado B), que foi muito bem recebido pelo público e vendeu 15.000 cópias, um estouro para a época.

Fora da Cogumelo por problemas contratuais, a banda resolve produzir o seu próprio trabalho, e o resultado foi o sofrível Conscience (1987), que tinha sérios problemas técnicos e ainda mostrava uma banda imatura, cantando em português coisas bem inocentes como "Enquanto aquela estrela brilhar no azul do céu o Heavy nunca vai parar de rolar".

De volta à Cogumelo, e apresentando o seu novo baterista, André Márcio, então com 14 anos, o Overdose escreveu seu nome no hall da fama das grandes bandas nacionais com o estrondoso álbum You´re Really Big (1989). O guitarrista Claudio David está simplesmente arrasador nesse trabalho, detonando bases marcantes e solos inspiradíssimos, como em Nuclear Winter (que música!). Segundo o site MetalBlazer, o Overdose tocou incansavelmente por todo o Brasil nessa época (inclusive no Teatro Carmélia, em Vitória!). A banda figurou como umas das melhores em várias publicações especializadas do Brasil e recebeu novamente comentários altamente favoráveis em revistas de todo o mundo. A revista inglesa Metal Forces, por exemplo, considerou o Overdose a melhor banda do Brasil musicalmente falando e Cláudio David, disparadamente seu melhor guitarrista. Nessa época o Overdose abriu os shows do Testament no Brasil.

No ano seguinte a banda lançou Addicted to Reality (1990), pra mim, o melhor da carreira dos caras. A banda está tocando muito pesado, mas as melodias fluem de uma forma natural, com Claudio David ainda mais técnico e preciso, auxiliado pelo igualmente preciso baixista Fernando Pazzini, que deixaria a banda após a turnê do Addicted. São desse disco pérolas como Night Child, Pain, Your Way e a fantástica Great Dream, que encerra o álbum.

A banda passaria então por grandes mudanças. Para o lugar de Fernando, que não concordava com o direcionamento thrash que a banda estava adotando, foi chamado Eddie Weber, e um segundo guitarrista foi adicionado, Sergio Cichovicz. Os discos seguintes foram Circus of Death (1992), Progress of Decadence (1994) e Scars (1996) onde a banda mostra um thrash de primeira, abrasileirado, com um jeitão próprio, e até com algumas batucadas. A carreira internacional se tornou uma realidade e a banda realizou muitos shows nos Estados Unidos.

Para quem curte thrash, recomendo fortemente os últimos três discos citados, e para quem curte metal melódico, recomendo o dois anteriores. Para quem curte metal de qualidade, e melhor ainda, made in Belzonte, recomendo todos! Boa diversão!