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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Kamelot - Ghost Opera (2007)


Qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento do mercado musical sabe que os Estados Unidos há muito deixaram de ser um bom mercado para o rock, muito menos para o metal. Apear disso, algumas bandas norte-americanas continuam carregando a bandeira do metal bravamente. Uma delas é o Kamelot, domiciliado no estado da Flórida.

O Kamelot já possui uma carreira bem sólida, e a sua discografia é a seguinte: Eternity (1995), Dominion (1996), Siege Perilous (1998), The Fourth Legacy (2000), The Expedition (2000), Karma (2001), Epica (2003), The Black Halo (2005), One Cold Winter Night (2006) e Ghost Opera (2007). Mark Vanderbilt foi o primeiro vocalista e gravou Eternity e Dominion e quando saiu, a banda ficou meio sem rumo e parecia que o final seria inevitável. Eis que entram em cena Roy Khan (ex-Conception) e Casey Grillo.

A diferença entre o primeiro vocalista e o estreante Khan fez-se perceber nos primeiros acordes de Siege Perilous. Enquanto Mark Vanderbilt adorava agudos estridentes, o que invariavelmente comprometia sua interpretação, Roy Khan navegava por mares mais seguros, permanecendo na praia dos médios e graves, porém, com extrema competência.

A estabilidade na formação fez muito bem ao Kamelot, e graças a ela, Thomas Youngblood (guitarra), Roy Khan (voz), Glenn Barry (baixo), David Pavlicko (teclados) e Casey Grillo (bateria) continuam se superando a cada novo trabalho. Depois do excelente The Black Halo, que rendeu um cd e dvd ao vivo chamado One Cold Winter Night, Thomas Youngblood & Cia voltam com um trampo ainda mais complexo em termos de produção, com muitas partes orquestradas (ouça a belíssima Anthem), samplers, vocais líricos, intermissões acústicas (eita!).

Um trabalho complexo, para ser apreciado como um todo, e não apenas uma música isoladamente. Alguns blogs compararam esse play do Kamelot com o primeiro disco solo da Tarja (ex-Nightwish), mas , Ghost Opera só tem ópera no nome, pois a guitarra de Tom come solta o tempo todo!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Kamelot - Siége Perilous (1998)



A década de 90 foi inundada com centenas de bandas de metal melódico vindas de todos os cantos do mundo. Desde a congelada Finlândia até a Espanha, passando pela Alemanha, cada páis tinha o seu representante num estilo que ficou marcado por guitarras ultravelozes, muitos teclados, baterias ultravelozes e vocalistas afetados, atingindo notas muito altas, não raro recorrendo a falsetes e claro, refrões grudentos, que já na primeira audição, recusavam-se a sair da cabeça do ouvinte.

Em 1998, o Kamelot, banda norte-americana liderada pelo guitarrista Thomas Youngblood, lança o seu terceiro disco, apresentando o seu novo vocalista, Roy Kahn, que, de uma certa forma, nadou contra a maré das bandas que estavam em evidência naquela época. Kahn cantou em um tom de voz médio, sem fazer nenhum agudo.

O disco é muito bem produzido, trazendo teclados na medida certa para o estilo, ou seja, lado a lado com a guitarra, bateria e baixo bem marcados, numa levada coesa, com poucos bumbos (quanto mais bumbo, mais veloz) mas muita melodia. Os refrões, apesar de muito bem construídos, não são grudentos e as músicas como um todo precisam ser ouvidas mais de uma vez para serem devidamente apreciadas.

A temática do Kamelot, assim como a arte gráfica, nos remetem para a Idade Média, e claro, o som também se integra perfeitamente a essa proposta. Coerência, é o que você vai encontrar nesse fantástico trabalho de Youngblood e cia, com destaque para Once a Dream, Irea e para a aula de metal melódico da última faixa, a instrumental Siége, grandiosa, magnífica!

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