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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pearl Jam - Vitalogy (1994)


O Pearl Jam, juntamente com Nirvana, Soundgarden e Alice in Chains, foram responsáveis pela última grande revolução da música rock até o momento. Os cabelos ensebados, as bermudas xadrez e os coturnos de Seattle monopolizaram a Mtv no início dos anos 90, portanto, o mundo da música pop.

Desses quatro, apenas dois estão na atividade atualmente, Pearl Jam e Alice in Chains, mas só o primeiro nunca encerrou suas atividades, lançando Backspacer recentemente, seu décimo disco de estúdio. Mas, quero falar sobre o terceiro disco da banda, o raivoso Vitalogy.

Ao longo desse tempo todo, a banda, e principalmente seu líder, Eddie Vedder, se tornaram verdadeiros ícones, respeitados por quase todo mundo, mesmo por quem não aprecia o seu som, mas o faz pelo tempo de estrada dos caras. Ultimamente, porém, acho que a banda não está acertando mais a mão. O antes energético Vedder agora canta quase chorando, um choro melancólico, e a banda, igualmente energética em outrora, passeia por temas ora alternativos demais, ora comerciais demais.

Vitalogy traz a banda em sua melhor forma, agressiva, afiada e precisa na destilação de toda sua raiva, característica do som de Seattle que tomou o mundo de assalto há quase duas décadas. É verdade que Vedder canta choroso aqui também, mas é um choro de ódio! Ouça por exemplo a excepcional Not For You. Outros grandes momentos do disco são Last Exit, Corduroy, Spin the Black Circle, Whipping, entre outras.

Existem duas baladas, Nothing Man e Betterman, que são bonitas, apesar de um pouco chorosas, mas que não chegam a comprometer o trabalho, composto por 14 faixas, o que hoje está muito abaixo da média de baladas da banda.

Em tempo para uma curiosidade, a capa do disco, como a arte do encarte, é inspirada em um livro de medicina dos anos 20. Veja abaixo:



sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Alice in Chains - Jar of Flies (1993)

No começo dos anos 90, o mundo da música (e até por que não dizer, o mundo todo!) foi tomado de assalto por um bando de adolescentes mal-trapilhos, de cabelos ensebados, bermudão xadrez, coturno e aparência aborrecida, empunhando guitarras barulhentas e nem sempre afinadas. Esse movimento foi chamado de grunge, e a cidade na qual ele surgiu foi Seattle nos Estados Unidos.

Os apreciadores do rock clássico de Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath e congêneres setentistas costumam ter princípios de úlceras gástricas só de ouvir falar em bandas vindas da gélida Seattle, mas, convenhamos, não é bem assim. A razão desse verdadeiro asco que os roqueiros mais conservadores (se é que isso é possível) nutrem pelo grunge se explica em parte pelo fato da quase totalidade dessas bandas não contarem com um bom guitarrista em suas formações, e, consequentemente, as músicas não costumavam ter solos de guitarra, um verdadeiro balaústre (não sabe? olha no google!) do rock clássico.

Vejamos: Nirvana tinha guitarrista? Não me lembro...tinha? Pearl Jam tinha guitarrista? Tinha, e dois!!! Sabiam? É, os caras são até esforçados...

Pois é, talento na guitarra não era muito comum nas formações daquelas bandas...mas, a honrosa exceção é o assunto deste post: o Alice in Chains contava com Jerry Cantrell! O cara mandava muito bem, tinha muita noção do instrumento e mandava solos inspirados, com personalidade.

O grande sucesso da banda foi o disco de estréia, Facelift (1991), graças ao estrondoso hit radiofônico Man in the Box, cantado em uníssono pela galera que lotou o memorável show da banda no Hollywood Rock realizado no Brasil em 1992, mas, gostaria de destacar o terceiro álbum da banda, lançado no final de 1993, e que teve pouca visibilidade na mídia: Jar of Flies.

Na minha modesta opinião, Jar of Flies não só é o melhor disco do Alice in Chains, mas também o melhor disco já lançado por uma banda grunge, exatamente pelo fato deles terem se distanciado do padrão de barulheira e rebeldia sem causa estabelecido pelo Nirvana com o arrasa-quarteirão Nevermind, aquele do bebê nadando atrás de um dólar.

Em Jar of Flies, o Alice Chains nos mostra músicas mais alegres, contrariando o padrão de melancolia característico da banda nos álbuns anteriores. Além disso, são acrescentados violinos (ou violas, desculpem minha ignorância orquestral...) e o disco como um todo tem um clima de acústico, bem intimista. Vale muito a pena! O melhor disco das bandas de Seattle com certeza!

Link: http://rapidshare.de/files/2922359/aicjof.rar.html.

Fonte: utopiafpernas.blogspot.com.