James LaBrie consolidou sua carreira como vocalista à frente da maior banda de metal progressivo da atualidade, o Dream Theater, mas vem se destacando com seus trabalhos paralelos desde 1998 e solo desde 2003.
As diferenças deste Impermanent Resonance para o trabalho desenvolvido no Dream Theater é evidente: as músicas são mais curtas, mais diretas, flertando de forma sutil com o som de bandas mais atuais, e claro, LaBrie tem o destaque total nas canções. No Dream Theater ele tem que dividir as atenções com quatro talentos (e egos) muito fortes.
Eu gosto de Dream Theater, mas entendo quem não gosta. É muito barulho, muita "confusão" para os ouvidos não treinados, mas, acima de tudo, é muita exibição do tipo "sou foda por que consigo solar 3 quatrilhões de notas por minuto".
Mas o real motivo da minha predileção por esta banda não está em nada disso, e sim, na sua capacidade de surpreender, de inovar e de se reinventar a cada lançamento. Eu não sei se essa bagaça aqui é oficial, mas posso garantir que o material é muito bom, principalmente por que mostra um DT calmo, acústico e reflexivo, bem diferente do que estamos acostumados a ouvir.
Perfeito para uma madrugada de insônia. Podem acreditar.
Mike "monstro" Portnoy anunciou ano passado que estava deixando o Dream Theater. A banda levou um tempo para assimilar o choque, afinal, foram 25 anos tocando juntos, e como o próprio Petrucci declarou, eles eram mais do que uma banda, eram uma família, os filhos brincavam juntos e tudo mais.
Superada essa fase, resolveram chamar 7 bateristas para uma audição, que é uma espécie de concurso para o posto mais desejado do mundo roqueiro das baquetas: a vaga de baterista da legendária banda Dream Theater.
Os pré-selecionados por seus trabalhos anteriores foram:
* Mike Mangini (48 anos) (STEVE VAI, EXTREME, ANNIHILATOR) * Thomas Lang (43 anos) (JOHN WETTON, ROBERT FRIPP, GLENN HUGHES) * Marco Minnemann (40 anos) (KREATOR, NECROPHAGIST, EPHEL DUATH, JOE SATRIANI) * Aquiles Priester (39 anos) (ANGRA, PAUL DI'ANNO) * Virgil Donati (52 anos) (PLANET X, SEVEN THE HARDWAY) * Derek Roddy (38 anos) (HATE ETERNAL, NILE, TODAY IS THE DAY) * Peter Wildoer (36 anos) (DARKANE)
Eu, como brasileiro, estava torcendo pro Aquiles, afinal, ele tem muito talento. Mas acreditem, ele não fez um bom teste, estava muito nervoso e provavelmente deve ter ficado em último na lista acima. Todos os outros foram muito bem, mas eu acho que eles escolheram também pela personalidade, e Mike Mangini se encaixou melhor no espírito da banda.
Eles estão em estúdio gravando o próximo álbum. Segundo o tecladista Jordan Rudess, será o melhor que eles já fizeram. Tenho medo...
Pra quem curte ver e ouvir uma bateria sendo esmigalhada, o documentário feito pela banda "testando" os bateras é sensacional. Vejam!
P.S.: Os bateras me impressionaram bastante, assim como o Portnoy sempre me impressionou. Mas o que roubou o vídeo foi a nova cara do James LaBrie. O que é aquilo! O cara fez uma plástica estilo Hebe Camargo, esticou tudo, fez sombrancelha, pelamordedeus, aonde vamos parar? rsrsrsrs
Para quem curte o som do Dream Theater, é um verdadeiro deleite ouvi-los tocar covers do Iron Maiden, Metallica, Queen, Kansas, Rainbow, Journey, etc, etc. Para quem não suporta metal progressivo, ou tem implicância mesmo, vale ao menos pela curiosidade dar uma conferida na discografia (sim, isso mesmo) de covers já lançada:
Esse disco traz uma música homônima de estúdio com mais de 20 minutos de duração, e várias canções covers gravadas em uma apresentação ao vivo. Os artistas homenageados são Deep Purple, Queen, Kansas, Journey, Led Zeppelin e Elton John. Nota 10.
A banda lançou um monte de covers em singles e edições japonesas, finlandeses, neo-zelandesas, taiwanesas e etc do novo álbum, e fiz o favor de juntar tudo para facilitar a vida dos ilustres frequentadores deste humilde blog
Os bootlegs oficiais
Como assim? Como bootlegs (gravações feitas sem autorização, com qualidade variada) podem ser oficiais? É o seguinte, esses bootlegs de tão bons que são, e de tão famosos, acabaram sendo oficializados pela banda e colocados à venda. Bela saída não é?
Alguns são gravados de um único show, outros são compilações de covers executados em shows, passagens de som, ensaios, jams, etc, etc. A qualidade de todo o material é muito boa. Enjoy it!
Gravado em Paris, a banda surpreendeu os fãs com a execução do clássico álbum da Donzela de Ferro, na ordem, do início ao fim. Todos os solos, cada acorde, simplesmente igual. Impressionante!
Novamente, a banda executa do início ao fim, o clássico do Metallica, claro, absolutamente fiel aos arranjos originais. E um detalhe interessante, Jordan Rudess faz o papel de segunda guitarra majestosamente. Incrível!
Made in Japan (2007)
Outra cacetada do Dream Theater, desta vez coverizando os mestres Blackmore & Cia e sua obra máxima de 1972.
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Lembro-me bem de quando ouvi Dream Theater pela primeira vez. Foi o álbum Change of Seasons, que continha alguns covers gravados ao vivo e uma única faixa inédita, a faixa título, com mais de 20 minutos de duração. Nessa época, o Dream Theater era uma grande promessa do metal mundial.
Hoje, a banda tem espaço garantido na calçada da fama do rock mundial, junto com gigantes do estilo, e absoluta à frente do sub-estilo que criou: o metal progressivo. Muitas bandas tentaram e ainda tentam se parecer com o Dream Theater, mas é incrível, nenhuma chega nem perto da original.
O timbre peculiar de LaBrie, ora esganiçado, ora grave e aveludado, a guitarra milimétrica e absurdamente rápida de John Petrucci, o baixo sobrenatural de Myung, o teclado pomposo de (atualmente) Jordan Rudess e o rolo compressor chamado Mike Portnoy formam uma massa sonora ímpar e muito difícil de ser imitada.
Bem, se imitar não dá, só resta homenagear os caras. The Dream Goes On é um tributo argentino ao Dream Theater, e confesso que nunca ouvi falar em nenhuma banda, com exceção do Magica, que por sinal é muito boa.
As versões variam de absurdamente iguais a bem livres, o que torna o trabalho ainda mais interessante, e em grande parte, foram selecionadas canções da fase Image and Words, considerada uma das mais influentes, e que com certeza, definiu para o mundo o que é prog metal.
Muitos sentem um calafrio só de ouvir falar, mas, é impossível negar que os caras são geniais. Você terá certeza disso quando ouvir canções como Take the Time, As I Am, Another Day, Under a Glass Moon, entre outras, interpretadas por ilustres desconhecidos, mas que também reconhecem no quinteto norte-americano a maior referência do estilo.