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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amorphis - The Beginning of Times (2011)


Faz tempo que o Amorphis acertou a mão e é disco pancada atrás de disco pancada. Ouço esses caras desde o Tales From the Thousand Lakes de 1994, quando praticavam um Death/Doom bem deprê, com muitos pianinhos melancólicos, mas muito bacana, e acompanhei a evolução dos mesmos, principalmente a partir do Tuonela (acho esse álbum sensacional!).

O que eles praticam hoje é bem difícil de classificar, pois tem elementos muito variados. Tem traços do velho death/doom, mas agora também tem vocais limpos, bastante melodia e uma pegada mais balanceada...já viu o vocalista rodando aqueles dreads enormes? Se não viu tem que ver...


Achei esse novo bem melódico, com mais teclados, mas nem por isso menos pesado. Como disse, os caras não perderam a mão ainda. Sonzeira de primeira e garantia de um belo torcicolo. 

Down!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Amorphis - Tuonela (1999)


Sempre tive profunda admiração pelas bandas que ousaram mudar completamente de estilo em algum momento da carreira. Mesmo que a mudança não me agradasse, essa atitude, no meu ponto de vista, demonstra coragem e compromisso por parte dos integrantes com a sua própria consciência. Essa estória de ser fiel aos fãs é papo de quem não tem competência para ousar, além de ter medo de não vender bem após a mudança.

É claro que essa mudança pode ser definitiva ou durar apenas um curto período de tempo. Exemplo de bandas que ousaram mudar por um disco ou dois: Kreator no disco Endorama, Metallica nos discos Load e Reload, Angra no disco Holy Land, Sepultura nos discos Chaos AD e Roots, e por aí vai, com um detalhe, nenhuma dessas mudanças, apesar de corajosas, foi extremamente radical.

O Amorphis é uma banda que mudou definitivamente, e radicalmente. Se você pegar o álbum Black Winter Day, que já foi resenhado aqui, onde a banda praticava um death/black melódico com vocais guturais e comparar com o Tuonela, perceberá a grande mudança a qual estou me referindo.

Tuonela é um trabalho denso, com climas anestesiantes e vocais em grande parte limpos (algo inédito para uma ex-banda de death!), guitarras afiadas mas com pouca distorção, teclados bem encaixados formando uma trama bastante interessante. O estilo pode ser classificado como gothic/doom, algo muito próximo com o que Paradise Lost costumava fazer na época do Draconian.

Um trabalho corajoso de uma banda que não tem medo de olhar pra frente e nem de perder fãs (e de fato devem ter perdido muitos!). Destaque para os arranjos trabalhados, utilizando timbres variados como cítaras, pianos, etc, provando que uma música pode ser muito pesada utilizando outros instrumentos além da guitarra.

P.S. 1: Tuonela é o reino dos mortos na mitologia finlandesa.

P.S.: 2: A planta da capa é um tipo de cicuta, nativa das regiões temperadas do hemisfério norte, e de cujo óleo se produz o veneno de mesmo nome, conhecido também como veneno de Sócrates.