quarta-feira, 15 de abril de 2009

Green Day - Insomniac (1995)


Em 1994 eu estava me despedindo da fase teen, e como todo adolescente daquela época, fiquei doido com um disco chamado Dookie, de uma banda norte-americana chamada Green Day. O estrondoso sucesso se devia em grande parte às faixas arrasa-quarteirão Basket Case, She, When I Come Around e Welcome do Paradise. Resultado: Dookie atingiu o segundo lugar na Billboard e vendeu 25 milhões de cópias, sendo 10 milhões nos EUA e 15 milhões ao redor do mundo.

Ouvindo hoje aquele som, exatos 15 anos depois proporcionam isenção na análise da música praticada pelo trio estadunidense, e posso garantir que apesar do grande apelo comercial, Dookie é um grande disco, muito bem tocado e muito bem produzido. A banda praticava um som com fortes influências punk, porém com bastante açúcar na composição, o que deu origem a classificações como poppy-punk, termo que acho bastante apropriado.

Pois bem, no ano seguinte, o Green Day lançou seu quarto álbum de estúdio, intitulado Imsomniac, que não alcançou o mesmo sucesso de vendas que o seu antecessor, em grande parte por ser mais pesado e menos apelativo comercialmente falando. Ora, eu disse mais pesado? Sim, e justamente por isso, considero esse o melhor trabalho já lançado pela banda.

Os rapazes estavam especialmente inspirados e nervosos nesse Imsomniac. Billie Joe Armstrong canta muito bem, mas como guitarrista é um excelente vocalista (4 cordas seriam mais do que suficiente para ele). Em compensação, o baixista Mike Dirnt toca pelos dois juntos. Exímio músico para o estilo punk (no qual não é muito comum encontrar exímios músicos), e com certeza, o melhor baixista do gênero, criando linhas de baixo tão seguras e harmoniosas que você nem vai sentir muita falta da guitarra. O batera Tré Cool é muito bom também, formando uma cozinha matadora juntamente com Mike.

Imsomniac foi platina dupla nos EUA, mas não igualou o sucesso de Dookie. Apesar disso, se tivesse que recomendar um único álbum do Green Day para os ilustres frequentadores desse humilde blog, recomendaria exatamente esse! Não destaco nenhuma faixa, pois costumo ouvi-lo por inteiro, do começo ao fim, sem parar de balançar a cabeça!

Baixe, confira e comente!

Obs.: Cinco anos após o lançamento do álbum American Idiot, a banda lançará seu mais novo trabalho em 15 de maio próximo. Estamos esperando ansiosamente!

sábado, 11 de abril de 2009

Heaven and Hell - The Devil You Know (2009)

Não sei se foi proposital, mas, o fato é que ontem, na sexta-feira santa, vazou o novo do Heaven and Hell. Eu ouvi ele todo apenas uma vez, e a impressão que ficou vou descrever abaixo.

A parede sonora chamada guitarra de Tony Iommi está pesadíssima, não que já não fosse, pelo seu próprio estilo de tocar, mas tecnicamente falando, foi usado muito peso na gravação. Os solos do cara são um destaque à parte, pois estão inspirados outra vez! A voz de Ronnie James Dio é como vinho de guarda, fica melhor e mais saborosa com o passar do tempo, e foram usadas várias camadas de vozes na maioria das músicas, multiplicando a sensação de envolvimento. O baixo de Geezer Butler não mudou nada, ou seja, continua martelando na cabeça de nós, pobres mortais. A bateria de Vinny Appice está avassaladora como sempre.

O clima sombrio vai da primeira até a última faixa, e 8 das 10 músicas tem um andamento arrastado, quase doom, e a única pausa no clima tétrico do play se dá na faixa Rock and Roll Angel.

Eu fiquei imaginando uma coisa agora...O que fazem a maioria dos respeitáveis senhores de 50 ou de 60 anos? Reclamam da vida o dia todo, reclamam de dores as mais variadas o dia todo, passeiam com seu cachorrinho, regam as plantinhas, dormem e roncam quase o dia todo.

Bem, tecnicamente falando, Iommi, Dio, Butler e o caçula Appice são respeitáveis senhores, mas ao invés de reclamarem da vida o dia todo, sabe o que eles fazem? CHUTAM O SEU TRASEIRO!!!

Long, long live rock and rooooooooooooooooooooooooolllllllllll!!!!


Down! (link da Combe do Iommi)



terça-feira, 7 de abril de 2009

Crescem as expectativas...

Pois é galera, quando digo que todo roqueiro sofre da síndrome de Peter Pan, não estou exagerando, vejam só essa: 17 anos depois de gravarem o poderoso álbum Dehumanizer, Tony Iommi, Ronnie James Dio, Geezer Butler e Vinny Appice retornam ao Rockfield Studios no País de Gales para gravar seu mais novo álbum (agora utilizando o nome Heaven and Hell), The Devil You Know.

Alguns integrantes já estão na casa dos 60, outros estão próximos, mas, o fato é que os caras demonstram grande disposição, nenhum pouco de cansaço e uma crescente paixão pelo que fazem. Desembarcam no Brasil em maio, já trazendo o novo disco na bagagem, que será lançado nos Estados Unidos em 28 de abril.

Acho que não é segredo pra ninguém que Dio é meu vocalista predileto, Iommi é o Riffmaker Mor e Geezer, bem, acho que é óbvio e não precisa dizer nada. Além disso, a capa é um atrativo à parte, e já foi censurada em alguns países. Precisa dizer que estou louco para ouvir isso?


Aqui o link para o primeiro single, Bible Black. Perturbador...

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Link do blog musicsharing4all.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (2007)




Hoje venho vos falar de um livro. Isso mesmo, headbanger também lê, principalmente quando o assunto do livro é MÚSICA!

Parto do seguinte princípio: quem ouve rock/heavy e congêneres, ao contrário do que se imagina, é mais tolerante do que quem só ouve samba, bossa nova, axé, sertanejo, etc. Explico.


Coloque um disco do Pantera para rolar numa festa. Quem é fanático por axé vai dizer em menos de 30 segundos "Tira isso ae pô!"

Agora, coloque qualquer disco de axé em uma festa. O headbanger vai ficar na dele, suportará numa boa (apesar de beber muito mais pra ver se fica logo em coma pra não ter que ouvir mais uma aula de alfabetização baiana "lê lê lê aiá aiá").


Portanto, quem ouve rock consegue suportar outros estilos. Já quem ouve outros estilos tem a tendência de ser mais intolerante musicalmente. Claro que isso não é uma regra, mas funciona na maioria dos casos.


Pois bem, partindo deste princípio, o livro 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer será um deleite para os fãs do rock, ou da boa música de forma geral. O trabalho de editoração é muito bem feito, com a capa dos discos, fotos dos artistas, comentários e curiosidades sobre as bandas, dispostos em ordem cronológica de 1955 até 2007. São 960 páginas coloridas, uma verdadeira bíblia musical!

O livro privilegia o pop rock, mas tem praticamente de tudo: Frank Sinatra, Madonna, Michael Jackson, Britney Spears, Beatles, Metallica, Pantera, Ac/Dc, etc,etc. Ele foi organizado por dRobert Dimery, mas participaram dele 90 críticos especializados em música. Como a maioria é americana, pode-se considerar que o livro é um belo tratado sobre o que de melhor já foi feito nas terras do tio Sam até hoje. São raríssimas as citações a artistas estrangeiros, e isso é uma crítica que pode ser feita ao trabalho.

Mas, imaginem só quantas páginas deveria ter um livro para abranger toda a boa música feita ao redor do mundo todo em mais de cinquenta anos?
Bora ler cambada!