sábado, 31 de maio de 2008

Lauren Harris

O Iron Maiden passou pela terra brasilis em sua mais recente turnê (Somewhere Back in Time Tour) e trouxe a tira-colo uma banda de abertura que leva o nome de uma moça, Lauren Harris. Perae, Harris? Sim, isso mesmo, a menina é filha do homem!

Juntamente com sua banda (destaque para o excelente guitarrista), promoveu o lançamento de seu novo álbum, Calm Before the Storm. Trata-se de um pop-rock açucaradinho e bem insosso pro meu gosto, mas, temos que perder alguns minutos ouvindo, afinal de contas, trata-se da herdeira do clã dos Harris!

Melhor do que ouvi-la é vê-la! Veja se concordam comigo conferindo algumas fotos da moça!






sexta-feira, 30 de maio de 2008

mp3 n.81

O formato mp3 tem como principal vantagem a facilidade de compartilhamento graças ao tamanho reduzido, sem comprometimento significativo da qualidade. As desvantagens são várias, mas uma das principais é a localização de um álbum específico em grandes coleções.

Para resolver este problema, utilizo um programa bastante funcional chamado Music Label. Através dele, cadastro os mp3 que possuo e desta forma, posso localizar o álbum que quiser, ou até mesmo a faixa que quiser, em um universo de mais de 3200 entradas com mais de 35.000 músicas! É realmente uma necessidade para quem é colecionador ter uma ferramenta dessa natureza.

Desta forma, quando quero encontrar algum álbum, abro o programa e ele me mostra em que cd ele está gravado (os cds são apenas numerados). Verdade é que na maioria das vezes, não tenho paciência para ligar o computador e pego um cd qualquer, sem me preocupar com o seu conteúdo. É importante o fator surpresa, ehheehe, mas, se precisar localizar algo específico, sei que o programa estará pronto para fazer a sua parte.

Pois bem, numa dessas seleções "às cegas", peguei o cd de número 81 e me surpreendi com os álbuns gravados ali. Pensei: "Caramba! Poderia comentar qualquer desses álbuns no meu blog!" E por que não comentar logo todos? Ehehehe, eu e minha megalomania...


Deep Purple - The House of Blue Light (1987)


Disco que sucedeu Perfect Strangers, que marcou o retorno da formação clássica da banda. Boas músicas como Bad Attitude, Call of the Wild e Unwritten Law estão presentes.



The Cult - Sonic Temple (1989)


O que dizer sobre esta banda? Sensacional seria o mínimo, mas este disco é algo raro, pois é clássico atrás de clássico: Sun King, Fire Woman, Edie (Ciao Baby), Sweet Soul Sister, etc.



Deep Purple - Slaves and Masters (1990)


Com Joe Lynn Turner assumindo o posto deixado por Ian Gillan, este é sem dúvida, o disco que mais se distanciou do estilo que consagrou o grupo inglês. Apesar disso, trata-se de um excelente trabalho onde a banda procurou modernizar um pouco suas canções, como se pode comprovar em King of Dreams, The Cut Runs Deep e na balada pop-açucarada (mas não menos linda!) Love Conquers All.


Deep Purple - The Battle Rages On (1993)

Pela terceira vez reunida, a formação clássica da banda gravou este que seria o último trabalho de estúdio de Mr. Blackmore (em seguida teve início a fase atual, com Steve Morse), cuja turnê rendeu o excelente registro ao vivo Come Hell or High Water. Apenas por isso, deve ser ouvido obrigatoriamente.


Elegy - Lost (1995)

Último trabalho da banda com Edward Hovinga nos vocais. Como grita esse moço!!! O estilo aqui é metal melódico, mas com os dois pés fincados no prog-rock. Algumas faixas como Spirits vão remeter o ouvinte diretamente para Fates Warning, inegável influência da banda, enquanto outras, como a faixa título, lembram um pouco o Dream Theater. Ah, reparem também como a forma de cantar de James LaBrie se parece com a de Hovinga, ou seria o contrário? Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?


Pantera - The Great Southern Trendkill (1996)



O Pantera é uma das poucas bandas de thrash (o site Rock Detector os considera Neo-Thrash) que eu consigo ouvir. As outras são Metallica, Kreator, Sepultura (antigo) e mais outras poucas. Nunca ouvi muito esse disco em particular, mas é sempre bom apreciar o peso da guitarra de Dimebag Darrell (R.I.P.).


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Keys to the Light (2007)

Sempre que esbarro com algum álbum de rock nacional em algum blog eu baixo pra conferir. Desta feita, o blog em questão foi o excelente Liquid Progressions e o álbum, Keys of the Light. A banda homônima é formada por Kathelin Cocchi (vocal/piano/flauta), Felipe Rico (teclados), Daniela Agonila (baixo), Marcio Kishimoto (guitarra) e Carlos Semprini (bateria).

A banda começou em 2001 fazendo covers de Anime (desenho animado japonês), apresentou-se por um tempo como cover de Therion e Nightwish e agora está partindo para composições próprias. Neste álbum de estréia, nota-se uma grande influência desse período cover, pendendo mais para o Therion do que para o Nightwish, porém, sem o clima tétrico e carregado daquela banda.

As faixas que mais me chamaram a atenção foram
Fire e On the Edge of Your Light, que têm uma pegada folk interessante, a faixa título, que direciona mais para o gótico, sem ser demasiadamente deprê, Twin Soul, que é quase new age, Little Green, que adiciona um saxofone ao gótico (algo inédito para mim!) e Ode ao Vento, que é cantada em português.

No geral, a banda tem uma tendência maior para o folk, com pitadas de gótico aqui e ali. O andamento é quase sempre lento e o vocal é agradável, com pequenos deslizes, mas nada que uma produção mais caprichada não possa resolver.

Para quem quiser conferir, baixe aqui!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Resultado da enquete solo de guitarra

Chegou ao final mais uma enquete do blog, e, mais uma vez, tivemos uma boa participação, considerando que grande parte das pessoas não tem paciência de ficar lendo e votando em enquetes. Contabilizamos 84 votos e quanto ao resultado, mais uma vez, nenhuma surpresa, com Jimmy Page levando a medalha de ouro pelo solo de Stairway to Heaven. Confira o resultado completo da enquete e em seguida, de uma pesquisa semelhante realizada pela revista Guitar World!


Stairway to Heaven (Jimmy Page) - 19%


November Rain (Slash) - 17%


Comfortably Numb (David Gilmour) - 13%


Eruption (Edward Van Halen) - 13%


Carry On (Kiko Loureiro e Raphael Bittencourt) - 9%


All Along the Watchtower (Jimi Hendrix) - 8%


Sultans of Swing (Mark Knopfler) - 4%


Crazy Train (Randy Rhoads) - 4%

Highway Star (Ritchie Blackmore) - 4%


Floods (Dimebag Darrell) - 2%


Bohemian Rhapsody (Brian May) - 1%


Emotional Catastrophe (Eduardo Ardanuy) - 1%


A edição norte-americana da revista Guitar World fez uma eleição entre seus leitores para escolher qual o melhor solo de guitarra em todos os tempos. O resultado foi o seguinte:

1º - Stairway to Heaven (Jimmy Page)
2º - Eruption (Edward Van Halen)
3º - Freebird (Collins/Rossington)
4º - Comfortably Numb (David Gilmour)
5º - All Along the Watchtower (Jimi Hendrix)
6º - November Rain (Slash)
7º - One (Kirk Hammet)
8º - Hotel California (Don Felder/Joe Walsh)
9º - Crazy Train (Randy Rhoads)
10º - Crossroads (Eric Clapton)


Até a próxima enquete!!!

domingo, 18 de maio de 2008

Rata Blanca - quebrando as correntes do preconceito

É incrível a influência do futebol sobre os costumes dos povos de muitos países. Por este esporte inventado na Inglaterra, o brasileiro é capaz de faltar ao emprego, de brigar com a namorada ou esposa, de discutir com parentes e amigos e até de matar ou morrer, tamanho o seu fanatismo.

É igualmente incrível que certas rivalidades e/ou preconceitos transcendam os gramados e batam à porta das casas das pessoas, sem que elas reflitam o porquê de tanta revolta, basta ver a complicada relação entre brasileiros e argentinos. Não é muito difícil encontrar brasileiros fazendo piadas sobre argentinos, quase sempre exagerando uma suposta antipatia peculiar desse povo.

Isento de qualquer pré-julgamento, e até com uma certa curiosidade, pelos idos de 1995, assim que ouvi falar de uma banda argentina de heavy metal chamada Rata Blanca, procurei conhecer o seu trabalho. O que dizer? Fiquei de cara! Uma senhora banda! Um vocalista com um alcance vocal comparável a Bruce Dickinson, um guitarrista com uma pegada a la Blackmore/Malmsteen e músicas descaradamente influenciadas por Deep Purple e pelo referido guitarrista sueco.



Como toda boa banda de hard/metal, o núcleo do Rata gira em torno da dupla vocalista-guitarrista. O vocalista em questão é Adrian Barilari, pequenino no tamanho, gigante nos vocais. O guitarrista em questão é Walter Giardino, grande no tamanho (inclusive do nariz, fazendo inveja até a Geddy Lee, ehehhe) e maior ainda no talento, pois o rapaz debulha muito bem na madeira.


Recomendo toda a discografia da banda, sem exceção, mas, se tiver que escolher um para começar, comece pelo dvd lançado em 2003, com participação especialíssima de Glenn Hughes (ex-Deep Purple). Neste dvd é possível ter uma razoável noção dos maiores clássicos da banda, como Guerrero del Arco Iris, Mujer Amante, En Nombre de Dios, Quando La Luz Oscurece e La Leyenda del Hada Y El Mago e de músicas mais recentes como El Amo Del Camino e Volviendo a Casa.

Para quem acha que heavy metal não combina com a língua espanhola e que argentino não faz nada que presta, um recado: está na hora de você rever seus conceitos e quebrar as correntes! E como a causa é nobre, aqui vão os links para os trabalhos dos hermanos:

Discografia: (créditos para hada-azul.blogspot.com)

Rata Blanca, 1988
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Magos, espadas y rosas (1989/90)
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Guerrero del arco Iris (1991)
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El libro oculto (1993)
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Entre el cielo y el infierno (1994)
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En vivo en Buenos Aires (1996)
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Rata Blanca VI (1997)
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El Camino Del Fuego (2002)
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Poder Vivo (2003)
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La Llave De La Puerta Secreta (2005)
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Grandes Canciones (2000)
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DVD
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Rata Blanca - En Vivo en Obras (2005)
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quinta-feira, 8 de maio de 2008

As melhores e as piores capas de discos de rock de todos os tempos - Parte 1

Talvez um dos grandes diferenciais do rock em relação a outros estilos musicais é que ele não se limita apenas ao som. Sempre existiu uma preocupação muito grande por parte das bandas com a própria imagem, o que inclui roupas, acessórios, maquiagem, produção dos shows, poses, trejeitos, luzes, teatro, polêmicas, plumas, paetês, purpurina, laquê, etc. Bem, até aí, talvez você encontre gêneros que também fazem essa linha, mas, um caso totalmente à parte e quase exclusivo do rock são as artes das capas.

Faça um exercício. Vá até uma loja de discos (enquanto ainda existem algumas!) e procure uma seção qualquer, pode ser sertanejo, axé, pagode, cantores internacionais, etc. Conte quantas capas trazem apenas e tão somente uma foto do artista, ou algo parecido. Surpreso? Quase todas não é?

Pois então, o rock, ao contrário, sempre apelou para o visual das capas. Desenhos, pinturas, montagens, fotos, e muito mais fizeram deste capítulo um dos mais interessantes e intrigantes da história do rock. Estratégia de marketing? Talvez, pois na época do vinil, até pelo tamanho, a arte de uma capa chamava a atenção até de quem passava na calçada do lado de fora da loja. Independente de qualquer coisa, o fato é que o universo das capas é um caso particular dentro da história do rock, dando margem a dezenas de posts: as melhores capas, as piores capas, as mais engraçadas, as mais polêmicas (e não foram poucas), etc, etc.

Decidi fazer um post variado, com diversos tipos de capas classificadas do meu jeito, não necessariamente o melhor jeito, mas simplesmente o meu jeito. Desde já quero esclarecer que as capas que serão apresentadas aqui são apenas uma pequena amostra do que existe por aí. Portanto, comentários com sugestões de capas omitidas nessa lista serão muito bem vindos.



Clássicas
Grande parte das capas que eu conheço se encaixam aqui. O critério utilizado foi muito simples: são artes que traduzem o espírito do rock and roll, seja pela sua simplicidade, seja pela sua criatividade ou pela sua transgressão aos padrões. Estampariam facilmente a camiseta de um fã.



Toscas (seri
am cômicas se não fossem trágicas!)
Capas realizadas, em grande parte, com sérias restrições orçamentárias. Além disso, o mau gosto é latente.




Viajantes
São aquelas capas surreais ou aquelas em que fica a sensação de nada a ver. Em geral, as bandas de rock progressivo apreciam bastante este tipo de capa, mas as bandas de heavy metal também dão suas viajadas.




Engraçadas
Na verdade, muitas das capas consideradas nessa categoria também poderiam figurar na categoria toscas.





Apelativas e/ou Provocantes
O rock sempre apelou muito para o sexo, seja nos trejeitos dos frontmans, seja nas letras. As capas com esse tema também sempre foram muito exploradas.




Enigmáticas
São aquelas capas que você fica olhando por horas, procurando algum significado supostamente escondido.




Polêmicas e/ou Chocantes
Muitas vezes, a intenção é chocar pura e simplesmente os não-iniciados nas artes ocultas do rock (nessa eu me superei!), seja de forma discreta, seja de forma explícita. A violência, a sanguinolência e as blasfêmias são as preferidas das bandas que se utilizam deste expediente.











Exuberantes
São aquelas em que a riqueza de detalhes é sempre parte importante. As bandas de metal melódico costumam apreciar esse tipo de capa. Dá vontade de emoldurar e colocar na parede.






terça-feira, 6 de maio de 2008

5000 visitas!!!

Este blog acaba de atingir a marca de 5000 visitas, e, apesar de não ser um número muito expressivo para muitos bloggers, principalmente para aqueles que trabalham com uploads, para mim é um número bastante significativo, pois levo esse barco sozinho e raramente disponibilizo os links dos álbuns resenhados. Os motivos são ideológicos e não vêm ao caso.

Gostaria de agradecer às pessoas que frequentaram a página nestes 10 meses de funcionamento e àqueles que divulgaram o blog, principalmente o Yur|eee e o Junior Kabelo. Em especial, quero agradecer ao Ulires do Ziunanet e ao Dallai do CerebroClaustrofobico pelos comentários e pelo incentivo.

É isso aí, continuem prestigiando o Seventh Son!

Amorphis - Tuonela (1999)


Sempre tive profunda admiração pelas bandas que ousaram mudar completamente de estilo em algum momento da carreira. Mesmo que a mudança não me agradasse, essa atitude, no meu ponto de vista, demonstra coragem e compromisso por parte dos integrantes com a sua própria consciência. Essa estória de ser fiel aos fãs é papo de quem não tem competência para ousar, além de ter medo de não vender bem após a mudança.

É claro que essa mudança pode ser definitiva ou durar apenas um curto período de tempo. Exemplo de bandas que ousaram mudar por um disco ou dois: Kreator no disco Endorama, Metallica nos discos Load e Reload, Angra no disco Holy Land, Sepultura nos discos Chaos AD e Roots, e por aí vai, com um detalhe, nenhuma dessas mudanças, apesar de corajosas, foi extremamente radical.

O Amorphis é uma banda que mudou definitivamente, e radicalmente. Se você pegar o álbum Black Winter Day, que já foi resenhado aqui, onde a banda praticava um death/black melódico com vocais guturais e comparar com o Tuonela, perceberá a grande mudança a qual estou me referindo.

Tuonela é um trabalho denso, com climas anestesiantes e vocais em grande parte limpos (algo inédito para uma ex-banda de death!), guitarras afiadas mas com pouca distorção, teclados bem encaixados formando uma trama bastante interessante. O estilo pode ser classificado como gothic/doom, algo muito próximo com o que Paradise Lost costumava fazer na época do Draconian.

Um trabalho corajoso de uma banda que não tem medo de olhar pra frente e nem de perder fãs (e de fato devem ter perdido muitos!). Destaque para os arranjos trabalhados, utilizando timbres variados como cítaras, pianos, etc, provando que uma música pode ser muito pesada utilizando outros instrumentos além da guitarra.

P.S. 1: Tuonela é o reino dos mortos na mitologia finlandesa.

P.S.: 2: A planta da capa é um tipo de cicuta, nativa das regiões temperadas do hemisfério norte, e de cujo óleo se produz o veneno de mesmo nome, conhecido também como veneno de Sócrates.

domingo, 4 de maio de 2008

H.E.A.T. (2008)

Vem da Suécia um sopro de vida chamado H.E.A.T. Para quem achou que o glam/hard/aor estava morto, precisa ouvir urgentemente esta banda simplesmente magnífica. O timbre do vocalista Kenny Leckermo lembra muito o de Joey Tempest do Europe nos áureos tempos de Out of This World, os backing vocals são perfeitos, o trabalho de guitarra é algo de deixar qualquer um de boca aberta e queixo caído.

As composições são fortemente inspiradas nas grandes canções do gênero das décadas de 70 e 80, porém, com um punch incacreditável. A qualidade da gravação/produção é impressionante. Simplesmente perfeito para ouvir com a sua garota ao lado. Duvida? Baixe aqui então. Aguardo os comentários.

sábado, 3 de maio de 2008

Rock and Roll: uma atividade perigosíssima

Em homenagem ao dia do trabalho que passou, idealizei um post sobre os perigos inerentes a uma profissão que está bem em baixa atualmente, a profissão de rock star.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, ser uma estrela do rock não é viver apenas cercado de muitas mulheres, fama e dinheiro, muito pelo contrário, é algo bastante perigoso.

O músico roqueiro, em especial o líder da banda, é alguém que se preocupa muito com a aparência, e vive constantemente amedrontado com a possibilidade de aparecimento de uma ruga ou uma espinha às vésperas de um show. Além disso, como mexe com a imaginação das pessoas, é alvo constante da psicopatia alheia, basta lembrar do caso John Lennon e Dimebag Darrell (Pantera e Damage Plan).

O rock star também costuma ser uma pessoa de gosto bastante excêntrico, apreciando carros velozes, motos, aviões e outros equipamentos ou esportes perigosos. Lembre dos casos de Randy Rhoads (Ozzy Osbourne) e Cozy Powell (Rainbow, Black Sabbath, etc).

Problemas existenciais também costumam afetar grande parte dos roqueiros, quase sempre levando-os ao abuso de drogas e em situações extremas até a cometerem suicídio. Casos recentes: Kurt Cobain (Nirvana) e Michael Hutchence (Inxs).

Além de tudo isso, é conhecido do grande público o fato de que muitos rockers tem um comportamento sexual bastante promíscuo, sendo vítimas de AIDS e outras doenças, como Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury.

A seguir uma lista bastante completa sobre as causa mortis dos principais astros do rock and roll. Como dizia Cazuza, "meus heróis morreram de overdose..."


Acidente Aéreo:

3 de fevereiro de 1959 - Buddy Holly (guitarrista, vocalista e compositor do The Crickets), aos 23 anos e Ritchie Valens (cantor), aos 17 anos.

20 de outubro de 1977 - Ronnie van Zant (Lynyrd Skynyrd).

20 de outubro de 1977 - Steven Gaines (Lynyrd Skynyrd).

19 de março de 1982 - Randy Rhoads (guitarrista do Quiet Riot e de Ozzy Osbourne), aos 25 anos

27 de agosto de 1990 - Stevie Ray Vaughan, aos 35 anos


Acidente Automobilístico:

16 de setembro de 1977 - Marc Bolan, (Vocalista do T-Rex) aos 30 anos.

27 de setembro de 1986 - Cliff Burton (Baixista do Metallica), aos 24 anos.

17 de outubro de 1993 - Criss Oliva (guitarrista do Savatage), aos 30 anos

5 de abril de 1998 - Cozy Powell (baterista famoso por tocar com Black Sabbath, Yngwie Malmsteen, entre outros), aos 51 anos

Obs.: Não pude deixar de notar: um vocalista, um baixista um baterista e um guitarrista! Piadinha de humor-negro: devem estar fazendo o maior sucesso do lado de lá com a banda The Car Crashers!


AIDS :

7 de julho de 1990 - Cazuza, aos 32 anos

24 de novembro de 1991 - Freddie Mercury (vocalista do Queen), aos 45 anos

11 de outubro de 1996 - Renato Russo (vocalista da Legião Urbana), aos 36 anos


Afogamento :

3 de setembro de 1969 - Brian Jones (guitarrista dos Rolling Stones), aos 27 anos


Atropelamento:

13 de junho de 2001 - Marcelo Fromer (guitarrista dos Titãs), aos 39 anos


Câncer :

24 de novembro de 1991 - Eric Carr (baterista do Kiss), aos 41 anos

4 de dezembro de 1993 - Frank Zappa, aos 52 anos

15 de abril de 2001 - Joey Ramone (vocalista dos Ramones), aos 49 anos

29 de novembro de 2001 - George Harrison (guitarrista dos Beatles), aos 58 anos

13 de dezembro de 2001 - Chuck Schuldiner (guitarrista/vocalista do Death), aos 34 anos

15 de setembro de 2004 - Johnny Ramone (guitarrista dos Ramones), aos 55 anos


Coma alcóolico:

19 de fevereiro de 1980 - Bon Scott (vocalista do AC/DC), aos 33 anos

25 de setembro de 1980 - John Bonham (baterista do Led Zeppelin), aos 33 anos


Overdose :

18 de setembro de 1970 - Jimi Hendrix, aos 27 anos

4 de outubro de 1970 - Janis Joplin, aos 27 anos

3 de julho de 1971 - Jim Morrison, aos 27 anos

8 de dezembro de 1975 - Gary Thain (ex-integrante do Uriah Heep), aos 27 anos

4 de dezembro de 1976 - Tommy Bolin (guitarrista do Deep Purple), aos 25 anos

7 de setembro de 1978 - Keith Moon (baterista do The Who), aos 32 anos

2 de fevereiro de 1979 - Sid Vicious (baixista dos Sex Pistols), aos 22 anos

27 de junho de 1988 - Hillel Slovak (guitarrista do Red Hot Chili Peppers), aos 26 anos

5 de abril de 2002 - Layne Staley (vocalista do Alice in Chains), aos 34 anos

5 de junho de 2002 - Dee Dee Ramone (baixista dos Ramones), aos 49 anos


Problemas cardíacos:


16 de agosto de 1977 - Elvis Presley, aos 42 anos

17 de novembro de 1979 - John Glascock (baixista do Jethro Tull), aos 28 anos

28 de fevereiro de 1985 - David Byron (vocalista fundador do Uriah Heep), aos 38 anos

21 de agosto de 1989 - Raul Seixas (Cantor solo), aos 44 anos

3 de janeiro de 2002 - Paul Baloff (vocalista do Exodus), aos 42 anos

28 de junho de 2002 - John Entwistle (baixista do The Who), aos 57 anos


Suicídio :

18 de maio de 1980 - Ian Curtis (vocalista do Joy Division), aos 23 anos

5 de abril de 1994 - Kurt Cobain (vocalista e guitarrista do Nirvana), aos 27 anos

8 de março de 1995 - Ingo Schwichtenberg (baterista do Helloween), aos 29 anos

22 de novembro de 1997 - Michael Hutchence (vocalista do INXS), aos 37 anos

9 de março de 2007 - Brad Delp (vocalista do Boston), aos 55 anos


Tuberculose :

6 de setembro de 1990 - Tom Fogerty (guitarrista do Creedence Clearwater Revival), aos 48 anos


Vítimas de assassinato:

8 de dezembro de 1980 - John Lennon (guitarrista e vocalista dos Beatles), aos 40 anos

11 de setembro de 1987 - Peter Tosh, aos 42 anos

8 de dezembro de 2004 - Dimebag Darrell (ex-guitarrista do Pantera), aos 38 anos


Fonte: Wikipedia.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Titãs - Domingo (1995)


Domingo foi o oitavo álbum de estúdio dos Titãs, o segundo depois da saída de Arnaldo Antunes e o último que vale a pena ser ouvido. Depois disso, em 1997, a banda se rendeu aos apelos do sucesso-quase-garantido-e-levanta-defunto da série Acústico Mtv, e de lá pra cá, não apresenta mais toda a irreverência e criatividade de outrora.

O álbum em questão, ao contrário de Titanomaquia (1993), que ficou conhecido como o disco de heavy metal dos Titãs, tem um som muito limpo, extremamente bem gravado e com a assinatura de Jack Endino, produtor norte-americano co-responsável pelo sucesso de bandas como Mudhoney e Soundgarden, além de ter produzido Bleach, o álbum de estréia do Nirvana, em 1989. Uma boa produção realmente faz toda a diferença para uma banda de rock soar coesa.

As músicas apresentam-se bastante descompromissadas, com letras ásperas e instrumental quase niilista, porém, extremamente eficientes. A faixa título consegue descrever com perfeição a pasmaceira de um domingo, enquanto Tudo o Que Você Quiser e Tudo em Dia descrevem muito bem, tanto na música quanto na letra, como é estar casado (pra quem quer saber como é, é só ouvir!).

Participações especiais de Herbert Vianna em o Caroço da Cabeça e de Max e Igor Cavalera em Brasileiro, fazem desse disco uma agradável surpresa para aqueles que só conheceram a banda a partir dos Acústicos.

Um belo exemplo da irreverência titânica pode ser ouvido em Um Copo de Pinga, música de domínio público adaptada por Sérgio Brito, cuja letra transcrevo aqui em homenagem ao pessoal do Ziunanet que aprecia uma "branquinha" só de leve:

Na segunda eu planto a cana
Na terça amanhece nascendo
Na quarta eu colho a cana
Na quinta eu faço o engenho
Na sexta eu faço a pinga
No sábado eu amanheço bebendo
No domingo minha mãe disse meu filho pára de beber
Essa sina eu vou cumprir até morrer
Da garrafa eu faço a vela
Da prateleira eu faço o caixão
Eu quero é que me enterrem com um copo de pinga na mão
Eu quero é que me enterrem com um copo de pinga na mão


Apesar de terem se rendido ao mercado, não devemos julgá-los nem condená-los por isso, afinal, os caras têm um tremendo currículo e contribuíram sobremaneira para o rock nacional e para a cultura pop em geral. Álbuns geniais como Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas, Cabeça Dinossauro, Tudo Ao Mesmo Tempo Agora e Titanomaquia ficarão pra sempre registrados como o retrato de uma época.

Além disso, não se pode criticar um pai que deseja ganhar dinheiro honestamente para sustentar os seus filhos. Eles têm o direito de lançar o Acústico 3, 4, 5, etc, etc, e ninguém é obrigado a comprar.